Thursday, November 21, 2013

no silêncio do meu caminho...



Algumas imagens de 2.013:
Antologia de poetas de todos os países lusófonos _ organizada por Amosse Mucavele (Maputo)
Matérias sobre o livro _ Paraísos de Pedra:
















Exposição _ Cartões Elegantes _ Outubro _ 2013 _
19/20 - dia do poeta
Castelinho do Alto da Bronze
Porto Alegre
Organização _ Poeta Sandra Santos
poetas convidados:

Ademir Demarchi, Alexandre Brito, Bárbara Lia, Betty Vidigal, Caio Ritter, César Pereira, Dilan Camargo, Edson Bueno de Camargo, Edson Cruz, E. M. de Melo e Castro, Gilberto Wallace, José Geraldo Néres, José Inácio Vieira de Melo, Juliana Meira, Laís Chaffe, Lau Siqueira, Leila Míccolis, Lúcia Santos, Luis Turiba, Mara Faturi, Marcelo Moraes Caetano, Marco Cremasco, Mario Pirata, Manoel Herzog, Nydia Bonetti, Paulo Seben, Ricardo Portugal, Ricardo Silvestrin, Renato Mattos Motta, Romério Rômulo Campos Valadares, Rubens Jardim, Salgado Maranhão, Sandra Santos, Sidnei Schneider, Tchello d'Barros, Tulio Henrique Pereira.

















Fantasma Civil _ Antologia _ Bienal Internacional de Curitiba
Organização _ Ricardo Corona
Projeto Gráfico _ Eliana Santos








No primeiro dia do ano eu estava com meu neto no final da tarde e vi quando o céu ficou inteiramente  rosa. Fiquei com aquela imagem gravada. Ele com seus três aninhos e toda Poesia compreendeu quando eu mostrei este céu diferente e comentei sobre a cor das nuvens. Alguns dias depois ele contou para minha filha (quando ela regressou de uma viagem) sobre as nuvens cor de rosa que nós vimos. Fiz um poema falando deste momento, fazendo uma relação com a fase azul de Picasso (de pinturas plenas de dor) para a fase rosa, onde ele vai despindo aquele manto de espectros para pintar alguma felicidade. Este "Azul Desmoronado" _ o poema _ publicado em Março no Jornal Cândido (Biblioteca Pública do Paraná) abriu a cortina de um ano onde tudo que vivi foi como eu penso ser a vida de quem escreve Poesia. Onde o momento da criação é o ápice, ainda que observe as pequenas coisas dos bastidores da Literatura e perceba os equívocos e ouça ruídos, nada disto pode mudar meu caminho... Sou apenas isto: Uma Poeta. E sigo Poeta no silêncio do meu caminho...

A Poesia no palco:

Em três tempos: 
No evento _ Vox Urbe _ (organizado por Ricardo Pozzo), no mês de janeiro, dividi o palco com a Geisa Mueller na noite das _ Musas de Acetileno _ com a sensibilidade da Geisa para compor o enredo e a direção. 
Na Semana Literária do SESC, em setembro, a homenagem aos cem anos do nascimento de Vinícius de Moraes, ao lado de Marilda Confortin. Elas leem Vinícius.
E para encerrar, o lançamento da Antologia _ Fantasma Civil _ Lançamento da Antologia e recital ao lado de alguns poetas da Antologia.


A Poesia nas Antologias:
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"O Grito do Sangue Tupiniquim" _ Vinagre _ Uma Antologia de Poetas Neobarracos:

"Alone/Enola" e "Deus no Orvalho" na Antologia _ Arqueologia da Palavra e a Anatomia da Língua:

E minha relação afetiva com a cidade, só podia ser mesmo com a chuva _ que eu amo! na Antologia _ Fantasma Civil, organizada por Ricardo Corona, no primeiro ano em que a Literatura integrou e _ 
brilhou_ na  _ Bienal Internacional de Curitiba.

A Prosa:

Este que foi o _ ano das cidades _ onde, finalmente, consegui publicar pinceladas de um tempo mágico, minha infância em Peabiru. Em um livro de narrativas curtas que mescla ficção e memória, trafegando pelos cenários curitibanos e peabiruenses. "Paraísos de Pedra" (Selo Castiçal _ Editora Penalux). Lançado em Julho na Livraria do Paço. 

2013 _ Intenso e poeticamente lindo:

Naquele dia rosado que inaugurou o ano eu não conseguia colocar tantas horas poéticas em meu pensamento e nem elaborar um ano tão límpido. Cada passo foi meio ao toque daquela Sinfonia preferida, se eu pudesse dizer : é isto que quero para mim... Talvez, nem mesmo assim, eu pudesse compor um quadro poético mais belo. 

Para sublimar o ano, em agosto, na Oficina do Gonçalo M. Tavares, eu ouvi o que precisava ouvir para lavar todo descompasso com alguns fatos do meu passado literário que ficavam arranhando e magoando. Com algumas palavras, frases, pensamentos, poemas, evocações, lavei as mazelas e guardei cada ensinamento do Mestre. Não creio em Oficinas como uma espécie de Escola onde se ensina a escrever. Gonçalo Tavares afirmou que também não crê. Mas, minha intuição em participar de uma Oficina foi vital. Ele gravou um _ recomeço _ quando afirmou coisas como: Os "imortais" podem perder tempo, pois eles são _ ou presumem ser _ imortais. Eles podem ler livros ruins, ver filmes ruins, e fazer coisas que em nada acrescenta usando um tempo precioso... Os mortais não podem fazer isto. O que assimilei como uma cura, foi a colocação dele sobre o tempo que alguém ou algum evento rouba de nossa preciosa vida _ estas coisas insolúveis. Por ter a chance de assimilar uma verdade... Eu carregava mágoas como Sisifo à sua pedra, era erguer e desmoronar sem fim. Aprendi com Gonçalo que um mortal não tem tempo a perder remoendo coisas pequenas e situações pequenas e insultos de pessoas que são pequenas _ sim _ quando perdem tempo com coisas menos importantes que construir sua Obra. 
Outra coisa mais que vital: Escrever e ler como quem se alimenta _ devorar. E também sobre a sua dedicação e seu isolamento em momentos de escrita. Longe da parafernália que rege tudo. Tal qual eu sempre pensei a vida de um Escritor, assim com "E" maiúsculo e um grande destino _ Fechar-se para tudo, em silêncio, como quem deleta o mundo para mergulhar na criação. 

E a minha criação vicejou em romances que necessitam ficar aquele tempo em repouso para serem reescritos, revisados... Em livros que enviei para Concursos e nem sei o que será. Em Poesias que escrevi como não escrevia nos últimos anos.
Passei alguns meses tentando compor uma Antologia Pessoal. Selecionar os poemas mais expressivos em um livro que resumisse toda a minha escrita e criação poética... Arquivei a ideia. Melhor reunir poemas para um livro inédito, sem pressa. Por isto, não tenho nada traçado oficialmente para 2.014, além de seguir criando, no silêncio do meu caminho. 
Dias mais poéticos para todos nós, em 2.014 e para sempre. Gracias a la vida, à partilha de todos que trilharam momentos e lançamentos, buscas e horas banais ao meu lado. A vida é um Mistério e em 2.013 tive esta certeza e saio dele com oitocentas mil perguntas e uma resposta simples, à la Gonzaguinha: É a vida, é bonita e é bonita...

__ sobre esta configuração do blog, ainda não sei como resolver... as palavras eu as escrevo completamente nas linhas, mas, quando publico elas ficam separadas, de uma forma incorreta... então, preciso pesquisar para saber como publicar sem esta configuração estranha __