Sunday, June 10, 2012

Canção da rapariga inglesa para Álvaro de Campos





O Daily Mirror estendido sobre a mesa
A dor que chega à galope - de surpresa
Morreu o poeta futurista, engenheiro naval
Está de luto um País, chora Portugal


As pernas tremem o coração dispara
Odeio por segundos a vida cruel e avara
Que nunca o trouxe de volta a esta porta
E despejou a notícia - esperança morta


Sabes, por acaso, o que é o amar em Glasgow?
Tem aura lúdica, sopro de ancestralidade mítica
Entra na alma o amor e cola de forma granítica


Por isto o último lugar onde a ele acenei – Window
Blue – permanece qual na tarde da nossa despedida
Cortina de renda azul e um girassol que é uma ferida


Bárbara Lia

Da série de sonetos - O fim do futuro. Diálogo com Fernando Pessoa (e heterônimos).
Mais sonetos no link abaixo:

Friday, June 08, 2012

os poetas




"Os poetas contemporâneos são céticos e desconfiados até, ou talvez sobretudo, de si mesmos. Só com relutância confessam publicamente ser poetas, como se tivessem um pouco de vergonha. Mas em nossos tempos estrepitosos é mais fácil reconhecer nossos erros, ao menos se estiverem atraentemente embalados, do que reconhecer os próprios méritos, pois estes se mantêm ocultos mais no fundo, e nós mesmos nunca acreditamos muito neles... Quando preenchem fichas ou batem papo com estranhos - ou seja, quando não podem deixar de revelar sua profissão -, os poetas preferem usar o termo genérico "escritor" ou substituir "poeta" pelo nome de qualquer outro trabalho que façam, além de escrever. Burocratas e passageiros de ônibus reagem com um toque de incredulidade e alarme quando descobrem que estão tratando com um poeta. Creio que os filósofos enfrentam reação semelhante. Contudo, estão numa posição melhor, pois na maioria das vezes podem ornamentar seu ofício com algum tipo de título universitário. Professor Doutor de Filosofia: isso sim soa muito mais respeitável.
Mas não existem professores de poesia. Afinal de contas, isso significaria que a poesia é uma ocupação que requer um estudo especializado, exames regulares, ensaios teóricos com bibliografia e notas de rodapé anexadas e, por fim, diplomas conferidos com pompa. E significaria, em troca, que não basta encher páginas de poemas, mesmo os mais primorosos do mundo, para tornar-se um poeta. O fator decisivo seria um pedaço de papel que traz um selo oficial. Lembremos que o orgulho da poesia russa, o futuro ganhador do Prêmio Nobel Joseph Brodsky, foi certa vez condenado ao exílio em seu próprio país justamente com base nessa idéia. Chamaram-no de "parasita" porque não possuía o certificado oficial que lhe assegurava o direito de ser poeta.
Há muitos anos, tive a honra e o prazer de encontrar com Brodsky. Notei que, de todos os poetas que eu conhecia, ele era o único que gostava de se chamar de poeta. Pronunciava a palavra sem inibição. Ao contrário: ele a falava com uma liberdade desafiadora. Isso devia ocorrer, é o que me parece, por causa da lembrança das humilhações que sofreu na juventude.

Em países mais afortunados, onde a dignidade humana não é agredida tão facilmente, os poetas almejam ser publicados, lidos e compreendidos, mas fazem pouco, ou quase nada, para se situarem acima do rebanho geral e da roda-viva do dia-a-dia. No entanto, ainda não faz tanto tempo, os poetas se esforçavam para nos escandalizar com suas roupas extravagantes e seu comportamento excêntrico. Tudo isso era só para encher os olhos do público. Sempre chegava a hora em que os poetas tinham de fechar a porta atrás de si, despir suas capas, seus penduricalhos e outras parafernálias poéticas e enfrentar - em silêncio, com paciência, à espera de si mesmos - a folha de papel ainda em branco. Pois, no final, é isso o que de fato conta."

Fragmento do discurso de Wislawa Szymborska quando recebeu o Prêmio Nobel, o discurso na íntegra pode ser lido aqui

Thursday, June 07, 2012

Una pizca de su ADN




Uma pitada de seu DNA. Tenho certeza que tenho uma pitada do DNA de Violeta Parra em mim - Pássara sem plano de voo.

