Tuesday, November 29, 2011

meus poemas mais belos

meu neto Arthur no apartamento da bisavó Nila, minha sogra, brincando com a bike da tia Soraya
as plantas da bisa
Arthur, filho da minha segunda filha Tahiana...

Meu filho Thomas, com a tia Soraya


Tahiana , Arthur e tia Soraya


Meu poema primeiro, Paula, em Porto Seguro...


Não costumo falar de mim nesta vida poética que é onde eu sou apenas mãe e avó. Neste final de ano estou feliz por estar driblando as crises de hipertensão, muito Inderal e Losartana Potássica, pouco sal e uma vida longe das tensões, cá estou, sobrevivendo ao caos da vida de poeta... Eles são os poemas mais belos, os que a vida inscreveu em mim e que eu fui tecendo rima a rima, metáfora a metáfora... No livro - O sal das rosas - tem um verso, onde eu digo dos filhos. Em Assaí um aluno perguntou se eu escrevia sobre os meus filhos. Escrevo sobre eles quando falo de belezas, ainda que não diga seus nomes. Para o Arthur escrevi o meu primeiro texto infantil. Um encontro improvável entre ele e o avô, o pai dos meus filhos, que morreu há um ano e não vai estar aqui quando o Arthur estiver maior. Foi o primeiro texto para crianças, espero que ele leia em breve, com carinho, que é o jeito dele de viver tudo... Outro dia tirei uma foto dele com seus livros, fiquei muito feliz por ser um livro o primeiro presente que minha filhota comprou para ele quando ele era recém-nascido. Eles são - o que me pertence - no sentido de vida partilhada... Poesia pura.



O QUE ME PERTENCE


O que é maior que eu
faz parte de mim.
A chuva cabe no mar,
a areia no deserto. Sempre foi assim.

O que é maior que eu
abraço feito fosse Deus.
As coisas pequenas vazam.
Choro por elas, uma noite talvez.

No outro dia
sol clareia a alma.
Descubro o que é meu

para sempre. Os sonhos, as lembranças.
Nossos passos calmos na areia.
O riso dos meus filhos, isto me pertence.

Bárbara Lia
in O sal das rosas