Sunday, August 26, 2012

21 Gramas






21 gramas - Livros artesanais - Inventário poético by Bárbara Lia, link abaixo


http://edicoes21gramas.blogspot.com.br/

A flor dentro da árvore - Bárbara Lia






http://www.musarara.com.br/a-flor-dentro-da-arvore

Tem um pássaro cantando dentro de mim - Bárbara Lia







PEQUENO TRATADO DA DELICADEZA


p/Rodrigo de Souza Leão





Rimbaud te espera
No barco bêbado encalhado
Em um mar crispado de turmalinas
- lágrimas dos poetas -
Nas mãos, duas taças de absinto
Para brindar a vida fera
Dois homens de branco
Ancorados na beleza
A repartir
O fogo santo
O espanto
O canto
O eterno canto
Dos poetas...
- Por delicadeza
Perdi minha vida -
Por delicadeza
Entregamos a vida
Aos escarros
Por delicadeza
Entregamos a carne
Aos caninos ávidos
Por delicadeza
Atravessamos a bruma
Com lírios brancos
Nos braços

Rimbaud sempre à espera
Para brindar
A eterna primavera

Bárbara Lia
Tem um pássaro cantando dentro de mim (2011)
p32

Constelação de Ossos - Bárbara Lia

foto do poeta Isaias Faria


http://paliavana4.blogspot.com.br/2011/01/12.html

texto no blog do poeta Darlan Cunha

A última chuva - Bárbara Lia



DESDÊMONA
 
Olhou-me como nuvem,
a sugar os vapores
da minha alma.
Por que ele é meu deus,
guardei-o em um lago
onde iago
jamais chegará.

Bárbara Lia
A última chuva (2007)
Mulheres emergentes ed.

Solidão Calcinada - Bárbara Lia





http://solidaocalcinada.blogspot.com.br/2009/07/escrita-de-mulheres-izabel-liviski.html

O sal das rosas - Bárbara Lia






KAMIKAZES 




Doze kamikazes

arrastam a delicada açucena. 



Doze kamikazes.



As lágrimas descem

feito fontes. 



Nenhuma música

de anjos sonoros,

nenhuma. 



Nas nuvens que passeiam,

exausto de tédio, atira longe

o grão da maldade – o dragão da guerra. 

Bárbara Lia 
O sal das rosas / Lumme editor 2007 
  
  

Noir - Bárbara Lia





PROFANA
A cor do amor é branca,
e o amor tem uma covinha do lado direito do rosto
e o amor me olha como alguém
que jamais vai tirar a minha calcinha
e gozar o céu dentro de mim.
O amor sempre vai me olhar
como se eu estivesse num altar de papel.
Para o amor, eu sou uma rima
e rima não tem vagina.
Para o amor, eu sou uma ode
com uma ode ninguém fode.
Eu sou um verso alexandrino
jamais tocado pelo herdeiro deste nome.
Eu sou a palavra, e a palavra, a palavra é Deus
Deus ninguém come, mas,
será que beber
pode?
BÁRBARA LIA (NOIR - ed. independente-2006)

O sorriso de Leonardo - Bárbara Lia




Publicado em 2004 - 14 poesias - Livro de Bolso




O sorriso de Leonardo - Bárbara Lia


Dissecar cadáveres
para buscar
a perfeita anatomia.
Libertar pássaros
nos mercados
da Itália renascentista.
Beleza clara
cabelos e barba
emaranhados
luz em desalinho.
Toga cor-de-rosa
levita na pele
suntuosa de gênio
-inocência serena-
Leonardo, in carbon,
copiando a própria beleza,
em sorrisos negados.
Sorriso de Leonardo
inauguraria um novo sol
aplacaria o brilho do astro.
-seu sorriso imaginado
seus quadros incendiados-
nos conduzem enquanto
vamos dissecando o verbo
com fúria encantada
Desejo leonardiano
de libertar o poema
e revelar a musculatura
exata de cada palavra.




Abrangendo a produção literária de cinco séculos, a coletânea de poesia Amar, verbo atemporal apresenta o que nenhuma outra jamais conseguiu: um verdadeiro mosaico das mais variadas e distintas interpretações líricas do amor. Organizado pela poeta e tradutora Celina Portocarrero, o livro reúne 50 poemas de autores clássicos, nascidos entre os anos de 1623 e 1897, e mais outros 50 inéditos, de autores nascidos entre 1936 e 1989, traçando em cores diversas uma ampla radiografia do sentimento amoroso, colhida de todos os cantos do país e abarcando os principais momentos da poesia brasileira.

