Wednesday, March 26, 2008

LINDSEY ROCHA / Porão Loquax - 25/03



seis da manhã de domingo. nunca acordaria naquele horário não fosse a enorme lua cheia lá fora. majestade, dando ordens por trás da vidraça. com tanto sono entre os cílios, difícil acreditar que fosse mesmo a lua. quase um grito. abriu os olhos e virou o corpo, atendendo ao chamado. sem domínio nenhum sobre os lábios, sentiu o sorriso dado em oferenda. travaram uma espécie de conversa mágica. a hora morta. e foi aí que o dia nasceu. ficou decretado que os dias só nasceriam após o sorriso de um artista.
LINDSEY ROCHA
Escritora e artista plástica. Publicou Nervuras do silêncio (7 Letras, 2005)
Performance realizada pelos amigos da Lindsey - Karol, Letícia, Juliana, Diogo, (faltou o nome do rapaz claro e alto)

LUCAS HASS CORDEIRO


(fragmento)

Minha cabeça:
Perfurada, grudada ao lixo mais sórdido
Desse balneário entupido. Sinto medo.
Um medo que faz recuar os olhos.
Medo que me quer olhar de longe e
Assistir escancarada a cicatriz: do
Nada: da faca: dos braços de vidro.
Medo de pensar que a madrugada já
Está acabando, e que sobre ela cairão
As primeiras cores da alvorada. É tudo
Sem cor (um dedo de amargura, uma
pitada de absinto – transparente. transparente).
LUCAS HASS CORDEIRO
Nascido em 28/07/1989. Cursando Psicologia na UFPR. Lançou Sussurro & Codeina, e 2.006, no prelo: Os mantras no café (contos)
- Karol Goubert apresentou a poesia de Lucas Hass -

HAMILTON DE LÓCCO / Porão Loquax


Tímpanos enlouquecidos habitam a torre
Nossa Senhora da Luz dos Pinhais
Ilumina minha queda
Considera
Os lábios na terra

HAMILTON DE LÓCCO
Músico, compositor, artista plástico. Lançou o cd Compilação pelo selo De Inverno records. Publicou o livro de poemas Sonífero das Almas (Feira do Poeta)
- O fragmento acima é o final de uma poesia que edita Curitiba, que rasga a cidade inteira e atira na tua cara, pedi ao Hamilton para me enviar, espero poder dividir com quem visita este espaço -

Monday, March 17, 2008

POESIA NO TEATRO DA UNINTER











Projeto idealizado por Mário Domingues e realizado em parceria com Ieda Godoi no Wonka Bar, o Porão Loquax existe desde 2005 e é um dos eventos mais importantes de poesia do estado. Divulgou a produção de poetas locais e permitiu o intercâmbio entre escritores de várias partes do país, além de ter sido palco para o lançamento de diversas obras. Desde 2006 ganhou uma versão itinerante, com apresentação no Mini-Guaíra e agora fazendo parte da programação do Fringe no Teatro Uninter.
Dia 25 de março

20:30
Lucas Haas Cordeiro, nascido em 28/07/1989. Cursando Psicologia na UFPR. Lançou: Sussurro&codeína, em 2006; no prelo: Os mantras no café, de contos.
Lindsey Rocha – Escritora e artista plástica. Publicou o livro Nervuras do Silêncio(7 Letras, 2005).
Ricardo Pozzo - Publicou o livro Transmigrações. Participou do cd Psiconáutica. Participa do Grupo de Escritores Pó&Teias, que lançou livro de antologia homônimo em 2006. Participa da coletânea Poesia de Ponta, editado em Ponta grossa, em março de 2007.

