Thursday, September 30, 2010

Belo Horizonte - Primavera - Estrelas - Imagens da noite do lançamento - Constelação de Ossos

Café com Letras





Com Sarah Vaz - Café com Letras


O Jornalista e Escritor José Aloise Bahia


Com
Eduardo Rennó e Dayane


Henrique - do Café com Letras - Recepção Maravilhosa - Gracias!


Meu amigo Isaias Faria e a Mõnica - poesia e chuva - encontros -
valeu!


Ao lado do Luciano Pelotti e da Mônica




Belô!!!!!!!
-

Wednesday, September 29, 2010

ontem em BH

voltando pra casa, depois mais imagens da noite da constelação - a foto é do Isaias Faria
                                                        http://isaiasfaria.blogspot.com/

Thursday, September 23, 2010

Constelação de Ossos em BH

Poesia do Curitibano Márcio Davie Claudino

9

Nossos dedos
não trocaram alianças

nem fomos mais felizes
do que ainda podemos ser.

Somos apenas peixe e anzol, lua e sol,
num horizonte tardio

que se entreolham
num breve sorriso meio triste

cheio de suposições
que podem dizer muitas coisa e nada

ou qualquer clichê, como esse
de um poema que troca sua camisa desprezada;

Wednesday, September 22, 2010

poesia de Minas

fotografia - Isaias Faria



da mesma forma



ele tem um jardim
que estampa bem a frente da casa.
dentro, o sol bate e faz as
paredes ficarem com bastante vida
por volta das 10 da manhã.
mas é muito estranho, confuso e
belo ao mesmo tempo,
porque tudo foi deixado como ela
gostava.
Isaias Faria


http://isaiasfaria.blogspot.com/


Mais poesias do Isaias Faria no Cronópios:
http://www.cronopios.com.br/site/poesia.asp?id=4742




Sunday, September 19, 2010

O poeta




Bright Star retrata o amor de John Keats e Fanny Brawne. A veracidade do filme nos acolhe, é possível sentir o farfalhar das borboletas em um quarto branco a lembrar a eternidade do amor. Como se o poeta assinasse um atestado de vida, assim como assinam a morte da carne em atestados ele assinou o de vida. O que morre? Nada morre, nem Keats, nem Fanny, nem a poesia. As falas colhidas como se eu habitasse Keats - O que ele fala sobre a poesia, o nascimento dela, como quem sabe
- a poesia é uma experiência além do pensamento -
"A construção poética é uma carcaça, uma fraude. Se a poesia não vem naturalmente, é melhor que não venha"
O mundo está contaminado pelos discursos milenares, pela hipocrisia, pela era do - brilho a qualquer custo - O poeta sabe que é uma experiência de dor, abrir seu ser para conter multidões... Ser um outro... O poeta sabe e Keats sabia. O POETA vive a respiração da dúvida, a certeza de que não é  nada, a angústia dos passos que o cercam, a incerteza de tudo. Os passos gastos perfurando a neve. É certo que ele viveu um período romântico, mas, é para o agora cada palavra:
"O poeta não é nenhum pouco poético. É a coisa mais antipoética que existe. Ele não tem identidade. Ele preenche continuamente outro corpo..."

Thursday, September 16, 2010

O ZAL DAS ROSAS

Título de livro é como nome de filho. Uma busca, uma dúvida e lá está - sem chance de retorno. Batizado. O que pensei nesta semana foi em algo inusitado. Uma segunda publicação de - O sal das rosas - ia ter um mudança pequena, uma mínima troca que eu já teria feito, caso tivesse lido há alguns anos o livro que leio agora - O funeral de Chopin, de Benita Eisler, ed. Planeta.
Na página 53 encontro a palavra. Lendo concentrada no ônibus para Paranaguá - terça - onde fui ver os monumentos e museus e bibliotecas para compor enredos e personagens do romance novo. Estava lá a palavra nova - ZAL. Eu mudaria o título de - O sal das rosas - pois cobriria de mistério e música com este adendo.

zal (essa palavra polonesa rica e intraduzível, carregada de todas as nuanças da tristeza, do arrependimento ao luto)

Andava com saudades de Chopin e foi muito especial ler um livro e conhecer sua vida de uma forma mais profunda. George Sand, Delacroix, Litz... E um lugar -Nohant- os amantes sempre tem um lugar, este espaço que se eterniza.

