Friday, May 08, 2009

Ciranda com Emily & Hilda

Metal sculptures of Amherst residents Robert Frost and Emily Dickinson, near Emily's house in downtown Amherst.
imagem do site - www.cs.umass.edu/




Quanto mais nobre o gênio menos nobre o destino
um gênio pequeno alcança a fama
um grande gênio alcança o descrédito
um gênio ainda maior alcança o desespero
um deus é crucificado
Fernando Pessoa




Estes versos de Fernando Pessoa abrem a coluna de Pedro Maciel no site Cronópios: Emily Dickinson e a voz da imortalidade. Quando li os versos de Pessoa lembrei os aforismos do Tao Te King.

Emily é mesmo imortal:

http://www.cronopios.com.br/site/ensaios.asp?id=3970


Emily é parte do triângulo insuperável - Hilda Hilst - Clarice Lispector - Emily Dickinson - escrevi uma poesia para estas poetas, em ciranda extasiada. Encontrei uma foto de uma escultura de Emily onde ela está diante de Roberto Frost (eu tive uma briga de amantes com o mundo) este verso de Frost é o resumo da alma de poeta.



CIRANDA COM EMILY & HILDA



A bela de Amherst
E a obscena senhora H
Contam-me seus dias de paz.
Puxam-me para a misantropia.
Nunca mais seguir guias que abandonam
no meio do caminho.

Nunca te vi de branco,
Emily!
Nunca entrei na Casa do Sol.
Mas estivemos juntas em ciranda
Alma-a-alma
Thalassa & Sêmen.
Atavios de fadas & Ave Nave.

Crisálida outra vez.
Ouvindo as notas de vidro do amor.
Coração vestido de branco.
Nos pés as sandálias do sol.

Bárbara Lia

(O sal das rosas - Lumme editor-2007)