Dia 26 de março

20h30
Bárbara Lia – Escritora, poeta, professora de História. Publicou os livros de poesia: O sorriso de Leonardo (Kafka), O sal das rosas (Lumme), Noir (independente) e A última chuva (ME ed alternativas). No prelo, o romance - Solidão Calcinada (Imprensa Oficial do Paraná).
Hamilton de Lócco – Músico, compositor, artista plástico. Publicou o livro de poemas Sonífero das Almas (1998).
Luciana Cañete – Professora de Espanhol, revisora e poeta. Tem poemas publicados na Revista Mural Beatriz e na Idéias.
Jorge Barbosa Filho - Formado pela Universidade Federal do Paraná em Letras/Licenciatura, atualmente ministra Oficinas de Texto, Criação e Sensibilização. Escreve a coluna “Diversos” sobre poesia na Revista Idéias, e é o Curador da Revista Etcetera 10 e 11 .
Todas as apresentações serão no Teatro Uninter, campus Divina Providência,

com entrada franca.
Dr. Muricy, 1088
...
O Festival de Curitiba/2008 começa no dia 20 e se estende até o dia 30/03.

FRINGE


Wednesday, March 12, 2008

O SAL DAS ROSAS

Meu livro de poesias - O sal das rosas - Lumme Editor - 2007, está em dois pontos, além do site da Lumme, pode ser adquirido na Livraria Cultura e Susan Bach Books From Brazil.
Susan Bach Books From Brazil
Rua Visconde de Caravelas nº 17
22271.030 - Rio de Janeiro - RJ
fone (21) 2539.3590
fax (21) 2527.6940
http://www.sbachbooks.com.br/


Livraria Cultura
www.livrariacultura.com.br

EU TAMBÉM CAMINHAVA ASSIM TÃO DISTRAÍDA


Ressonâncias – anos rebeldes – era eu a menina na chuva, qual esta que vi na tarde de hoje, na pequenina Peabiru. Uma clone pelas ruas. Quantas manhãs, descalça! Eu ia ao Açougue Vila Rica comprar carne para minha mãe. Amava sair em dia de enxurrada marrom e liberdade lilás, comprar torresmo, bife de fígado, carne moída. Frango não. Frango minha mãe criava no quintal. Infância no interior. Eu vivi isto. Chaleira de ferro. Fogão à lenha. Água de poço. Estrelas na noite. Lampião. Música no rádio.

UMA VALSA COM CONRADO MOSER








No interior da Igreja Matriz de Peabiru as esculturas de Conrado Moser. Conrado vive hoje em Treze Tílias – SC. O tio dele também era escultor e a casa onde ele vivia tinha uma escultura de uma sereia na varanda e a divisória da varanda era um pequeno exército de peixes enfileirados. Na formatura do ginasial ele me ensinou a dançar a valsa. Meu irmão foi o meu padrinho, mas, o cara querido que ensinava as meninas a dançarem a valsa era o Conrado. Afastávamos as carteiras e ele nos ajudava a enfrentar o baile, a emoção da primeira valsa. Eu tinha 14 anos e minha primeira dança foi na sala de aula, com um artista de alma lírica que eu nunca mais vi. A poeta, o escultor, uma valsa, quase-infância.
Bárbara Lia


UMA MENINA ME LEVA PELA MÃO

























Na infância carregamos o sol nas veias. O espanto diante das descobertas. Uma esperança, pois vivi em um tempo onde ainda não haviam enforcado a esperança na estátua da Liberdade. Caminhar pelas ruas da cidade onde passei a infância e recolher cada pequeno fragmento do que era. Como quem vai refazendo o mosaico. Conseguir recuperar a cidade de antes. Fotografo o último banco que restou daqueles bancos da praça. Cimento bruto moldado. Fechar os olhos é ouvir o canto das cigarras, é suspender a respiração atrás de uma árvore, é ver sua mãe e uma comadre conversando sob a luz fraca, enquanto as crianças brincam de pique-esconde. Cresci nesta cidade... Na Casa da Cultura entre as fotos antigas, fotografo uma que conta da inauguração do Cine Vera. Uma relíquia. O Cine Vera não mais existe. Passando pela avenida Raposo Tavares com minha amiga Sueli, entramos no Restaurante Karova, mesas espalhadas, balcões... O cine agora alimenta o corpo. Naquele tempo, alimentava minhas fantasias e ilusões e sonhos... É proibido entrar além por que estão construindo algo, e é muito bom. Fica aquela liberdade dos poetas de alterar a realidade, mas, mesmo sem alterar a realidade eu saio à rua com a impressão: se eu ultrapassasse aquela porta ouviria o som das crianças antes que abrisse a cortina e as cenas caíssem na tela.


