Monday, August 17, 2009

antes do sorriso


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Minhas primaveras

De mandrágoras floridas

Que germinam do sêmen

Do enforcado

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Meus outonos

Gélidos e cinzas

Calcinando amores

Que não despregam

Das minhas carnes


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-pg 12
ADAMARE
Poesias Bárbara Lia


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"O SILÊNCIO COMO UM OCEANO LAMINADO"

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Garras negras da morte

Farpas azuis da noite

Branca coruja de tocaia

Minha mãe rezando

Na sala

Meu pai fazendo

Um cigarro de palha

- Chá para as borboletas - Bárbara Lia

edição artesanal.

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Fascicles - os livros artesanais que Emily Dickinson criou, ela os chamava - fascicles - artesã, montei dois livros de poesias:
Antes de lançar "O sorriso de Leonardo" eu tive dois títulos que não foram editados: Adamare e Chá para as borboletas. Adamare foi o título escolhido para uma seleção de poesias escritas em 2002 durante a oficina Sara Sahl - Estava pesquisando a vida dos hereges da idade média e li um livro sobre os cátaros que foram julgados em uma aldeia francesa. Nos arquivos da Inquisição, entrevistas com moradores da aldeia revelou como eles nominavam o amor. Adamare era a palavra para dizer - amor verdadeiro. Descartei o título,> Resgatei, agora, para compor um fascicle, que ao lado de Chá para as borboletas vou guardar como a memória de um começo. Um livro com poesias de amor; o outro com poesias que falam da infância. Meus fascicles. Feitos à mão, tecidos de cetim, com imagens de Leonardo da Vinci e com a imagem que a Ane Fiúza criou - a menina com a borboleta.

Choque de estrelas grávidas VI

Anita Malfatti


Imaginei por um momento um mundo sem Henry. E jurei que no dia que perder Henry, eu matarei minha vulnerabilidade, minha capacidade para o verdadeiro amor, meus sentimentos, com a devassidão mais frenética. Depois de Henry não quero mais amor. {…} Depois de não ver Henry por cinco dias por causa de mil obrigações, não pude suportar. Pedi a ele para se encontrar comigo durante uma hora entre dois compromissos. Conversamos por um momento, então fomos para um quarto do hotel mais próximo. Que necessidade profunda dele. Só quando estou em seus braços as coisas parecem direitas. Depois de uma hora com ele, pude continuar o meu dia, fazendo coisas que não quero fazer, vendo pessoas que não me interessam.

ANÄIS NIN (1903 - 1977) -

Autora de _Delta de Vênus_ A casa do incesto_ Uma espião na casa do amor, entre outros.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Ana%C3%AFs_Nin


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Anita Malfatti - para Mário de Andrade:

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"Oh! Mário nem uma palavrinha"

"Mario Mario"

"Meu querido Mario"

"Oh! Mario exagerado!"

"Mestre Mario"

"Mario muito querido"

"Saudades grandes e pequenas"

"Ti voglio bene"

"Um grande abraço atrapalhado"

"Tua Anitinha"

"Nunca me troques por mais ninguém, Amém!"

"Adeus poeta tigre"

"Gostei do abraço infantil, mando-te um beijinho adolescente"

"Da Anita mais querida da tua vida"

"Tua pequeníssima Anita"

"Tua amiga do coração",

"My angel boy".


- As estrelas que se chocam - Anita*Anais - as duas amaram dois monstros da Literatura - Henry Miller /

Mário de Andrade.

Anita Malfatti:

http://www.pitoresco.com.br/brasil/anita/anita.htm

Thursday, August 13, 2009

"estes são os dias em que os pássaros voltam" - Emily Dickinson

tela de claude théberge:*

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chove.

o mundo inteiro

é de papel de arroz.

Loraine Thais


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A TEUS PÉS A SOLIDÃO

Conta-se que a mulher de Blake era analfabeta como um pórtico. Juntos dançavam nus pelos jardins da casa. Adão e Eva redivivos. Expulsos do paraíso por devorarem maçãs & solidões.
A solidão de uma mulher convivendo com um artífice de mitos.
A solidão dos profetas pregando no deserto.
É dessa solidão que Chet Baker me fala em over the rainbow enquanto Ana Cristina César me convence que é sempre mais difícil ancorar um navio no espaço?