O Melhor da Festa 3




Adão Iturrusgarai, Ademir Assunção, Alexandre Rodrigues, Altair Martins, Amilcar Bettega, Antonio Carlos Secchin, Antonio Cicero, Antônio Xerxenesky, Andréia Laimer, Augusto Paim, Bárbara Lia, Carlos André Moreira, Cardoso, Carlos Gerbase, Carlos Pessoa Rosa, Cássio Pantaleoni, Claudia Tajes, Cristian De Nápoli, Daniel Weller, Diego Petrarca, Douglas Diegues, E. M. de Melo e Castro, Everton Behenck, Flávio Wild, Guilherme Orosco, Guto Leite, Henrique Rodrigues, Henrique Schneider, Horacio Fiebelkorn, Jacob Klintowitz, Jeferson Tenório, João Gilberto Noll, Jorge Fróes, Laerte, Laís Chaffe, Leandro Dóro, Liana Timm, Lima Trindade, Lúcia Rosa, Luciana Thomé, Luís Dill, Luís Serguilha, Luiz Paulo Faccioli, Marcelo Spalding, Márcia Denser, Maria Rezende, Marcelo Sahea, Marlon de Almeida, Monique Revillion, Nei Lopes, Nelson de Oliveira, Nicolas Behr, Olavo Amaral, Paulo Ribeiro, Pena Cabreira, Ramon Mello, Reginaldo Pujol Filho, Reynaldo Bessa, Ricardo Silvestrin, Rodrigo Bittencourt, Rodrigo dMart, Rodrigo Rosp, Ronald Augusto, Sandro Ornellas, Sergio Faraco, Simone Campos, Tailor Diniz, Virna Teixeira, Wilmar Silva, Wladimir Cazé, Xico Sá.

O que é Poesia?


O que é Poesia? / Edson Cruz, organizador. Rio de Janeiro: Confraria dos Vento:  Calibán, 2009. 144p.

Autores na antologia:

Affonso Romano de Sant´Anna, Amador Ribeiro Neto, Ana Elisa Ribeiro, André Vallias, Aníbal Beça, Antonio Cícero, Augusto de Campos, Bárbara Lia, Carlito Azevedo,  Carlos Felipe Moisés, Claudio Daniel, Claudio Willer, Eunice Arruda, Fabiano Calixto, Felipe Fortuna, Flávia Rocha,  Floriano Martins, Frederico Barbosa, Glauco Mattoso, Horácio Costa, Jair Cortés, João Miguel Henriques,  João Rasteiro, Jorge Rivelli, Jorge Tufic, José Kozer, Luis Serguilha, Luiz Roberto Guedes, Marcel Ariel, Márcio-André, Marcos Siscar, Micheliny Verunschk, Nicolas Behr, Nicolau Saião, Ricardo Aleixo, Ricrdo Corona, Ricrdo Silvestrin, Rodolfo Hãsler, Rodrigo Petronio, Sebastião Nunes,  Tavinho Paes, Victor Paes, Virna Teixeira, Washington Benavides.

