Tuesday, May 27, 2014

Arijo - Jairo Pereira






"de Quedas de Iguaçu para seu nathivo existencial Peabiru" as palavras finais da bela dedicatória do Jairo Pereira em seu livro Arijo - O anjo vingador dos poetas recusados. Grata Jairo, por esta - Rapsódia Cabocla de Terra, Escada, Céu, Tempestade, Aliens, Inconsciente & Poesia". Abraços chuvosos desde Curitiba. Fiquei muito feliz, um livro obra de arte, com esta apresentação (abaixo) do Dougla Diegues dá pra saber o que vou encontrar neste livro de 700 páginas... Rapsódia cabocla que, como uma cabocla real, vou percorrer calmamente, com a poesia entre os dentes.


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En la selva de la literatura paranaense, Paulo Leminski, Dalton Trevisan, Cristovão Tezza e Wilson Bueno, son algunos de los nomes mais conhecidos deste y de los outros lados de las fronteiras. Nomes como Manoel Carlos Karam, Sérgio Rubens Sossélla, Valêncio Xavier, Jamil Snege, Marcos Prado, e o próprio Jairo Pereira, entre muitíssimos otros, son conocidos apenas por los lectores mais antenados, felizmente, cada vez mais numerosos.
Em medio a las tinieblas envenenadas del siglo XXI, non recuerdo mais kuando comecei a conversar com Jairo Pereira. Nunca nos encontramos. Pero parece que nos conocemos há mais ou menos 60 mil años. Pintor, escritor, poeta, ensaista, domador de burros, yéguas & caballos, Jairo Pereira es também el inventor de uma lengua propia, uma espécie de português extraterrestre, lisérgico, elétrico, indomábelle, que es la lengua que ele utiliza para escrever sua literatura. Non sei se Jairo Pereira es um extraterrestre. Mas trata-se de um poeta que escreve como um extraterrestre que mora embaixo de las Cataratas del Yguazú.
Em uma reseña sobre mio primeiro libro, "Dá gusto andar desnudo por estas selvas", ele me deu de presente el título de mio segundo libro, "Uma flor na solapa da miséria", que foi lo que ele disse sobre o que parecia la poesia por mi secretada em forma de falsos sonetos selvagens shakespeareanos en las fronteiras desconocidas del infernal território guaranitiko lleno de gente cheia de bonnas intenziones.
Outro lance legal es que Jairo Pereira non reclama de puerra ninguma. Nem sequer dum miserable lugar al sol de la história oficial. Non fica esperando que los mezquinos lo aceitem. Sua literatura es muy influenciada por los ritmos e ruídos de los mundos del Yguazú. Y enquanto muchos escrevem la poesia, Jairo Pereira cruza a cabalo las selvas desse antiguo território guaranitiko, onde bebe la poesia de las llamas & el rocio primaberiles.
Hace um par de dias, Jairo Pereira me enviou seu novo livro, Arijo, em pdf, um tijolo de mais mil páginas, que agora tengo aberto aqui al lado numa janela en la pantalla de cristal liquido de uma MacBookPro. Um tijolo que vuela. Um tijolo feliz, com el qual, después de impresso, Jairo Pereira matará a la literatura, obviamente com uma tijolada, para verla nascer de nuebo, nutrida de la vitalidade de las selvas del Yguazú y de los vastos desconocidos espacios oscuros incalculabelles.
Romance, poema, prosa de ficción, autobiografia inventada, ficción cientifica, nobela nonsense, poesia manuscrita, yes, tudo isso ao mesmo tempo, Arijo, também anagrama de Jairo, e nome del protagonista alter-ego-anjo-vengador de los poetas y de la poesia num mundo em que mais quase nada faz mais sentido, além de la poesia, la cortezia, la justicia, la fé, la sabedoria y la benevolencia.
La escritura de Jairo Pereira es elétrica, dá choques, desperta la percepción del lector para outras dimensiones, altera la percepción comum, te faz ver coisas nunca ditas. Es también experimental, imprevisible, com impagabelles surpresas, a cada página, y lo mejor de todo, non es un amontonado de frases aburridas. Esa son algunas de las virtudes de la escritura de Jairo Pereira.
Desde el año 2000, sabemos que los dias têm apenas 16 horas, y non mais 24 horas, como antigamente. Mesmo assim, Jairo Pereira aposta todas las fichas em seus leitores e lhes entrega um tijolo selvagem.
O que debemos fazer, perguntaba-se Deleuze, ante los fluxos que insistem em nos deixar cada vez mais impotentes, servis, tristes e submissos? Criar, criar, criar, respondia o filosófo franxute.
Jairo Pereira também non se deixa dominar por esos fluxos nefastos, que nos querem servis e impotentes forever. Sua resposta es uma tijolada made in Yguazú, para que também os seus leitores possam se divertir em medio a los escombros del futuro.
Há anos que querem enclausurar el poeta nel lugar del boludo. El tijolo volador de Jairo Pereira, Arijo, também es muy bueno para liberar el poeta del lugar del boludo, romper com la imagem del poeta enquanto um chato, solene y beletrista, que escreve como um bom aluno de la lengua pátria.
Há muitas coisas legais relativas à literatura de Jairo Pereira; uma de las coisas que me alegram es que ele também non escreve como um bom aluno de la lengua portuguêsa, nem fica esperando las famosas menciones honrosas.
Kuando alguien diz la palabra poeta, generalmente las yiyis hermosas y los meninos que flanan de skate por las calles del siglo XXI, logo imaginam um tipo carola, y entram em pânico. Yo los entiendo y los apoyo: non es mole ter de engolir uma dúzia de poetas chatos por ano nas escolas brasileiras e paraguayas. Mas quando las yiyis hermosas, cheias de mel pra dar, y los meninos que van y vienen en sus skates, descobrem por acaso, en las ciber noches del futuro, la literatura em português extraterrestre alucinógeno, ou mesmo em portunhol selvagem, ellos vuelven a creer en la poesia.
Jairo Pereira és Arijo, el poeta justiciero chá chá chá, que nos livra de la poesia chata y redime a los alumnos del futuro obligados a engolir literatura aburrida em salas de aula, bibliotecas, programas de televizione & outros infiernitos capitalistas.
Creio que fue Franz Kafka quem disse que um libro deberia ser um machado capaz de romper el mar de gelo dentro de las personas. No caso de Jairo Pereira, Arijo es um libro hermoso para se quebrar a tijoladas el mar de gelo de las personas.