BÁRBARA LIA EM PEABIRU

Monday, March 10, 2008

DE SILÊNCIOS E PARTITURAS

“Os grandes poemas ainda permanecem inéditos

e as grandes palavras dormem nas línguas secas”

(Jorge de Lima – Mira-Celi)



Poesia é música. Pensar que a primeira “partitura” foi escrita em Erech, na antiga Mesopotâmia. Pensar que o nascimento da escrita propiciou ao homem colher o belo e torná-lo arte em forma de palavras. Pensar que em cada poesia existe um ritmo de sangue e sol. Pensar que alguns amores são leves colibris em varandas brancas, outros são uma ópera rock sangrada, uma revoada de corvos ao som de Iced Earth e seu holocausto dos anjos. E quando se busca em outro lugar e nas alturas um sentimento que não é nosso, voam flamingos sobre belos lagos africanos, e vestidos rodados valsam salões de Viena.

A poesia e a música, para mim, são siamesas. Mostram o ritmo da vida, o silencioso rio vermelho das veias, o tamborim alucinado no peito. A vida segue rendada de tangos, sambas, salsas e blues. O som puro da beleza costurando manhãs de delicadeza.

BÁRBARA LIA


... O chá vai seguir, mais espaçadamente a poesia na xícara, mas, ainda beberemos a quentura do verde e do cítrico, das romãs e das primaveras. É só uma pequena espera.

Wednesday, March 05, 2008

ARTE DO CHÁ

ainda ontem

convidei um amigo

para ficar em silêncio

comigo

ele veio

meio a esmo

praticamente não disse nada

e ficou por isso mesmo

PAULO LEMINSKI




Saturday, February 23, 2008

ABRELATAS - WONKA BAR


UM TANGO COM DEUS


tranquei os covardes na sacristia
e explodi o templo
desci a rua de pedra rasgando em fúria
os ídolos e seus pedestais
as estátuas e seus ancestrais.

tranquei os covardes na sacristia
e tombei as torres áridas
que nunca chegarão ao céu
e impedem o tráfego
da poesia & pássaros.

tranquei os covardes na sacristia
guardei nas dobras da alma
os que amo e são meus,
na clareira incendiada de papoulas
dancei um tango com Deus.


BÁRBARA LIA


Mais fotos da noite do lançamento da Revista AbreLatas
- Palavras Todas Palavras - um outro espaço onde escrevo

onde fui batizada - Palavreira da hora.
http://palavrastodaspalavras.wordpress.com/

.- todas as fotos da noite AbreLatas são do jornalista
Gustavo Henrique Vidal.



Friday, February 22, 2008

UM AMIGO É UMA PONTE

PRIMAVERA DESFOLHADA
p/Clifton Giovanini


De uma ponte de suicidas
surgiu o nome do poeta
que na Ilha do Mel
filosofou com astros
e na minha sala
derramava o século XIX
- cartola e fraque
e sorriso maroto -
Sempre trazia chocolate
e uma dama à tiracolo
histórias de noites
vagando entre túmulos
(hobby à la Jorge Mautner)

e planos de rasgar o sul

nos trilhos.
Agora, ele escreve fumando narguilé
batucando a velha Olivetti
diante da catedral gótica.
Meu amigo medieval
ponte de ternura rara
exilado em um lugar
onde a neve cai ao sol
onde ele não esquece
nosso carinho repartido.
Agora, vai descrever as pedras da catedral
com ternura embriagada,
breve, vai ultrapassar a soleira em luz
garrafa de vinho em uma das mãos
uma chama de vidro no coração
e no rastro
uma primavera desfolhada.

