Sunday, December 28, 2014

2014 - resumo poético



















Peço licença aos amigos que mandaram mensagens (Sidnei Schneider e Frei Betto) para expor suas falas sobre o livro Respirar. O texto do Fernando Koproski está em sua página no Facebook e em seu blog, o de Isabel Furini em sua coluna... 


"A mais alta poesia gira ao redor desse livro, porque orbita ao teu redor com uma naturalidade absurda. Não conheço nenhum outro poeta que alcance as notas tão facilmente e seguramente quanto você. É tanta música e pintura e céu com aquele azul decisivo, que o verso se faz carne e sonho com a mesma desenvoltura."     Fernando Koproski     


"Poemas a um só tempo fortes e tocantes, que levam o leitor a entrar em uma certa frequência de sensibilidade toda tua, toda da tua poesia" Sidnei Schneider


"Barbara Lia grato por sua respiração poética. Você melhora a cada obra. Me emocionei com sua homenagem ao Rimbaud (p. 65). Meu abraço com amizade e paz" Frei Betto 

"Sua poesia é original, autêntica, ela não se deixa levar pela rima fácil, nem pelo estilo que a maioria aplaude. Bárbara Lia trabalha sua obra desde o interior, por isso seu trabalho tem raízes profundas. A poesia é também sua maneira de observar, de pensar, de questionar." Isabel Furini no site Paraná Imprensa.





Este foi o ano da Poesia. Para celebrar dez anos do primeiro livro, editei - RESPIRAR. No final do ano voltei aos artesanais com a série: Al-Andalus:
As horas incertas - Jardim Nonsense - O sal da primeira onda. 
Viva Lorca! Seus desenhos em destaque nas capas dos livros - feito em casa. Eu estou separando toda minha Poesia, tema a tema. Não vou tornar os livros artesanais uma edição normal. Vou separar toda minha poesia em pequenos livros artesanais, espalhar entre os leitores contumazes, deixar um registro dos meus escritos, por ser virginiana, talvez. Há alguns anos iniciei um projeto artesanal, e entre vendas e doações imprimi 300 pequenos livros daquela primeira seleção. Os títulos da primeira fase, a antologia - Rosas em Ruínas - com poemas de amor, e a atual antologia Al-Andalus, eles trazem poemas que considero bons poemas, mas, alguns não entraram nos livros que publiquei. 

Em outras publicações: Alguns poemas na Antologia - 101 Poetas Paranaenses. E, fechando o ano, a Antologia organizada por Isaías de Faria (MG) - Assim é que dizemos. Poesia, SEMPRE! 

Até 2015, com mais força e com coragem. Com a ARTE na algibeira. A ARTE, aquela, que tem o poder de transformar o mundo...

Monday, December 22, 2014

"Respirar" no Paraná Imprensa

Isabel Furini: Livros, presentes inesquecíveis – Parte 2

Respirar na coluna da Poeta Isabel Furini - Presentei Poesia no Natal.
Clicar no link acima "Isabel Furini: Livros, presentes inesquecíveis - Parte 2" para ler a coluna no site Paraná Imprensa...



Sunday, December 14, 2014

Assim é Que Dizemos






Assim é Que Dizemos
Antologia Poética 
Organização de Isaias de Faria
92 páginas
Anizio Vianna, Antonio Augusto, Bárbara Lia, Cássio Amaral, Flávio Otávio Ferreira, Gudu, Isaias de Faria, Israel Faria, Jumbo, Leone Tux, Maeles Geisler, Marcela Melo, Rafael Nolli e Wellington Ferreira. 


Os poetas aqui reunidos andam sem preocupação, cada um com sua verve/verso, cada qual se considerando livre pra dizer o que deseja. Os poetas aqui, incumbidos (talvez nem tanto) de passarem o que imaginam/pensam/fingem, em forma de poemas, seguem quebrando a regulação. Os aqui poetas são o que são.


