Vez ou outra eu pensava postar apenas isto: Este blog se desintegrará em dez segundos.
Este é o meu ano infinito. Posso viver cem anos e não terei vivido dois mil e seis. Ainda o viverei pelos dias que virão e pela poesia que será escrita. Em uma alucinada rota caiu sobre meus ombros um ano invencível. Fui vencida por este ano infinito - oito.
No ano infinito a felicidade veio colada às lâminas e não pude separá-las. Era tão ansiada a felicidade que abençoo as feridas.
Paro um segundo. Tempestade lá fora e a leve passagem pelas horas já sepultadas - e vivas ainda - como bulbos da flor mais linda nas mãos sangradas. E - dentro - sabe-se que há a flor divina, plena, viva, pulsando dentro da terra estranha, escura. Pulsando no caule rijo a flor - inesquecível... Eu vivo! E de tanto viver rondam-me a morte e as despedidas. No entanto, eu descobri no ano infinito a impotência plena e a fagulha da potência divina que resume o ser. Sou.
O meu livro 'O Sal das Rosas" está aí, mas, não será lançado em 2006. Tudo flui para festas e a gente dá uma trégua.
Não vou desintegrar meu blog, nem nada. Vou tirar férias e deixar para as dez - ou menos - pessoas que leem o blog o itinerário meu em 2.006 - o ano infinito.