Tuesday, June 05, 2012

Amar, Verbo Atemporal


Amar, Verbo Atemporal: 50 poetas brasileiros vivos e 50 poetas nascidos entre 1623 e 1897 integrarão esta Antologia organizada por Celina Portocarrero, editada pela Rocco, que será lançada no dia 6 de julho na FLIP.  Integro a Antologia com a Poesia inédita - Umbrática Nuvem. 
Cem poemas de Amar. Machado de Assis e Euclides da Cunha entre os "poetas do passado". Curiosa para conhecer os outros nomes dos poetas antigos, aqueles que meu pai amava. Adriana Lisboa, Andre de Leones, Bruna Beber, Ramon Mello, Marco Lucchesi, Thereza Christina Roque da Mota entre tantos outros poetas. Todos os poemas dos poetas atuais são inéditos. Aqui da cidade - Curitiba - Eu e Estrela Leminski. 

"Doce como o massacre de sóis"




“Doce como o massacre de sóis”



Oito canhões na praça de guerra
Apontam para o peixe
Que traz a paz nas guelras

Quatro gaivotas suicidas
Lambem o babado azulado
Do triste mar-flamenco

Lembro um filme de Babenco:

Ana e o vôo
Mariposas no quarto lúgubre
Suas mãos em concha
A esmagar a eternidade insalubre

Monday, June 04, 2012

Para Camille, com uma flor de pedra



Nióbide blésse




À sombra da noite clara
Latona no meu encalço
Espectros da última primavera


O Rio Loire, um duplo do Aqueloou
Meu Monte Sípilo é Ville-Èvrard
Onde endureço carne e alma


Delírios brancos, visões:
Escunas leves com velas de vidro
E tombadilho de pétalas
Estilhaçam na roupa cinza
Ferem-me, beijam-me – qual o amor


Meu ódio espelha o trágico
Anseio que o mundo petrifique
Qual Zeus petrificou Tebas


Sonho com o anjo da restauração
Acordo. Nada se restaura

Tudo igual:
Cama dura de ferro
Urinol fétido, trincado
Três tâmaras secas
Dois gatos no cio a quebrar
O silêncio arredio da madrugada


Os loucos acordam com vislumbres de luz
- Átimo de lucidez.
Acenam lenços de seda à Latona fria
Choram um beija-flor e já no corredor
Vestem o olhar vazio.

Andam autômatos como rios mortos
Deságuam cinzas
No jardim de Ville-Èvrard.

Bárbara Lia
Para Camille, com uma flor de pedra
21 gramas/2010


Saturday, June 02, 2012

O sal das rosas / Constelação de Ossos


O sal das rosas e Constelação de Ossos - À venda na Livraria Cultura - aqui - os demais livros da coleção artesanal e A flor dentro da árvore sob encomenda através do meu endereço eletrônico - barbaralia@gmail.com


O poeta Márcio Davie Claudino escreveu sobre o livro - O sal das rosas - para ler acessar o site:


O poeta Darlan Cunha escreveu sobre o romance - Constelação de Ossos - para ler acessar o blog do Darlan Cunha,  neste link:



Na coluna Lançamentos da Gazeta do Povo,  uma nota sobre Constelação de Ossos:
"A escritora paranaense Bárbara Lia, mais conhecida por escrever e publicar textos poéticos, surpreende com uma longa narrativa em prosa, fluente e lírica. Constelação de Ossos é uma trama narrada por uma personagem chamada Lynx, para quem as experiências dolorosas do passado parecem ser uma âncora que a impedem de seguir em frente. Metáforas e sonoridades inesperadas conduzem o leitor da primeira a última palavra, em um fluxo contínuo." (Gazeta do Povo - 30/01/2011 - Caderno G)

21 gramas











Dans L’air



Tínhamos a mesma idade
Quando vimos o mar
Este mistério de impaciência
Tínhamos a mesma impaciência
– Rimbaud e eu –


Por isto
Pisamos telhados
Ao invés do chão


Por isto
Machucamos nossos amores
Com nossas próprias mãos


Por isto
As velas acabam na madrugada
Antes que o poema acabe


- Por isto, tão pouca a vida para tanta voracidade.