(tantas divagações só pra dizer que estou só! a síntese dá trabalho. morrer é muito comprido)






Botões de estrelas vermelhas compõem teu casaco, com hálito de píncaro enevoado...

Há tempo não vejo teus pés descalços


Lilian Lima

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Neste breve instante
O vento carrega a chuva.
Cafezal em flor

Andréa Motta


(Menção honrosa no Concurso Nacional de Haicais NEMPUKU SATO)

http://andreamotta.blogspot.com


Louva-a-Deus...

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As pastagens....brancas agora, verdes também, mas não agora, qual a cor das figuras que não vejo?...
Qual a vida que espera nos olhos que já se fecharam?...
Tem ainda vida nas memórias que não tenho...
Que linda vida pela frente tiveram aqueles sonhadores que deixaram de sonhar mas realizaram com enxada e suor o seus suspiros e aqui me trouxeram...
O afeto que não existiu, de fato, ficou guardado numa verdade que possui o dom de não existir para não terminar...
E a caminho de nascer....a estrada é linda, é desconhecida e meus pés são dela parte...
A estrada com a terra que é parte do que sou...
E a semente deve estar ainda guardada...não germinou ainda...
E as mãos estão tão velhas....elas esperam a tantos anos distantes de mim...distantes de si mesmas...
As mãos são novas, são virgens e santas....
Os santos acordados, nos vendavais que sopravam muito antigamente quando nem mesmo os pecados existiam, sabiam a hora certa de dormir....
E como é lindo o sono dos que dormem acordados....e como é simples o não ser...
E as orações dos arbustos são ouvidas a tardinha...em sua doce humildade...
Eles são santos também...
Todos os ventos, como sopros, todos os dias sem mais nada a ser além da vida que não acaba por não saber que existe...
E mais cedo acordam os Louva-a-Deus hoje...Eles me acordam toda a manha...
O sereno levemente frio tem as riquezas do tempo passado que me aguardava...
Ainda não amanheceu e os Louva-a-Deus estão acordados e suas cabeças serenas, com seus mil olhos vendo gota a gota o sereno que se forma sobre as folhas do alecrim...
E como senhores do amanhecer, recebem com a mais nobre saudação cada fração de raio de sol que da janela se aproxima e entra...
O dia nasce calmo e as manhas nascem todas elas numa mesma aurora...
São mais que mil olhos que atentos veem para além da vida, para os portões que abriram-se no dia em que da água saímos...
E o som que se acalma, a calma que no soar dos sinos do anoitecer faz as orações que deitam o dia para seu descanso, para seu canto onde longe se vai...
Para seu ir que fica onde me vou também....o dia que de sua fase visível se afasta...de onde me aproximo também...

Mosiah Schaule
http://www.sobaluzdastrevas.blogspot.com/


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poesia escrita aqui em curitiba tem sempre solidão e chuva, papel de arroz, chá de maçã. Acima, alguns amigos que convidei para o chá...

Wednesday, August 12, 2009

Choque de estrelas grávidas v

What the water gave me, 1938 - Frida Kahlo

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Mi vestido cuelga aqui - Frida Kahlo


