Friday, June 07, 2013

Paraísos de Pedra - primeira aparição

Para ler um dos contos do meu novo livro, o link é este, disponibilizado pela Editora Penalux:

http://pt.calameo.com/read/0018123011f0e38e24a17





Um dia desses eu contava para a Fran Ferreira que, uma vez, fui escrever minha biografia e escrevi um livro erótico. Ao embalo de uma paixão por alguém erótico à medula, o livro começou _ História da minha vida _ e terminou _ Henry & June _ ou quase, um relato similar aos relatos de Anaïs Nin e Henry Miller. Quer dizer, o erotismo é sempre presente em tudo que escrevo. A Fran disse: _ Publica! Quem sabe...
Quem ler este conto disponibilizado pela Editora Penalux _ que é primeiro do livro _ vai pensar que está diante de um livro erótico, que nada! Sei que isto ajuda a vender, mas, não pratico a falsa propaganda. Algum dia vou fazer como Hilda Hilst e publicar uma novela pornográfica, o mundo vai conhecer minha poesia, enfim. Não apenas os amantes da Poesia, mas, o mundo. Por ora, fico com a ternura de ser quem é acolhida com seus versos, com ternura, sim. Sem nenhuma petulância, sem ser citada apenas por amigos (aliás, meus amigos estão distantes deste meu enredo poético e isto me deixa muito em paz) não cobro nada, não os quero dizendo que eu merecia isto ou aquilo, pois acho isto patético. Há quem precise deste tipo de bajulação, eu prefiro a luz verdadeira desconhecida. Despertar em quem nem me conhece uma fala, isto se chama _ reconhecimento verdadeiro. Ser adulada por política, ser indicada por contatos, ser alguém que usa de um _ podre e pobre poder _ para alçar escadas... Isto é para os fracos.
O meu livro de contos surgiu do meu desejo de narrar memórias da infância. Ainda que estas memórias estejam salpicadas de invenção e que eu as tenha transformado em uma quase ficção. O meu desejo foi possível neste diálogo com os editores da Penalux. Por esta razão, Paraísos de Pedra traz, na segunda parte do livro, o mergulho na cidade mais amada _ Peabiru. Com a poeira cristalizada de beleza e as estrelas eletrizadas no céu de antes, os passos de uma menina poeta, que nem se sabia poeta ainda. E, a saudade latente dos domingos no cinema, e dos quintais. Ah! Os quintais...
Este conto que a Editora disponibilizou abre o meu novo livro. O nono livro.