O rasurado azul de Paris
Bárbara Lia
volume 15 da Coleção 21 gramas






H

Foto Kátia Negrisoli
Detalhe da capa do livro e fragmento do poema Sakountala - Para Camille, com uma flor de pedra. Volume 17 da coleção 21 gramas. Apresentação de Kátia Torres Negrisoli. Capa de Brenda Maria Santos - http://oscaprichosdemaria.blogspot.com.br/


21 Gramas é o meu inventário poético, coleção de poesia publicada de forma artesanal para registrar as poesias que não estão - ainda - em livros impressos de forma tradicional. Ao final da minha seleção, que iniciou em 2010, a coleção 21 gramas engendroou 21 livros com mais ou menos 21 páginas cada livro. Por encontrar interesse entre os leitores de poesia que acompanham minha caminhada, imprimi mais de 300 pequenos livros, conforme ia formatando a coleção e dialogando com poetas, leitores, companheiros deste caminho poético.

Tuesday, May 29, 2012

outono



Outono em Paris - fonte: wikipédia



Folha de plátano
baila ao sol

Acha crepitante
desaba no solo triste

Epitáfio da folha:

Não desapareço
feito espuma nas ondas

Regenero o solo
com ternura feroz

Para colorir azaleias,
gardênias e girassóis

Bárbara Lia




Friday, May 25, 2012

Ernest Hemingway e Martha Gellhorn





 

MARTHA GELLHORN ON LONELINESS

I have my own medicine against loneliness reaching the degree of despair: I read. I read as one swims to shore—when reading anything, I am not there, and therefore not alone; I am somewhere else, in the book, with those people. Probably the reason I read mainly novels; I join other lives. And also when writing because then too, I am not there, not me, not this special mass of blood and flesh with all its tedious problems; I am a conveyor, a tool, I am living in the lives I am making. Beyond these two medicines, I have nothing. But once you accept being lonely, dearest Betsy, it becomes much easier; one is not frightened of being alone.



_ Uma produção da HBO: Hemingway e Gellorn - O escritor e sua terceira esposa durante a Guerra Civil na Espanha. Deve demorar a passar em nossos cinemas, quem sabe... No Salão Internacional do Livro eu perguntei ao Eric Nepomuceno - Em que momento os poetas e escritores deixaram de ser a voz de seu povo? Ele considerou isto um ponto positivo, aqui no Brasil. Que bom que não precisamos mais ir pedir apoio ao Chico Buarque ou Niemeyer... Sim, vivemos outro momento. Diferente dos dias obscuros. Sim, é neste ritmo que gira a roda viva. A Palestina perdeu seus maiores representantes - Mahmoud Darwich e Edward Said. O que tentei dizer, mas, naquele instante não encontrei palavras, é que os poetas não são mais ouvidos pelos "donos do mundo", ao menos é o que penso. A Globalização foi a pedra que matou a Beleza. Darwich era respeitado por outros grandes homens, bem como Said. No entanto, nem toda a Poesia e a Clareza de suas mentes, nem a obra dos dois e toda poesia palestina não foi suficiente para mudar o panorama que segue segundo as leis globais. Os acordos que acabam sempre pendendo para o mesmo lado. Uma pena. O mundo perde a chance de ser mais humano e a voz dos poetas ninguém ouve mais.

Uma Poesia na Flip





**

"Umbrática Nuvem" na Antologia - Amar, Verbo Atemporal. Em fase de edição pela Rocco. Uma Antologia de Poemas de Amor organizada por Celina Portocarrero. Ela entrou em contato e pediu uma poesia inédita. Envolvida com os dois últimos romances que escrevo, a Poesia fica esperando ali, atrás da porta. Falta material. Os poemas chegam aos poucos. Da última safra, os sonetos/diálogos com Fernando Pessoa que o Rascunho publicou em Março, a poesia premiada no Prêmio Cataratas e alguns poemas de amor. Quem não tem uma paixão engatilhada nas veias pingando versos em conta-gotas? Foi desta minúscula produção que extraí este poema - Umbrática Nuvem - registro mais que belo de uma paixão.
O Lançamento da Antologia vai acontecer dentro da Flip (Off Flip).