Thursday, August 23, 2012

58 anos a partir de amanhã





Sempre quis andar mais rápido que o vento. A partir de amanhã quando pensar em minha idade eu vou pensar - Nossa! 58 anos, é muito tempo. Não vou fazer 58 amanhã, vou fazer 57. Sempre comecei a contar um ano além. Mania eterna. Faço 57 e começo a dizer - Tenho 58 anos. Sempre fui assim, um passo à frente, uma asa na dianteira. Fico angustiada em elevadores lerdos. Um dia eu entrei em um elevador jurássico da Federal. Quase surtei com a lerdeza. Um aluno jovem me olhou sem entender a minha urgência infinita. Eu disse - Se tudo acompanhasse meu ritmo a gente já estava no final do terceiro milênio. Ele sorriu, um riso sonso. Devia haver um lugar para os que não seguem o ritmo dos calendários, das leis e dos estatutos. Mudava para lá hoje mesmo. Por falar nisto, mudei-me. Muito tempo em apartamento e agora eu estou como pássaro que voltou ao ninho. Posso colocar a cabeça para fora e sentir o sol, caminhar no quintal. Isto não tem preço. É um pequeno lugar. Eu a chamo - A Casa de Marte. Hilda viveu na Casa do Sol. Vivo na Casa de Marte. As paredes lembram a cor da superfície do planeta. Nas tardes, cerro os olhos para ver o entardecer azulado de Marte. Há muito tempo eu construi uma dimensão e vivi lá por um tempo. Foi uma experiência mística na companhia de alguém. O Extracéu. O céu dura pouco. O Extracéu menos ainda. Em alguns dias duvido das experiências que vivi, com pessoas que se eu contar dirão - É mentira. O Extracéu não teve um final feliz, foi um trauma. Deviam dizer aos homens que as mulheres fortes suportam a verdade. Se um dia você pergunta a um cara - Você tem alguém na sua vida? A resposta dele deve ser a verdadeira. Depois, não adianta ficar remoendo raivas antigas em poemas, pois, afinal, tenho certeza que perguntei uma vez, duas. Os homens adoram esconder sua real situação sentimental. Eles acham que estão isentos da divisão da verdade. E isto nunca dá certo. O final feliz inclui a transparência. E não existem muitos homens transparentes por ai. Conheci UM. Isto já vale muito. Tenho certeza que muitas mulheres passaram pela vida sem conhecer ao menos um. Depois ficam sem entender as pessoas que se fecham em conchas e viram cínicas. Acho que o moço transparente de lua salvou a minha crença. Só isto valia aquela trombada cibernética sideral erótica transcendental. Só isto valia, mas, sempre tem o adendo. O adendo foi mais bonito.
Amanhã é meu aniversário.
Nada tenho para postar aqui que seja inédito.
Meu amigo mais querido escreveu - Mande um livro de poesias para o Prêmio Governo de Minas Gerais. É possível. Se cavar bem, encontro 25 poesias inéditas. O Prêmio Paraná exigiu demais. 70 poesias inéditas? Um romance com 130 páginas no mínimo? Meu romance-mor está no Prémio Leya, totalmente queimado por uma palavra que descobri fora do lugar. E invalidei mais duas ou três chances. Isto faz parte. Ano que vem tem mais. Por enquanto vou colhendo poemas em tudo que veio na mudança. Mudança é pura epifania. Reencontro com as belezas esquecidas. Um poema bonito em algum canto, uma fotografia esquecida. Escritos dos amantes do passado saltando à flor dos dias. Memórias reviradas. Uma experiência que não havia vivido depois do primeiro livro. Algumas pessoas levam móveis e roupas e máquinas. Minha mudança floria em papéis e caixas e caixas de livros. Minhas filhas imploram que eu deixe apenas no computador tudo isto. Eu me apego. Acaricio um poema escrito à máquina que encontro em uma agenda antiga. Já fui musa. Sou musa ainda. Os homens que escreveram poesias para mim eram eróticos. São. Os poemas a mim dedicados são ardentes. Eu os calo. Eu os guardo e sinto saudade de outro tempo, outro amante, o antigo.
Amanhã vou fazer 57 anos. Nunca estive tão péssima. Agonia ao perceber os movimentos complexos que preciso fazer e que nunca precisei antes. O olho com a mácula da retina rasgada. O joelho esquerdo estourado. O pé direito. É preciso parar, respirar, aceitar. Existe esta dor, ela vai ficar grudada pra sempre. Existe a limitação. Existe a vivência. A Poesia trouxe a Beleza jamais imaginada para a minha vida. Trouxe também rançosos rancores a ricochetear em um pequeno raio à distância. Espero que em Marte a vida flua mais serena. Que eu aprenda a caminhar nesta alameda larga, onde em todas as manhãs os atletas amadores empreendem sua caminhada. Que eu não perca o espetáculo das estrelas e nem o canto dos pássaros nas manhãs. No primeiro dia que acordei na Casa de Marte um Quero Quero alardeou sua presença. Estou ficando mais velha e mais livre. Desconfio que a Liberdade exige muito tempo, e ela está sentada sem cerimônia nas pedras largas do jardim. Minha visitante mais assidua. Vamos adiante, atadas como siamesas. Sigo buscando vinte e cinco versos e um romance com cento e trinta páginas, ao menos, com o ar rasgando dentro em uma sensação de sol dentro que não sentia há muito tempo....

