NÃO HÁ MAIS CÉU
Não há dança que possa
Salvar o mundo
Do apocalipse
Em conta-gotas
Posso tocar
A angústia das flores
Em seu último suspito
Arraias desintegram no ar
Na tela de um pintor futurista
Que ainda nem nasceu
Não há mais céu
Para os ideogramas
Da revolução
Faz-se necessário
Inventar outra líbngua
Um código secreto
Para compartilhar
Táticas de salvamento
Esse é o tempo triste e frio
No qual o Amor se aquece
Em uma vela clandestina
Enquanto o ódio
É produzido
Em usinas nucleares
Em cada esquina
BÁRBARA LIA
Poesia
3ª colocada na 36ª Noite da Poesia em 2025.