Tuesday, May 22, 2012

Dalton


(Presente do meu amigo Pedro Carrano. Escritor e Jornalista, trabalha no Jornal Brasil de Fato. Livro de bolso de aspecto rústico, a capa com o mesmo papel do miolo. Amo livros de bolso... E livros artesanais.)


Uma manhã quando entrei na antiga Livraria Guerreiro o Eleoterio Burrego segredou com o entusiasmo nas dobras da voz, ele que é uma pessoa calma e maravilhosa - Faz um minuto que o Dalton saiu daqui. Eu disse- Jura? Eu não confessei o meu pouco entusiasmo em querer conhecer quem não deseja ser conhecido como cidadão comum e nem falar com quem não deseja falar com estranhos. Ainda assim, ficou aquela aura de mistério: O Dalton havia passado por ali. Sei que ele anda como um cidadão comum. Usa calça jeans, uma camisa simples xadrez e um boné. É assim que imagino o Dalton, como o fotografam à revelia por aí. Parabéns ao escritor. Um passo a mais em um caminho pleno. Uma lição. Que os livros belos apareçam e que os escritores se recolham. Só o que escrevemos importa. Curitiba no mapa e o frio enlaçando nossa alegria. Viva Dalton!
Vencedor do Prêmio Camões 2012.

Monday, May 21, 2012

Bárbara Lia / Remedios Varo #5

Remedios Varo - Visita ao passado



“O silêncio como um oceano laminado”


Garras negras da morte
Farpas azuis da noite
Branca coruja de tocaia
Minha mãe rezando
Na sala
Meu pai fazendo
Um cigarro de palha
Bárbara Lia
A flor dentro da árvore (2011)

Saturday, May 19, 2012

Bárbara Lia / Remedios Varo #4



Remedios Varo (Transmudo)



CANTATA FUGACE




La cantata aviva el recuerdo.
El mar feroz, la barca.
Velamen afligido, clepsidra inaugurando el final.
Adiós a los besos en tu piel de nácar.

Nostalgia, soledad de hielo.
La cantata prosigue, Eolo lancinante.
Veo la ira impregnada en la mirada
Reluciente, la frente pálida.

Pasos huyendo, tilapia
Aflicta de vuelta a las aguas.
Mi mundo arenal

Encubierto de brasa.
El perfume del sándalo me eleva
Y la cantata aviva las lágrimas – anochece.

Bárbara Lia
Cantata Fugace
21 gramas / 2011

Friday, May 18, 2012

Bárbara Lia / Remedios Varo #3




“Dentro da minha flor me escondo...”




Baile das harpias
Em árvores carbonizadas
Rindo do fim
Fumaça sangra
Nosso jardim
A alma do éden
Adoentada

Bárbara Lia
A flor dentro da árvore / 2011











para comprar este livro:
barbaralia@gmail.com

Tuesday, May 15, 2012

Rua Fogo Esquina com Rua Água





Dois dias em Foz do Iguaçu para receber o Prêmio Cataratas (2° lugar - Poesia). Um belo final de semana e a passagem pelo Salão Internacional do Livro. Conheci os poetas Rodrigo Domit (terceiro lugar) e Tatiana Alves Soares Caldas (primeiro lugar) os poetas do Prêmio Cataratas. Também Emir Ross, de Porto Alegre, vencedor da Categoria Contos. Não gosto do formato das Bienais sob a batuta das grandes editoras... Mas, foi uma grata surpresa o Salão Internacional do Livro de Foz do Iguaçu. No Palco a apresentação de músicos locais. Uma trilha sonora eclética. Uma garota colombiana estudante da Unila cantou belamente - Paloma Negra - e outras canções latinas. Uma Professora colocou todos na roda com um tambor africano. Os estudantes dos grupos de Teatro encenaram a poesia primeira colocada e o conto primeiro colocado. É palpável o vento da Arte soprando em todo canto. Aquela aura viva que revigora. 
De toda a programação estive apenas na fala do Eric na noite do encerramento e no debate da noite anterior - Do artesanal ao virtual: Consumo e Produção Lterária no Século XXI, com Reynaldo Damazio e Evandro Rodrigues do projeto Trajeto Cartonero. O silêncio poético da cidade a varrer o cansaço dos dias na capital e o barulho potente das águas estrondando nas pedras. Cerrar os olhos, e ouvir o canto da Natureza, o marulhar de espumas, a brisa que vem das águas. Contemplar a beleza das cataratas com o desejo de ficar e ficar...
A poesia do encerramento ficou por conta de Eric Nepomuceno, descartou as teorias e compôs um haicai de improviso para dizer quem era e a que vinha:

