Wednesday, December 05, 2007

BÁRBARA
























Cristal de fogo este sol de abril.
Felicidade ardida em oposição
à esta mágoa fendida.

Cerro negras cortinas,
na penumbra
rasgo fotos do passado.

Em rotação errada
nas paredes da memória
a mesma antiga declaração
dos homens sem imaginação...

"Bárbara, Bárbara.
Nunca é tarde
Nunca é demais”

Há que alguém me amar
sem desafinar letra e canção?
Como um barco sobre o Tejo,
como rosas se abrindo no chão.
Asas de colibri,
fogos de São João.


Uma canção
que não seja tarde,
nem demais.
Que seja abril
nada mais.
Bárbara Lia

A última chuva - ME. ed. alternativas (MG) - 2.007 -

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