Gênio da raça.



Convém não facilitar com os bons, convém não provocar os puros.
Há no ser humano, e ainda nos melhores, uma série de ferocidades adormecidas.
O importante é não acordá-las.
Nelson Rodrigues
 
 
 
 
 
O diretor do filme Curitiba Zero Grau - Elói Pires Ferreira -diz em entrevista que ele dialoga com Rio 40 graus. Ontem vi o filme. Uma surpresa e tanto. O cotidiano da minha cidade. A real Curitiba com seus ônibus lotados e a luta pela sobrevivência. O enredo passeia por várias vidas retirando dali a humanidade crua e nua. Felicidade é coisa rara, mas, brilha no enlace da família que mora na favela e vive a catar papel pela cidade. O contraste do momento da refeição na casa do Tião (Lori Santos) onde a mãe entrega a filha pequena seu mínimo pedaço de pão, quando o pão da menina vai ao chão, enquanto na casa do empresário todos brigam à mesa e se levantam e nem ao menos se alimentam meio aos conflitos. O enredo enlaça sutilmente alguns trajetos e mostra as sincronias do Universo para dar a alguém uma retomada do caminho, na trajetória de Ramos (Jackson Antunes) um motorista do ônibus bi-articulado que acaba sendo transferido para a linha do Interbairros. Minha vida de passageira destes ônibus dentro da cidade tornou o filme de uma realidade gritante. O motoboy Márcio (Diego Kozievitch) e o empresário Jaime (Edson Rocha) completam o time de protagonistas. Ao redor destes gira a fina nata curitibana de atores da melhor qualidade e isto faz com que o filme seja impecável. A ex-mulher do motoboy é Uyara Torrent (A banda mais bonita da cidade), Enéas Lour é o funcionário corrupto que tenta subornar o empresário Jaime. Rosana Stavis a mãe de Daiane a personagem de Uyara. Otávio Linhares e Andrew Knoll em pequenas participações. Rodrigo Ferrarini e Veronica Rodrigues excelentes como o casal que chega a cidade sem eira nem beira. Para acompanhar esta roda-viva de encontros e desencontros. Poesia e dor. Buscas e perdas. Só vendo o filme. Melhor ainda para quem vive a cidade. Amo Curitiba, foi para ela meu primeiro canto público, quando a UBE RJ premiou minha crônica "Se essa rua, se essa rua fosse minha". A vida não dá trégua. Mas, é preciso retomar o caminho, seguir na noite como quem tem esperança. Abandonar cenários sem futuro, cuidar das crianças pequenas. Escrever os dias com a fé, ainda que com um endereço desconhecido entre os dedos, como o moço que chega sem norte com a familia à tiracolo. Curitiba Zero Grau veio lembrar o quanto é minha esta cidade. A real cidade que aparece na tela. E sai do cinema com minhas próprias cenas, a minha rotina de mãe e leoa. A parte mais bonita de mim, os filhos que aqui cresceram. O neto que aqui nasceu. O verde espalhado pelas esquinas, o vento que chega nas noites e nos obriga a aquecer o corpo, derramar o espírito sob os edredons e sonhar.


Wednesday, August 22, 2012

meus livros nas livrarias



 
O livro de poesias - O sal das rosas - editado pela Lumme editor em 2007 e o romance - Constelação de Ossos - editado pela Vidráguas em 2010 estão na Livraria Cultura:
 
 
 
 
 



 
 
 
Os livros esgotados apenas na - Estante Virtual - Site que engloba vários sebos do Brasil. Lá ainda tem 1 exemplar de - A última chuva - e 3 do romance Solidão Calcinada...
 
http://www.estantevirtual.com.br/q/Barbara-Lia



A flor dentro da árvore


“Dame el ocaso en una copa!”

