Monday, April 15, 2013

O amor é um Deus escondido


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O amor é um Deus escondido e não é todo mundo que dá de cara com ele. Para complicar tudo, apelidaram a tal paixão de amor, então vive por aí o amor - mascarado - tripudiado com sua imagem tatuada em um deus pequeno, um deus sem asas e sem força, um deus que queima mais rápido que as tuas lenhas no fogão e tudo se perde. Pode ser bonito como aquele fogo, mas, é só miragem. É o externo tatuado na visão, o interno tatuado é que fica impresso nos olhos da alma que não esfria que não se consome em labaredas _ o externo é a paixão e o interno é o amor _ seria isto? E quando o externo e o interno vibram na mesma frequência? Então é Eros revivido. O amor em carne viva...
Bárbara Lia


* cenas com diálogos em espanhol - única que encontrei daquela cena onde ele delineia o Bósforo no corpo da amada...


Hanna pula amarelinha
No monastério
Sombra azul de lua italiana
Delineia a silhueta de Hanna
Minas e ruínas
Aos pés do piano de Bach
Escadas de livros
E vôos de mariposas
Descortinando o sagrado
Almasy recolhe cenas
Entre a fuligem de cada poro
Noites de camelos e areia
Um tratado dos ventos
Para a amiga de Heródoto
O pingente em forma de dedal
Navega no Bósforo intangível
Ardem fogueiras no deserto
Incendiando a cartografia celeste


Nunca mais os amantes dançarão
Ao som da melodia
De Irving Berlin

Bárbara Lia
Leitura poética do filme - O paciente inglês