não sou ornitólogo
sou pássaro
eu só sei voar

Em um relato mergulhado em saudade, sem camuflar o seu carinho por Gabo, ele narrou belos dias ao lado do escritor Gabriel Garcia Marquez, desde o encontro de ambos em 1978 em Havana, até a convivência no México, na Rua Fogo esquina com Rua Água. Esta poesia que de tudo saltava, mesmo no endereço de Gabriel Garcia Marquez. Uma alegria saber que alguém acompanhou o escritor durante o tempo da escrita de um dos romances que eu mais gosto - O amor nos tempos do cólera. Este passeio ao lado de Gabriel Garcia Marquez foi um presente que o escritor nos deu, com sua fala cadenciada e com a poesia embutida entre as frases. Um belo encerramento para a minha curta passagem por Foz.

Foz do Iguaçu / Cataratas


Passeando pelas Cataratas - Parque Nacional Iguaçu - Patrimônio da Humanidade - registrei estas imagens...

Monday, May 07, 2012

em um mundo melhor



Em um mundo melhor - Direção: Susanne Bier - Elenco: Ulrich Thomsen, Mikael Persbrandt, Trine Dyrholm. O filme dinamarquês vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro / 2011.

Relutando quanto ao novo filme que narra o triângulo - Freud / Carl Jung / Sabina Spielrein, ou ver Sete dias com Marilyn, acabei com esta surpresa que vi em casa, uma improvável alegria considerando os filmes que passam na Tv a Cabo. O filme é atual, verdadeiro, potente e humano. Os dois meninos do filme são ótimos, a trama gira em torno deste encontro dos dois garotos no colégio e desencadeia uma infinidade de eventos. O médico humanitário considera válida a aceitação do escárnio e da maldade do mundo, apelando para o perdão e para a vitória através de uma postura quase zen. Ele crê em algo que se aproxima da não-violência de Gandhi. A grande dúvida é: Devemos calar quando alguém nos humilha? Aceitar as palavras, gestos rudes, as inverdades, as indelicadezas? O médico acredita que sim, para isto ele salva o sanguinário guerreiro e não incita o filho a usar as mesmas armas dos que o assediam. Esta visão ilusória de um mundo impossível. Em um mundo melhor, quem sabe? O outro caminho, o da revanche, o não calar, o revidar... Este leva e eleva o mundo ao patamar sem glória, espiral sem fim de destroços de almas, matéria, beleza.
Em um mundo melhor este filme seria ficção. Em nosso mundo é apenas a visão exata da maldade possível, das utopias (elas ainda existem) e da necessidade de conhecer a alma das crianças. Estas potências em explosão.

Sunday, May 06, 2012

Para Camille, com uma flor de pedra


Para Camille, com uma flor de pedra - Bárbara Lia (21 gramas)


cada livro artesanal leva, agora, ao final o sumário da coleção 21 gramas

Para Camille, com uma flor de pedra - apresentação de Kátia Torres Negrisoli
Primeira poesia do livro que leva o título da escultura de Camille Claudel - Sakountala

- O projeto "21 Gramas" reúne 21 pequenos livros artesanais de poesia - inventário poético de Bárbara Lia, ao lado de outros seis livros lançados de forma tradicional.



fotos - Kátia Torres Negrisoli

La nave va...

Emily Dickinson - diálogos intermináveis

  140 anos da morte da poeta Emily Dickinson e acabo de criar uma versão ampliada no formato e-book de um dos diálogos maia longos da minha ...