Aceitei o convite do poeta de Minas, Isaias de Faria e enviei poesia para integrar esta Antologia. Assim é que Dizemos. Belo livro, projeto que sela um antigo elo poético estabelecido com alguns jovens poetas que fiz contato em Minas, e seguem levando a Poesia entre os dentes. Uma alegria estar ao lado do Cássio Amaral e Maeles Geisler, uma forte voz feminina a fazer companhia, ao lado de Marcela Melo (que ainda não conhecia) e estes meninos de Minas. Valeu Isaias. Belo livro.


Link para o Clube de Autores

Friday, December 12, 2014

GRUPO FATO




GRUPO FATO NA FNAC CURITIBA
Data: Terça-feira, 16 de dezembro
Horário: a partir das 19h30
Entrada Franca
Endereço: Park Shopping Barigui - Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 600 – Ecoville
www.agendafnac.com.br

Wednesday, December 10, 2014

Je t'aime... Coré Etuba






aqui não é Paris, é quase La vie en rose
os podres poderes anulam o humano -
"cidade perfeita" - escoa nas canaletas
emparedados seguimos na cinza do dia
não há ciranda, anel que não me deste
fevereiro a fevereiro, nada virá, nem deus
rosas virgens mortas, musas do Templo,
todos os beijos de Gilda - evaporam tristes -
enquanto serpenteia o toque dos sinos étnicos
e as figuras de Poty dançam nos umbrais
abandonam os murais em surreal alegoria
tremula em uma tela  cinza o filme super 8 -
pedalinhos no Passeio / Público - a beleza dói
a Poesia valsa entre paredes, entre alamedas,
somos Pernetas ns bosques ao som de Bach
Poetas são sempre estes malditos degredados
em fictícios navios negreiros, empoeirados
de estrelas... não há espaço para o quântico,
o cântico, os salmos, a fala das mulheres.
degolaram as bruxas e, ainda bem,
também as fadas - esta coisa enganosa...
ser mulher é sangrar; fadas não sangram,
não flamam... sou bárbara, sempre, meus versos
são como pecados atirados num rio secreto
- sinuosidade líquida entre as pedras tortas -
quem beber se envenenará de fogo e primaveras
e amor - a droga-mor
não haverá Paris, só vida em rosa tropeçando
em pedras ocres, cinzas, marrons, negras
pálidas pedras de toque que me faz invisível
ninguém entenderá - nem eu - se eu disser
que amo este lugar como um menino ama
a primeira mulher que tocou e lhe concedeu
espasmos arredios, um pequeno céu vadio
amo, pois também vi estrelas despencadas,
os filhos crescerem, amores florescerem
e morrerem e florescerem...
floresça!...
aqui  é um não-lugar que me habita
e quando atravesso
o perfume mel de uma alameda branca
esqueço os nãos e sigo sim, assim,
tão feliz quanto a mais feliz
das mulheres que atravessa - alumbrada -
uma rua qualquer de Paris ou Pasárgada

Bárbara Lia
dezembro 2014

Imagem - Painel de Poty Lazarotto

Tuesday, December 09, 2014

A arte de desaparecer



Atravessei uma noite de insônia ao lado dele. Iemanjá o levou, era 02 de fevereiro e o mar jamais será como antes. O cinema não será como antes. Acho que minha paixão por ele solidificou em - Capote - e depois eu fui ao - antes - e pensei em como alguém consegue desaparecer dentro de um enredo e ao mesmo tempo só ser. Sempre que vejo os filmes dele eu sou abduzida. E ele encerrou este ciclo em um filme onde toma o fio e só ele flana em um enredo a unir fios e a ser o que desaparece com Arte. Acho que, como disse Marcos Prado: desaparecer não é para qualquer um. E, sim, Philip vai nos tocar eternamente não apenas por música, mas, por todos os seus silêncios. Toda sinuosidade da fumaça que sempre existiu em seus personagens fumantes, displicentes, poéticos, ególatras feito Capote, misticamente loucos como no filme em que ele encarna o criador da Cientologia. Um fio de desdobramentos que só a sua fúria pode compor. Eu fico triste e feliz e fico muito furiosa quando penso que não existirá mais nenhum momento de ser levada por sua mão, passo a passo... Eu vi o último filme onde ele protagoniza este homem em Hamburgo a seguir no subsolo de descobertas e de jogos internacionais e ternura e paixão. Ele não existe, como os espiões não existem. Ele abdica, ama e abdica... não quer para si, quer o caminho que vai ajudar a melhorar toda esta encrenca. Sem saber que isto é discurso dos demagogos. Os melhores são os que fazem a melhor parte e ficam só com o grito de perdas na garganta... Acho que valeu, mas, continuo furiosa... Desaparecestes, enfim, para sempre... daqui para frente...

