Thursday, September 29, 2005

bem-te-whitman















BEM-TE-WHITMAN

Às seis da matina
A serenata que acorda
O sol
Um pássaro
Transgride
O vocabulário
Canoro
Te-vi
Te-vi
Te-vi
E se faz
Bem-te-Whitman
Inaugurando nova voz
Ave livre
Em asas e melodia
Bem-te-Whitman
Acorda o meu dia
Com nova rima
E parceria

Bárbara Lia.
-Do livro "O sorriso de Leonardo"
Kafka Edições Baratas.

Bianca, Carol e Luana, na fotografia, lendo um poema no lançamento do livro. A esperança voou da minha caixa de Pandora, fui dormir ilhada e nua de brisa. Nove da manhã encontro Carol & Loraine e vamos preparar aquele recital, aquele que não é com cheiro de mofo, é da poesia nova, marginal, fatal.
Sopro de Zeus, ar que rasga a dor, estilhaça e atira ao vento, os pássaros as levam em suas asas, longe, longe...
Para Carol e Loraine, postei - Bem-te-Whitman - pois é o poema que elas gostam, assim como o Leprevost e o França gostam de Brisa... Meus meninos e meninas, passeiam pelas alamedas de meu jardim antigo, que se cansou do antigo que impera por aqui e quer que eles brilhem nas páginas e nos palcos, e quem tem ouvidos para ouvir, que ouça.
Apanhar o rascunho 65 e descobrir que meu próximo presente vai ser o novo livro de Amós Oz "De amor e trevas". Li a resenha de Luiz Paulo Faccioli, uma lucidez ao colocar entre parenteses "verdadeiro lar". Israel não é verdadeiro lar. Palestina não é verdadeiro lar, e Amós Oz é lúcido e escreve, escreve, e como escreve!