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Sr New York




A máscara caíra. Ele era New York. Não era o sereno Fuji com cerejeiras e ao fundo o azul-nirvana-céu. Neve e cerejeiras em flor – decididamente ele não era!
Ligia sentiu bailar cálidas águas nos olhos céu de Praga na primavera. Lembrou Lorca, lembrou Frida Kahlo.
Ser revisora a deixava grávida das mais belas palavras do universo, e as palavras do poema ciudad sin sueño soavam como realmente eram – nocturno de brooklyn bridge - Havia uma ponte a atravessar, a levaria até o Sr New York.
No duerme nadie por el cielo. Nadie, nadie.
No duerme nadie.
Las criaturas de la luna huelen y rondan sus cabañas.
Vendrán las iguanas vivas a morder a los hombres que no sueñan
y el que huye con el corazón roto encontrará por las esquinas
al increíble cocodrilo quieto bajo la tierna protesta de los astros.
O céu não dormia e tudo gangrenava como os pés de Frida Kahlo Frida na banheira, a contemplar os pés sangrando e vendo vestidos na neve e Diego caindo de prédios... Vida que se encarcera em arte fica surreal e mágica, mas fica também dolorida de cores e verbos e de metáforas ensandecidas de quem vive acima - Frida, Lorca, tantos, tantos, tantos que compreendiam Deus, os astros, a música, a lírica, os segredos todos, estes, estes se chocaram com New York.
O homem amado era New York e se vestira de monte nevado. Evocara mantras, monges, címbalos, meias-luas lilases flanando entre cortinas diáfanas.
Abutre do Brooklin fantasiado de anjo, medindo gestos e palavras na tentativa de ser o mago zen das tintas. Recompunha céus e vôos. Copiava o gênio surrealista. Asas e rosas adornando lugares insólitos, copiando porcamente Magrit. Pobre Magrit!
Na noite em que Ligia viu o artista brilhava uma lua de sangue, a aurora dos dias sangrava como se a lua quisesse gritar – cuidado!
Naquela noite sentiu o olhar como vela que segue o vento, ela, o vento. Mas, Ligia não era poeta e não viu a alma do artista. Não ouviu o tilintar da máscara do abutre.
Meses a fio letras a brilhar negras na tela. O artista plástico apontou uma planície de seda e experiências líricas que ela incorporou como sonho de primavera. Era primavera.
“Veja só cada qual com sua maluquice e eu com esta, prefiro viver a dimensão poética”
Ligia achou transcendental, terno, filosófico. Puro Fuji, azul ao fundo, cerejeiras em flor.
Não via as ruelas urbanas, não ouvia o estridente som da buzina, as avenidas serpenteadas de angústia. Don’t walk eclipsada pela poética ramagem de cerejeiras belas.
Revisar livros anos a fio transformara real e sonho em massa amalgamada e ela era agora personagem. Seguiu sonhando as palavras que lia.
A revelação chegou com a tempestade daquela tarde de maio. Hora do ângelus.
Achava bela a hora do ângelus. Na infância interiorana os sinos repicavam no instante em que, entre as árvores, menstruava o céu, luz que só o sangue tem. A mãe colocava um copo de água ao lado do rádio Semp, enquanto uma voz antiga, em latim, abençoava o dia e as horas. O pai picava o fumo na varanda e preparava um cigarro de palha, lambendo as bordas das palhas, num ritual gravado como um quadro de Portinari.
Foi na hora do ângelus que ela leu a mensagem na tela.
Ligia...

em primeiro lugar, gostaria de dizer que admiramos sua sensibilidade, que para o meu companheiro é ótimo ter uma fã tão atenta e dedicada. Mas precisávamos dizer que nos últimos meses, não sabíamos como te dizer que a vida dele é diferente da obra dele...
Espero que esta mensagem deixe tudo muito claro e que não haja mais mal entendidos... Eu escrever foi a solução que achamos melhor para resolver essa situação.