Monday, December 08, 2014

Para Tom Jobim e John Lennon

Dois gênios morreram no mesmo dia. Dia 08 de Dezembro. Dois amores imortais.



John! Eu penso na minha paixão pela lua, e de quando um reles arbusto a encobria e, deitada de bruços na cama eu dançava no travesseiro para buscá-la, para fitar a magia... Alguns tem este destino de lua, que os toscos tentam tapar, nublar, engolir, matar... E a lua está lá... Basta buscar, virar a cabeça, um gesto mínimo... Acho que o mundo entende bem isto quando a luz lua tua foi apagada por um arbusto apodrecido, galho morto, sonso... Acontece. E como creio na atemporalidade, no sonho, na espera, no tempo flexível, ainda estás - sempre e sempre - às portas de strawberry field, ao lado dos meninos em um pub encantando e encantando, ainda estás travando a inútil batalha da paz, inútil e necessária, a utopia única, nosso delírio poético, nosso sonho, que quando acaba renasce, que quando murcha a água da tenacidade retorna para florir again and again. Então, eu pensei - não faz tanto tempo assim - quando li 34 anos daquela patifaria do Chapman, eu pensei não, não faz, pois na realidade, ainda estás ali, como a luz da lua nas noites, esperando pelo nosso olhar... e sempre vai ser assim... 













Tom Jobim
virou um espaço
onde pousam 
aves de aço
diferente 
do lindo lugar
onde pousava
Passarim






Thursday, December 04, 2014

04 poemas no site marllarmargens




Achei lindo um documentário que vi no Canal Arte 1 - documentário de Robert J. Flaherty – O homem de Aran.  Acho que de 1934, um documentário antigo mostrando uma pequena ilha no mar de Aran na Irlanda. A terra, só cascalho, o mar atirando as ondas naquela pequena extensão onde poucos tentam sobreviver e toda a poesia do ríspido e árido e o cultivo com força e coragem me deu a impressão que o Amor era exatamente assim, que é onde não existe terra e homens mortos enterrados que o amor floresce, enfim... Alguns poemas que selecionei e a poeta Jandira Zanchi publicou no Mallarmargens, é clicar no link abaixo:

http://www.mallarmargens.com/2014/12/4-poemas-de-barbara-lia.html

Wednesday, December 03, 2014

Promoção da Editora Penalux


Meu livro Paraísos de Pedra pode ser adquirido no site da Editora Penalux, na promoção de Natal, ao comprar o livro a editora envia um título-surpresa. Sobre Paraísos de Pedra neste link.





O Natal se aproxima. Já pensou em dar livros de presente? Em nosso catálogo, há gêneros e estilos para todos os gostos. A conferir:
Sim, livros são belos presentes. Tanto temos essa certeza, que daremos de presente um título-surpresa na compra de qualquer outro livro do nosso catálogo. Aproveitem!

A flor dentro da árvore no jornal Hora do Povo









No jornal Hora do Povo. Edição de hoje, quarta-feira, 03/12. Na coluna "Letras no HP", saiu o texto de apresentação do meu livro - A flor dentro da árvore - texto do poeta Sidnei Schneider.
A flor dentro da árvore foi impresso no final de 2011. 40 páginas. Um livo delicado com poemas que trazem como título versos de Emily Dickinson.

Link para o texto do HP:


http://horadopovo.com.br/2014/12Dez/3306-03-12-2014/P4/pag4j.htm