Thursday, January 28, 2016

sobre traduções

cena do filme Shame - metrô


Traduzir, segundo minha amiga Karina Eskin, exige que o tradutor conheça a vida diária, a rotina, os costumes do povo que fala o idioma que traduz. Karina Eskin traduziu alguns poemas meus e tem uma Escola de Espanhol em Curitiba. Ela nasceu no Uruguai, é leitora voraz, e tivemos longos papos literários desde que prourei sua escola pra traduzir uma carta, isto foi no final do século passado.
Existe uma crença que é preciso ser poeta pra traduzir outro poeta. Não sou tradutora, mergulhei nos versos de Emily Dickinson em 2009 e 2010, Emily é profundíssima, é bem mais complexo traduzir Dickinson. 
Partilho este link e uma tradução, após um diálogo por e-mail com F. Ponce de Leon, que me enviou o link da sua coluna no Observatório da Imprensa - o desafio de traduzir poemas. Ele pediu comentários e críticas sobre o desafio da tradução...
O foco é um poema de M. Rohrer.
Fiz minha leitura poética, tentando perceber a intenção do poeta, minha versão está logo abaixo do link da coluna, onde é possível ler as outras duas traduções...


http://observatoriodaimprensa.com.br/mosaico/o-desafio-de-traduzir-poemas/




"Você telefonou, você está no metrô, no domingo,
acabo de tomar um banho 
te aguardo. Nuvens estão deslizando para o oceano,
mas o quarto é levemente iluminado pelo verde
da camisa que você me deu. Eu tenho praticado
uma nova maneira de dizer Olá e é fantástico.
Você estava tão triste: adeus. Eu estava tão triste.
Todas as lojas estavam fechadas, mas o céu
estava alto e azul. Tentei caminhar por ele
mas devo ter tomado a direção errada. "
Matthew Rohrer


poema do livro  O andar ao lado: Três novos poetas norte-americanos  – Matthew Rohrer, Jon Woodward, Matthew Zapruder, publicado pela editora 7Letras, em 2013.