Cora
Cora nome impróprio para uma ácida criatura. Cora evocava Coralina, versos e rios de Goiás. Em choque, diante da mensagem, descobriu num átimo que ele era o Sr. New York, com máscara de monte Fuji. Omitiu Cora, manteve um diálogo terno mulher-homem e jamais disse que Cora existia, ela perguntara e perguntara nas horas de angústia quando viver na dimensão poética a entediava, mas, ele insistia na dimensão poética, na amizade... As mensagens clamavam um encontro na dimensão que Ligia incorporou e para ele era um refrigério ao ego entorpecido pela rotina, talvez. Então, ele pintou letras que eram obras de arte embalando meses de Ligia:
“Teu nome é um cantabile sonoro”
“És bela e transparente e as coisas flutuam”
“Estou contigo em todas as alegrias e plenitudes neste novo ano”
“Tuas palavras dão impulso às minhas utopias”
“Grata amiga por garrafas de mensagens que chegam e ancoram na praia...”
...
As palavras belas foram nocauteadas por gangs de New York, canivetes, cacos de garrafas lacerando as fibras do coração de Ligia, retalhado em postas.
Deixou a sala, não deu o costumeiro adeus ao ascensorista, ao porteiro.
Lá fora, um Niágara, a pele não continha o furor das águas. Maio azul cobalto de fim de tarde em tempestade. Chuva que penetra pele e chega ao coração sangra e arde a ferida viva. Atravessar ruas, praças. Ali o endereço, a casa. Sabia onde ele morava e sabia seu telefone e seu celular. Por absoluto acordo poético não ultrapassara a cortina das dimensões, a poética e a real.
Raios fosfóreos e fúria, pés afundam na grama e ela abre a porta do barracão e descortina o odor das tintas, as telas soltas e o olhar espantado do artista.
Cá estou – a pessoa. Tenho alma, tenho coração que escorre sangue e chuva. Lá está quem omitiu Cora, quem semeou meses de ternura na tela em um encontro poético em uma dimensão criada.
Uma história jamais pensada por Lígia.
Era azul da Prússia a tinta que repousava ao alcance das mãos, era azul que banhava as telas na fúria de uma mulher que foi ultrajada naquilo que as mulheres têm de mais profundo – a emoção.
Alguém amealhara sonhos com uma máscara zen. Mudo, ele se colocou como um bicho acuado, covarde.
“Cora descobriu teus e-mails... Pode chegar a qualquer momento”
Ligia estancou com uma lata de tinta vermelha nas mãos. Ridícula cena – pensou. Recuou, voltou à chuva, voltou às lembranças do poema de Lorca, fuligens de New York, aço, aço e angústia. Só podia chorar por ter sido tão tola e não ter percebido a máscara, a máscara, a máscara...
Caminhou tonta de cansaço e mágoa. No canteiro entre duas paralelas de uma via movimentada, tropeçou.
O corpo colhido pelo imenso caminhão blindado, desses que transportam valores. Homens com armas na chuva diante do corpo triturado e do rosto sereno e belo. Tela que nenhum pintor recriaria. O rosto intacto, mechas vermelhas dos cabelos como chamas claras espalhadas pelo asfalto, luz azul do olhar fixo em um espanto terno. Maio violento.
Cora coloca a pizza na mesa e apanha uma capa de chuva para chamar o seu companheiro – assim ela o chamava – para o jantar. Um pouco cansada de vez por outra ter que afastar uma fã deslumbrada que chegava para turvar seu casamento perfeito.
Nenhuma chance para o amor.

BÁRBARA LIA

conto publicado anteriormente em:
Jornal Rascunho
Portal Cronópios


Cansei de olhar no espelho e ver Frida.
De caminhar qual ela e sentir a dor, a sequela da sequela no meu encalço, no meu calcanhar a tolher o dia.
Hoje eu vi o final do filme Frida em um canal da Net, nem lembro qual, nem lembro nada a não ser a identificação ferrenha e de chorar sempre. Quando choro de dia os filhos cobram - querem saber a razão. Guardo as lágrimas para as madrugadas, com elas eu lavo a lua. Salgada e branca e cansada de faxina, já está a lua. Exausta está a lua... lavada de sal. O milagre do meu encontro com Frida. Das noites em que desvendei suas veias. Dos poemas que escrevi e rasguei. Das gargalhadas poucas - somadas, nossas gargalhadas de toda uma vida não alcançam o tempo de uma sinfonia completa. Há de se ter fé, desta fé musical, ferrenha, que quando a gente a esquece ela vem zunindo na janela como vento de aço. Com que têmpera alcançamos as noites estreladas, encontros dionisíacos e o gozo de Afrodite. O corpo quase ao meio, a alma duas vezes mais, esta poesia de tinta-e-palavra escorrendo. Ainda não me refiz do choque com uma estrela grávida de sal. Sussurro mexicano por baixo da porta: Nada importa! Se temos asas...