 

 

 

Velhas estradas bifurcadas

Lentas aparições de fantoches

Nas alamedas do nada
 
Bárbara Lia
A flor dentro da árvore








Dame el ocaso en una copa- en QR Code - - na Exposição Código Coletivo - no Castelinho em Poorto Alegre (Organização Sandra Santos/Cidade Poema)

 
A flor dentro da árvore - Poesias - apresentação Sidnei Schneider - edição do autor - quem desejar o livro escrever para barbaralia@gmail.com - o preço do livro é 15,oo - edição limitada, ainda tenho alguns exemplares.

Tuesday, August 21, 2012

DELANTE DE LA VENTANA, EL ROSEDAL


- Claude Monet -





Testamento enterrado

a la sombra del rosedal:

Le dejo mi guitarra

al vendedor de la panadería.

La hierba bendita

a la vieja del balcón.

La caldera

que silba Villa Lobos

al Fray Gustavo

que cose almas

los miércoles por la mañana.

El libro de poesía

de Augusto dos Anjos,

al cobrador del Expreso 022.

Firmado:

La niña de los ojos tristes.

Chico Buarque me llamaba de Carolina,

Pero era sólo un disfraz.

Soy yo la niña

que vio el tiempo pasar en la ventana,

sin ver.


Bárbara Lia

AGUA PALABRA



Mañana de sal le seca la lengua.
Ventana abierta, el viento lo abraza.
Salmuera hasta el alma.
Sed absurda de agua, agua,

Agua... la lengua se vuelve agua.
El ángel en la ventana ya no habla.
Pierde la mirada en el arenal de fuego
La lengua se vuelve líquida


Abismo de sonidos.
La palabra calla, todo calla
Sólo el viento canta, canta y acuna.


Vuelve no más humana
Lengua de carne, pero luz que traduce,
De la esencia del ángel las palabras.

Bárbara Lia
- O sal das rosas (Lumme editor-2007)
poesia Água Palavra em espanhol

Friday, August 17, 2012

Sem Censura - 17 de agosto - TV Brasil - 16 às 18h


Lançamento dia 06 de agosto - Livraria da Travessa - Rio de Janeiro. Walquiria Raizer lê uma poesia, eu autografo para um dos presentes da noite e Iracema Macedo olha para o alto...

Celina Portocarrero - organizadora da Antologia - Amar, Verbo Atemporal


AMAR, VERBO ATEMPORAL, da Editora Rocco, no Sem Censura: hoje -  17 de agosto - 16 às 18h, TV Brasil. Presença de Celina Portocarrero no programa de Leda Nagle.

Monday, August 13, 2012

Amar, Verbo Atemporal - Amanhã em Sampa - Livraria da Vila, 18h30

Bilhetinho - Iracema Macedo




Quando eu morrer
mesmo em tristeza devastada
morrerei de alegria de terem sido possíveis:
o amor a tristeza e a aventura de ser carne
em meio a tantas pedras

Iracema Macedo in Lance de Dardos (Edições Estúdio 53 - 2000)

Wednesday, August 08, 2012

Amar, Verbo Atemporal - Lançamento Rio de Janeiro

 Ipanema! Maravilhosa


Pousada Bonita Ipanema - um dia aqui viveu Tom Jobim,
Antonio Carlos (gênio) Brasileiro Jobim


Trilha sonora pelas ruas de Ipanema

Passarim quis pousar, não deu, voou
Porque o tiro feriu mas não matou
Passarinho, me conta, então me diz:
Por que que eu também não fui feliz?
Cadê meu amor, minha canção?
Que me alegrava o coração..
Que me alegrava o coração..
Que iluminava o coração..
Que iluminava a escuridão..

(fragmento de Passarim - Tom Jobim)


Paula Cajaty e Margarida Corção: Partilhas


Celina Portocarrero - organizadora da Antologia - Amar, Verbo Atemporal - Cem Poemas de Amor (Rocco ed.) autografando na noite do lançamento - 06 de agosto - Livraria da Travessa - Leblon - Rio de Janeiro







As poetas Iracema Macedo e Walquiria Raizer - Papo animado na noite de "Amar"



As fotos oficiais do lançamento da Antologia - Amar, Verbo Atemporal - Segunda, dia 06 na Livraria da Travessa do Shopping Leblon - ainda não tenho para publicar aqui. Breve terei. Captei algumas imagens da minha passagem pelo Rio de Janeiro, mas, a VIDA me distrai e esqueço de fotografar... O lançamento aconteceu em clima de festa. Muitos autores compareceram para autografar e celebrar a publicação do livro. Salgado Maranhão, Lila Maia, Claufe Rodrigues, Masé Lemos, Cecilia Brandi, Bruno Cattoni, Henrique Rodrigues, Domício Proença, Thereza Christina Rocque da Motta, Tanussi Cardoso, Flávio Morgado, Alice Sant'anna, Iracema Macedo, Walquiria Raizer, Margarida Corção, Paula Cajaty, Pedro Galvão e eu... Espero não ter esquecido alguém. 