Lançamento de Verso para outro sentido - Felipe Stefani



    FELIPE STEFANI




Eu vi o escasso tempo de malabarismos juvenis
A estalar a seiva acidentada da tarde,
A aurora pura entrelaçada ao meu próprio sono
Nos instantes precários de um segredo vago.


Na oblíqua solidez dos corpos
Abre-se a rosa inicial sem nome, turva e casta,
Impura como a brisa imaculada dos sonhos, da voz,
Em uma espécie de chamado.



Eu vi o estrondo de uma gloriosa infância,
A alegria que em mim eram crianças cintilantes,
Na tarde volúvel, onde o mar, em silêncio maior,
Faz dos corpos uma presença errante.


Devo amar calado o triunfo crepuscular da juventude,
Seus beijos ao mar e sua oferenda de mistérios,
Na rosa oblíqua de um chamado puro,
Na vastidão precária dos instantes.

 
Eu vi tudo isso e amei, sendo eu mesmo uma oferenda eclusa
Aos mistérios juvenis, que desafiam os segredos do mar.


tratado sobre o silêncio - Karen Debértolis

O silêncio dói muito mais na pele do inimigo que o grito.
Pousa, assim, cálido, como uma resposta sem pontuação.
Deita suave nas concavidades do ouvido.
Desconserta.
Hospeda pulgas atrás da orelha.
Arma afiada
Toque lancinante
Estratégia zen
Linguagem dos deuses da arte da guerra
KAREN DEBÉRTOLIS

- poesia extraída da coluna - "A Genética da Coisa" do site Germina:

://www.germinaliteratura.com.br/2010/ageneticadacoisa_karendebertolis_set10.htm

Wednesday, September 15, 2010

diálogos poéticos

Na noite do lançamento de - Constelação de Ossos - a poeta Berenice Sica Lamas contou da poesia escrita após a leitura de - Solidão Calcinada - Inspirada na história de Pietra / Serena / Esperança e Bárbara. Recebi a poesia e publico. Estes diálogos que a Arte permite. A construção a partir da construção - o olhar sobre o olhar. A alegria com estes frutos pela passagem de - Solidão Calcinada - no Clube de Leitura -Rastros de um livro.


Poema das 4 geraçoes


Orfilia Rosa Marília Berenice
linguagem força fragilidade

mulheres
transgeracionais
gerânio pêssego jasmim
sombras e luzes umas sobre
as outras
leite mel e sal, historias
(des)construidas

possibilidades de
nuanças mudanças
irradiam

eu, pluri-habitada
evolui a desabitante
desmim


berenice sica lamas
julho/10



Berenice Sica Lamas:
http://www.artistasgauchos.com.br/portal/?id=90

Sunday, September 12, 2010

Constelação de Ossos

Jackson Pollock


O ar raspando o sangue seco da alma. Alma mutilada a minha. Sangue incrustado em suas paredes desde a infância, algumas feridas já cicatrizadas. Minha alma um painel de Pollock. Onde ainda não cicatrizara, a tinta escorria espessa. Por muitas noites eu não dormia. A cor que mais doía era o amarelo aflito, aquele amarelo gritante.
Constelação de Ossos
Bárbara Lia
(Vidráguas/2010)
pg.35
Kandinsky


Pensei: vou morar em uma lágrima.


E vi cenários de Kandinsky
atrás da cristalina dor.
Vi os retorcidos rostos
detrás dos espelhos d’água.
Vi uma casa-banheira
eu sempre líquida.


Vi um teto vidro fosco
eu a olhar estrelas.
E quando secasse a minha casa?
E como secar meu coração?