Choque de estrelas grávidas IV

Djanira



fragmentos:

Edith Piaf par Elle-Même - Edith Piaf por ela mesma

Questionnaire publié dans Music-Hall, no.59, de février 1960.

12. - Quel est votre couleur préférée? -Qual é sua cor preferida?
- Le bleu. - Azul.

13. - Pour qui tricotez-vous? - Para quem faz tricô?
- Pour qui voudra porter mon pull-over (si je le termine). - Para quem quiser usar meu pulover - se eu o terminar.

14. - Que lisez-vous en ce moment? - O que está lendo no momento?
- Des chansons, des poèmes, des musiques de genre. - Canções, poemas, músicas de gênero.

15. - Si vous deviez donner un conseil à une femme, que serait-il? - Se tivesse de dar um conselho a uma mulher, qual seria ele?
- Aimez! - Ame!

16. - A une jeune fille? - A uma jovem?
- Aimez! - Ame!

17. - A une enfant? - A uma criança?
- Aimez! - Ame!

...

30. - Quel est votre plus beau souvenir du métier? - Qual é sua mais bela lembrança, como profissional?
- Toutes les secondes ou le rideau se lève. - Todos os segundos em que a cortina se levanta.

31. - De femme? - E como mulher?
- Le premier baiser. - O primeiro beijo.

32. - Comment expliquez-vous les miracles de votre voix? - Como explica os milagres de sua voz?
- J'aime la chanson. - Eu amo a canção.

33. - Souffrez-vous de votre popularité? - A popularidade a incomoda?
- Pourquoi? Por quê?

34. - Croyez-vous aux signes du Zodiaque? - Acredita em signos do Zodíaco?
- A certaines minutes. - Em certos momentos.

35. - Aimez-vous la nuit? -Ama a noite?
- Oui, avec beaucoup de lumière. - Sim - com muitas luzes.

36. - L'aube? - E a aurora?
- Oui, avec un piano et des copains. - Sim, com um piano e amigos.

37. - Le soir? A tarde?
- Parce que, pour nous, c'est l'aube. - É que, para nós, é a aurora.

38. - Aimez-vous la vie? - Você ama a vida?
- Oui, oui, oui.- Sim, sim, sim.

do site:


http://www.bibi-piaf.com/piaf_f.htm




Djanira da Motta e Silva (1914 - 1979) - Pintora, desenhista, ilustradora , cartazista, cenógrafa brasileira...
http://pt.wikipedia.org/wiki/Djanira_da_Motta_e_Silva


Edith Piaf ( 1915 - 1963) - Edith Giovanna Gassion - diz a lenda que Edith nasceu na calçada da Rua Belleville, 72 - Paris. Lenda, mais que lenda, voz do meu epitáfio, companheira de tricô, coração retalhado que não cansa de amar. Minha rota de fuga é para perto destes escancarados seres - Vida em outra esfera, loucura santa. Djanira? Não tão minha, não tão próxima, alguém que meu pai admirava, cujo nome trazia a ressonância da poesia. Estas palavras que entram em espirais em nossa alma. O que diz? O que é? Djanira. E esta vontade de dizer da gente esquecida, da gente de um país de memória pequena, falha... Esta solidão de artesã que Djanira tece, é Piaf que tece enquanto as notas explodem e explode amor no peito... é um pouco eu...

...

Non ! Rien de rien ...
Non ! Je ne regrette nen ...
Ni le bien, qu'on m'a fait
Ni le mal, tout ça m'est bien égal !

Non ! Rien de rien ...
Non ! Je ne regrette rien ...
Car ma vie, car mes joies

Aujourd'hui, ça commence avec toi !

Michel Vaucaire / Charles Dumont

La nave va...

Ilya! (Vmesto Pis'ma) - Bárbara Lia - para Connor Storrie

“Ilya! Vmesto Pis’ma” é o título perfeito para o que escrevi, fulminada de encanto e admiração pela Arte de Connor Storrie. Em lugar de uma...