Thursday, August 02, 2012

Rio de Janeiro!




Vou ao Rio de Janeiro para o lançamento da Antologia - Amar, Verbo Atemporal (ed. Rocco) - organização Celina Portocarrero. Dia 06 de agosto, 19h na Livraria da Travessa
Shopping Leblon
Av. Afrânio de Melo Franco, 290 - loja 205 A
A festa da poesia embalada pela aura amorosa dos cem poemas de amor do livro.

Ausente por uns dias do - Chapar as Borboletas - voltarei com um abraço do Drummond e notícias cariocas. Poetas do Rio e Amigos com quem dialoguei nestes anos, amantes da poesia e todos que desejarem partilhar este momento: Espero-os na Livraria da Travessa.
Saudades do Rio, onde recebi minha primeira menção honrosa, por uma crônica sobre a Rua XV. Primeiro texto que enviei para um concurso, em 1997. Após ceder ao apelo do meu amigo Carlos Barros. Foi tão especial e essencial que fui ao Rio para receber um diploma. Na premiação da UBE / Rio. Auditório lotado. Viajei durante férias do trabalho e ainda assim o meu primo (dono da empresa onde eu trabalhava) convocou-me à sua sala. Achou um absurdo que eu viajasse até o Rio para receber um prêmio que não era em dinheiro. Disse que eu devia abandonar a poesia, pois era muito triste. Os poetas eram todos melancólicos. Eu disse a ele que estava desatualizado. Que no Século XIX poetas morriam de tuberculose, de melancolia. Não mais. Sem saber que é possível que uma poeta morra de intensa vida. Vou ao Rio celebrar a intensa vida, o momento bonito do qual sou parte através do convite da Celina Portocarrero.




Wednesday, August 01, 2012

Dança atemporal




Mergulhada nos poemas de amor da Antologia - Amar, Verbo Atemporal. Lembro uma dança antiga, ao ler o poema de Gregório de Mattos.
Em 2003 acompanhei meu filho Thomas a uma oficina de poesia. E foi proposto o exercício de reescrever um soneto de Gregório de Mattos. E este soneto é o poema de amor de Gregorio de Mattos, na página 129 de - Amar, Verbo Atemporal.



Aos afetos e lágrimas derramadas na
ausência da Dama a quem queria bem

Ardor em firme coração nascido:
pranto por belos olhos derramado;
incêndio em mares de água disfarçado;
rio de neve em fogo convertido:

tu, que em ímpeto abrasas escondido;
tu, que em um rosto corres desatado;
quando fogo em cristais aprisionado;
quando cristal, em chamas derretido.

Se és fogo, como passas brandamente.
se és neve, como queimas com porfia?
Mas ai, que andou Amor em ti prudente!

Pois para temperar a tirania,
como quis que aqui fosse a neve ardente.
permitiu parecesse a chama fria.

Gregório de Mattos
Amar, Verbo Atemporal - 100 poemas de amor
organização Celina Portocarrero
Rocco ed. - 2012
pg. 129


A dança com algumas palavras saqueadas do poema do velho e maravilhoso Gregório, convertidas em um soneto de ausência.
Nuvem fria. Ou, Cold Cloud. A recriação da perda:

Cold Cloud

Ardor louco em mim aguerrido
E o pranto triste derramado
Nosso incêndio alastrado
Em rio de abandono convertido

Busquei-te nas auroras escondido
Todos os nós do meu peito desatado
Deste amor que me manteve aprisionado
No gelo – da ausência – derretido

Se me abraçasses longamente
Em silêncio esquecesses a porfia
Preferistes ser prudente

Amor negado se transforma em tirania
Como quando o sol em manhã ardente
Permitiu que lhe nublasse a nuvem fria
Bárbara Lia