Bárbara Lia

À Sombra dos Murais em Flor



(para Frida Kahlo)

(Cravos na pele
os seios
a coluna jônica
a pele tolteca
os pregos
os pregos
via-crucis
expiação)

Pinto em palavras
A tua dor.
Sonho teus sonhos.
Vivo os maremotos sutis.
As espinhosas horas
Que nos traz o amor.


Pinto girassóis de aço.
Espumas.
Estrelas.
Vou colorindo
Com vulcânicos
Abraços
A solene tela
(Riso-sol de meu Diego,
À sombra
Dos murais em flor)

Bárbara Lia
O sal das rosas/Lumme - 2007
Imersa em cena de Dali
Bebendo chispas/raios mel
dos olhos teus
Lágrimas caindo no rio
pentagrama
compasso de folhas
acordes de pássaros
e voz navalha
de Tetê Espindola

BÁRBARA LIA


Dali

Mondo Modigliani


Amedeo Modigliani



Paris e um amor
A voz de Piaf acorda
As pedras de um beco:
“C'est lui pour moi
Moi pour lui dans la vie”
Um passo uma dança
O peito tísico abraça:
Pele lunar de Jeanne
- A musa sem olhos -
Os bêbados rasgados
A lua amassada
E o triste passado
Do menino de Livorno


Bárbara Lia


Kandinsky


Poetas gozam
Cenas açucenas
Lençol de Kandinsky
Que cobre
O sangue coagulado
Da humanidade ferida
A esconder a realidade
Que rasga suas almas
De madressilvas


Bárbara Lia

Magritte




Jardim de rosas falsas
em valsa
céu azul Magritte

(pano de fundo
para esta dor
azeviche)

Bárbara Lia

A tela e eu



Edvard Munch



“Grito” de Munch

Estupor
Raspas do limão da alma
Fumaça do escândalo
Solidão emparedada
Pelos ginetes sem Deus
Intrusos em nossa cena


“Grito" de Munch
Estupor
Fumaça do limão
Estilete em minha carne
Tua palavra

Tatuada:
NÃO!
Bárbara Lia

Wednesday, September 08, 2010

Namorado para os namorados






Estrelas de Gil escorrem de seus dedos
quando dedilhas o violão
“Há de surgir
Uma estrela no céu
Cada vez que ocê sorrir...”


O Jarro d’água espelha os olhos mortiços do peixe
preparado com esmero de gueixa:
- Namorado para os namorados.


Esqueci o olhar da banhista;
Esquecestes o assédio do surfista.
Nosso amor é forte – almiscar.
O pássaro azul do lençol se enche de angústia -
Empalidece - sempre que me deixas.
Bárbara Lia

Tuesday, September 07, 2010

CLARICE

Dois corações selvagens
na selva do impossível
tão perto que o respirar
deles é transfusão de sangue.
Depois da noite nuclear –
amantes
rompendo o ventre
da laranja mecânica -
a mostrar viva as entranhas
do céu
nego-me a escrever versos
para amores lúgubres
plenos de tédio
de flacidez no olhar e no abraço
no passo e no sorriso
Depois de deus...
quem me levará ao paraíso?

Prefiro o inferno na selva.
Dois corações selvagens
Perto
Perto
Perto

Bárbara Lia


- corações - arte de Ia Santanché






foto de Rebecca Loise - eu na madrugada curitibana

LAYLA


calçadas molhadas
- uma lâmpada grávida
estremecida de sol
pequeno -
a lembrar
que ainda é verde o trigo.
florirá
amanhã
em sol granulado,
farpas de doçura,
sempre.

Bárbara Lia (A última chuva/2007)



DESDÊMONA



Olhou-me como nuvem,

a sugar os vapores

da minha alma.

Por que ele é meu deus,

guardei-o em um lago

onde iago

jamais chegará.
Bárbara Lia - A última chuva/2007



Chiaroscuro

Hora suspensa. Horizonte de sangue.
Despediu-se o sol, não brilha a lua.
Barcas estremecem em marés de fogo.

