Wednesday, December 12, 2012

O amor nos tempos do cólera

"Solitário entre a multidão do cais, dissera a si mesmo com um toque de raiva: 'O coração tem mais quartos que uma pensão de putas'." - O amor nos tempos do cólera - Gabriel Garcia Márquez


O ano termina. Um dos momentos sublimes deste ano foi no dia das mães, no encerramento do Salão Internacional do Livro em Foz do Iguaçu onde fui receber o Prêmio Cataratas (2° lugar), ouvindo Eric Nepomuceno contar sobre a sua amizade com Gabriel Garcia Márquez. A leitura deste livro em 1995 reascendeu o meu desejo antigo de escrever romances. Aquela sensação de menina - quero narrar histórias como estas que fazem as pessoas entrarem em outro lugar e acompanhar outras vidas. A proximidade de Eric Nepomuceno com o amigo é narrada com a ternura de quem sabe que a lâmpada do tempo tem prazo de validade, para todo mundo. O que resta dos grandes escritores geniais é justamente esta vida/livro, como  se eles permanecessem vivos e eternamente ao nosso lado. Este romance em especial me cativou muito. Não consegui ficar tão deslumbrada com Cem anos de solidão. Fascinada com Florentino Ariza, seu amor secular, sua espera instigante, sua vida atabalhoada à espera de um único instante. 




Javier Barden no papel de Florentino Ariza





Bárbara Lia in Noir, sept ans plus tard:



Guardar a malha branca
Despida entre seios e dentes
- Relíquia –

Qual personagem de Garcia Márquez
Que comprou o espelho do restaurante
Na noite em que ele refletiu a amada