Saturday, July 02, 2011

Rodrigo

O texto (link abaixo) do José Aloise Bahia, publicado no Site Cronópios, a lembrar os dois anos da morte do Rodrigo de Souza Leão.
Morrer deve ser o mergulho no ventre de um poema perfeito. Espero que assim seja. Aquele momento em que alma recebe um vento de beleza tão perfeito que de nada mais necessita. Anseio este ar perfeito e espero que não demore a minha hora de cair fora deste mundo patético.

http://www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id=5084






"Eu ando pelas ruas da cidade escura. Pela noite de beleza absurda. De estrelas que iluminam meus olhos. Ando sem esperança, mas como um velho de oitenta anos pode ter algum tipo de alívio? Esperar o quê? A morte. Não tenho medo de morrer. Se eu soubesse que morto ia poder voar pelo espaço sideral e abraçar meu filho, eu me matava. Mas não tenho certeza e tenho medo do vale dos suicidas. O que é uma vida? O que são todas as vidas? Todos os caminhos levam à morte. Na verdade, ela é o único grande mistério e o que fez o homem inventar Deus."

Me roubaram uns dias contados - Rodrigo de Souza Leão - Ed. Record - pg. 227