Sinos dobram a Ave-Maria.
O Bem chora a evaporação do dia.
Lágrimas de anjos pela humanidade crua.


Encontro e fuga de almas no ocaso,
Bebendo o sangue solar – poção
De luz para os dias de aço.

Crepúsculo incendiado.
Átimo de esperança: Um Serafim alado,
Flauta de estrelas flana acima de algas e corais.

Toca a música divina estremecendo cristais.
(Jazz, blues, salsa cubana, sinfonia?)
Som azul unindo sangue celeste e marinho.

Serafim, flauta e sol
Evaporam em silêncio de prece.
A branda noite abraça o arrebol.



O eco da flauta aos puros adormece.


Bárbara Lia - O Sorriso de Leonardo/2004



O poeta entra na morte

Como quem toma um trem
Atravessa um túnel
Em uma lenta viagem
No escuro

O poeta entra na morte
E deixa para trás a estação
- Memória -

É aí que começa sua história.
BÁRBARA LIA

Monday, September 06, 2010

Ronald Augusto








8. sonhei comigo sonho sob pórticos
de luz tropical claridade verde
que eu julgava ser o espelho onde esta
face (agora inclinada sobre linhas
toscas de recordação puramente
imaginária) espelho onde esta face
pudesse mirar-se com minuciosa veracidade


sonho de vaidade vácua
que paraiso guardará a menor semelhança
que seja com a cara inexistente que
às vezes afivelo sobre a face para
melhor me desvelar?


Ronald Augusto
NO ASSOALHO DURO
éblis /2010


http://www.poesia-pau.blogspot.com/

Everton Behenck







Há que se duvidar do amor

Ou ele
Te transpassa
Com uma cama desfeita

Rouba os passos na casa

Enrola horas
Em teu pescoço

Há que se duvidar do amor

Sempre

Ou ele
Te corta rente

Bate em teu rosto
Para que acorde do sono

O amor não é para todos

Há que se duvidar do amor

Amando

Everton Behenck
- Os dentes da delicadeza - Não Editora - Porto Alegre / 2010





Saturday, September 04, 2010

Odisséia Alegre

Quando era menina ouvia uma canção e ela voltou antes de pousar em Porto -
Porto Alegre é o meu ninho / o meu ninho perfumado de jasmim...
A odisséia termina - Vi Ronald Augusto no palco - um luxo! Revi amigos, lancei um livro e invadi a Noite Francesa no Pub 7 para homenagear Rimbaud!

Friday, September 03, 2010

Mulher na Árvore







A Antologia "Helena Kolody / Newton Sampaio" à minha espera, na volta de Porto Alegre - grata a todos que estiveram na Palavraria pra receber este novo livro - Constelação de Ossos -
Em 2009 foi na categoria Conto que obtive destaque e nesta edição anual dos Concursos Literários da SEEC/PR - está o meu conto Mulher na Árvore, publicado no Portal Cronópios:

Thursday, September 02, 2010

Ontem na Palavraria

Estela Kurth, Carmen Silvia Presotto e eu
Fernando Ramos, editor do Jornal Vaia, organizador do Festipoa, admiro este moço!

Ana Cristina Gonzales, eu, Sidnei Schneider e a editora de Constelação de Ossos - Carmen Presotto
Com o poeta Everton Behenck e seu belo livro - Os dentes da delicadeza
Berenice Medeiros que me presenteou com uma rosa da cor da ternura - que ela descobriu dentro do meu outro romance - Solidão Calcinada - muita poesia no ar...
Com os editores - Vidráguas - Carmen Silvia Presotto e Ricardo Hegenbart
Fernando Ramos, Jaime Medeiros Jr. Carmen Presotto, eu e Teniza (de costas)
Carmen, eu e o poeta Ronald Augusto



- Mais imagens, acessar Vidráguas na Postagem abaixo

- Constelação de Ossos está disponível na Livraria Palavraria, com a editora Vidráguas e com esta poeta no email barbaralia@gmail.com

- as fotos são do Ricardo Hegenbart