Douglas Diegues

Saturday, May 24, 2014

Il Mondo




Os poetas, incluso os anônimos, ajudam a equilibrar a saúde do sangue do mundo. São uma espécie de betabloqueadores das substâncias que podem matar as células vitais das almas. Fico pensando se este mundo doente é por ter muitos poetas-placebo... Ou, se existe uma falta total de Filosofia, Poesia, Beleza, e Luz... Sei não. Nada sei. Nada sou. Só quero sentir o pulsante mundo vivo, aquele, o Antigo. O que palpita ainda em um túnel. O irrecuperável mundo onde nadei, e amei. 
Bárbara Lia, estranhando o mundo cada dia mais...
Ontem pensei assim: Perdi o mundo e não faço questão de encontrá-lo...



(imagem do filme - a árvore da vida - terrence mallick)

Thursday, May 22, 2014

Femme!


Imagem by Man Ray



Nosso assombro
No assoalho de um Largo
Pleno de assovios e açucenas
Assomados de desejo
Esta soma de carne
Angústia
E êxtase

Bárbara Lia
Femme!
21 gramas

Sunday, May 18, 2014

Paraísos de Pedra +1




Quem ainda não adquiriu "Paraísos de Pedra" pode aproveitar esta promoção até 31 de Maio. Na compra do meu livro de contos pode escolher um gênero literário e ganhar outro livro.  -
:: A Penalux adora promoções com livros com brinde, pois queremos ver nossas publicações circulando e encontrando leitores. Aproveitando, então, que neste mês se comemora o DIA DAS MÃES, anunciamos mais uma oportunidade de comprar os nossos livros e levar de presente um título-surpresa*, e assim presentear aquela por quem devotamos o segundo domingo de maio. Pela presente promoção, o leitor poderá escolher o gênero, ficando a critério da editora apenas a escolha do título.
:: A validade desta promoção vai até o dia 31 de maio. 


:: Em resumo: comprando qualquer título na nossa loja ou através do nosso e-mail comercial (vendas@editorapenalux.com.br), o leitor levará de brinde um título-surpresa no gênero que escolher: poesia, contos, crônicas, micronarrativas, romance e acadêmicos. 
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* O livro-brinde diz respeito a apenas 1 unidade por comprador.

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Link do livro no site da editora:

