Monday, February 10, 2014

dos livros perdidos...

Foto - Rosie Hardy




Há alguns anos a minha amiga Loraine Thais convidou amigos para um piquenique no bosque do MUMA para comemorar seu aniversário. Foi um aniversario poético ao lado dos eucaliptos, com direito a fogueira – que o moço da guarda municipal pediu para que apagássemos – dança do índio ao redor da fogueira, enquanto houve tempo e fogueira. Levei para Loraine um exemplar do meu livro de bolso – O sorriso de Leonardo – que era a publicação que eu tinha naquele ano. Algum tempo depois a Loraine apareceu em casa para um café e disse: - perdi teu livro naquela noite no bosque. Fiquei pensando nele atirado entre as folhas de eucalipto, dissolvendo-se com a chuva e o tempo e pensei e acreditei que nasceria uma árvore de pequeninos – Sorrisos de Leonardo. Algum tempo depois a Loraine foi pra Bahia em férias, eu dei a ela outro livro, e quando ela voltou para outro café, ela disse: - Conheci um moço na Bahia que adorou seu livro, deixei o livro com ele. E eu disse: - E agora, Loraine? Não tenho mais nenhum “sorriso” para te dar... Lembrei desta saga da Loraine com os meus livros de bolso quando abri o e-mail pela manha e os Correios comunicaram que vão pagar a misera indenização de 50,00 por quinze livros artesanais. Quer dizer, não cobre nem o material que comprei. E quem não faz o seguro ou qualquer coisa que prevê um pagamento no caso de perda, dança. Dancei. Mas, o dinheiro e abortar uma parceria a gente supera. Complicado é digerir a duvida. Onde estão meus rebentos? Um livro é um filho... Mas, a burocracia não sabe disto... E estes podem estar em uma sala gelada, se ao menos fosse um bosque de eucaliptos...