Saturday, May 17, 2014

O Alienista



Patricia Secco está confusa sobre os hábitos de leitura. A primeira fala dela depois da reação de muitos autores à sua "facilitação de Machado" foi um paralelo entre pobreza e ignorância. Cara Patrícia, minha infância foi pobre, pobre. Minha cidade era um pequeno vilarejo no tempo em que as pessoas ainda não tinham televisão. No entanto, passei a infância com acesso a Machado e todos eles. Na sala da minha avó havia uma pequena estante com muitos exemplares de autores nacionais. Os que não couberam na estante do meu avô em sua pequena biblioteca e escritório de advogado. Lembro disto na casa da minha avó, de ao arrastar a cadeira e virar-me para sair da mesa do café da manhã, dar de cara com - a mão e a luva - e - cinco minutos - achava muito interessantes estes títulos. Meu pai era menos organizado, vivia nas esferas. Lembro que depois de ver tanto livro espalhado pela casa, quando tive um emprego, mandei fazer uma estante clara onde organizamos seus livros. As coleções que ele gostava de ler, livros antigos de álgebra e clássicos como - Jerusalém Libertada. Poesia escorrendo pela vida. E eu era a filha do agrimensor. Sei que muitos vem de uma estirpe sem acesso, mas, não os veja como ignorantes por isto. Eles trazem uma centelha de sapiência nata. O homem rude e simples, este é o sábio. Acredite. Então, como se explica a poesia e a filosofia dos cantores de rap? Pobreza não tem nada a ver com falta de inteligência. Algumas pessoas se tornam doutores e estudam muito para assimilar o que uma mente brilhante consegue, sem as teorias, academicismos e etc. Quando fui ao Rio para o lançamento de "Amar, verbo atemporal" passei algumas horas de ócio no Santos Dumont antes de embarcar e voltar para casa. Na Livraria do Aeroporto um exemplar de - 50 tons de cinza - naquela fase em que todo mundo ficava - também - com vontade de dizer sobre o quão o texto pobre não deve ser propalado. Então, eu parei alguns minutos e conversei com a vendedora da livraria. Ela conhecia Henry Miller e Anais, e ela concordou que aquele livro era puro comércio. Quero pensar que existe realmente uma ótima intenção nesta tua empreitada. Quanto aos que vivem com o desejo de que o idioma siga rico e sem - simplificações - pense neles como a voz de Machado neste tempo. Então, ele é o criador. Só ao criador cabe decidir sobre sua criação... Ou não?

Link para o abaixo-assinado na tentativa agora de impedir a distribuição destes livros. Este e o de José de Alencar... Que o MinC analise e o faça, em reverência aos autores, aos que não estão aqui. Aos que aqui estão e decidiram "falar em nome de Machado", pois quem quer ler bruxo simplificado, que leia Harry Porter.


https://secure.avaaz.org/po/petition/Ministerio_da_Cultura_do_Brasil_Impecam_a_alteracao_das_palavras_originais_nas_obras_da_lingua_portuguesa/?syLGwbb

Thursday, May 15, 2014

15 de Maio de 1886 - morte de Emily Dickinson - miníma homenagem:




This is my letter to the world,
That never wrote to me,-- 
The simple news that Nature told, 
With tender majesty. 
Her message is committed 
To hands I cannot see; 
For love of her, sweet countrymen,
Judge tenderly of me!

Emily Dickinson

“Esta é minha carta ao Mundo / Que nunca Me escreveu - / As Notícias simples que a Natureza contou - / Com terna Majestade // Sua Mensagem está confiada / A Mãos que não posso ver - / Por amor a Ela - Doces - conterrâneos - / Julguem afetuosamente - a Mim”. Emily Dickinson.
tradução: Alcina Brasileiro Hall.


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A flor dentro da árvore - poesias escritas entre 2009 e 2011 - epígrafe de cada poesia é um verso de Emily, minha pequena homenagem...




“Dame el ocaso en una copa!”


Velhas estradas bifurcadas
Lentas aparições de fantoches
Nas alamedas do nada

Bárbara Lia
A flor dentro da árvore




“Sinal cifrado para enovelar o divino”
 Trinta e dois ventos
       da rosa dos ventos
Vinte e um gramas
       do peso da alma
Oito países
       a comandar a Terra
UM Deus louco
       pelas ruas bombardeadas  
**A flor dentro da árvore/Bárbara Lia**                   


Mais poesias do livro aqui:



Tuesday, May 13, 2014

Friday, May 09, 2014

Unesp - entrevista 2013

Quando publiquei "O Sorriso de Leonardo" no site ISSUU recebi um convite para falar sobre o livro. A primeira impressão do livro foi em 2004, há dez anos, pela Kafka edições baratas, falei  - outra vez - sobre este livro de estreia, e sobre o fazer poético e etc.
Link abaixo da entrevista...


http://podcast.unesp.br/perfil-22102013-barbara-lia-entrevista-1887



No site com pequenas alterações da edição original, a segunda edição do livro:


http://issuu.com/barbaralia/docs/o_sorriso_de_leonardo




Monday, May 05, 2014

vita breve



No site Vita Breve, editado por Ana Lúcia Vasconcelos: Poemas do livro "O sal das rosas" e uma entrevista ao Selmo Vasconcellos, do ano de 2010.

http://vitabreve.com/

Thursday, May 01, 2014

notícias do front



enquanto fico aqui recolhida entre as palavras, revisando um livro e premeditando passos, leonard cohen canta...