BÁRBARA LIA

- A última chuva -

(ME ed. alternativas - 2.007)


Clifton é o moço de azul diante da barraca. Conheci Clifton Giovanini em 2.002, em uma oficina de poesia do poeta Fernando Karl. Nesta oficina conheci Márcio Davie Claudino, o Marcos Ferreira, Carol Casagrande, Bianca Lima, Loraine Thais,o Paulão, a Micheliny Lobo, o Waldinei... e o Trótsky, Pedro era o nome do senhor que era a cara do Trótsky, tinha a Camilla que tinha a idade do meu filho Thomas Gabriel. Thomas um dia chegou irritado do colégio pois o filho de uma amiga que sabia que eu era poeta insinou que a poesia que ele leu na sala era minha, e não dele. Ele escreveu um poemaço, um diálogo com Becket, que a professora elogiou. Fui ler a poesia e fiquei de queixo caído. Convidei-o para a oficina que ia ter no Muma, era perto de casa, e nos matriculamos no horário noturno. Thomas escreveu 40 poesias e parou com a escrita. Prefere torcer para o Atlético e ouvir suas bandas preferidas, vez por outra diz que vai voltar a escrever. Aos treze anos escreveu versos como este

Jarro arcaico vermelho
A morte constrói montanhas
De pano. Sonhos de
Bela criança
Paisagem de setembro

Desenhos do artesão. (Thomas Gabriel, 2.002)


O Clifton, meu amigo querido, nasceu no mesmo dia que minha filha mais velha, temos uma afinidade enorme, estas ligações tecidas nos astros. No meu livro - A última chuva- publiquei uma poesia que escrevi no tempo em que ele foi viver em Vacaria, e me contava que escrevia diante de uma catedral gótica, e me contava da neve e da dificuldade de estar longe, em uma cidade pequena. Agora ele vive em Santa Catarina, e ontem encontrei uma poesia que ele enviou cinco anos atrás... A minha curiosidade quis descobrir o que significa o nome dele, logo que o conheci. Existe uma Ponte Clifton nas proximidades de Bristol. No século XIX, tempos duros para os ingleses, era conhecida como a ponte dos suicidas. A prefeitura pagava um barqueiro para recolher os corpos dos suicidas pela manhã. Era um tempo difícil e quem não tinha emprego e não encontrava saída se atirava da Ponte Clifton. Hoje, outros tempos, ela é utilizada por esportistas que praticam body jump. Fui procurar uma imagem da Ponte Clifton e encontrei mais que isto, encontrei um site de Bristol que mostra a Ponte por inteiro - 360° - e em diferentes momentos - north side, south side, sunset, dusk, night...

Um amigo é mesmo uma ponte. Os que eu mais amo tem sempre uma ponte no nome, ou ao lado... Ou uma ponte imaginária, de rosas, ou nenúfares... pontes de pássaros, de gôndolas... de mãos estendidas... Passeando pela ponte Clifton, pensando nos amigos...

...
O e-mail antigo, um poema do amigo:

...

que a lua não enregele seus dias de ópio

e o medo da morte não desperdice o lento caminhar
se o gelo das altas madrugadas fazer-te esquecer da vida
esquecer das dores, esquecer da fadiga de dormir
para logo mais acordar...

ainda restará uma xícara de café quente sobre a mesa
e um pedaço de pão
e um papel amassado

e a reclamação de um filho que ainda não se foi.
Cllifton Giovanini - 24/02/03



visão panorâmica da Ponte Clifton:

http://www.panavista.eu/#7.12.0

Thursday, February 21, 2008















Van Gogh


sou o girassol sem sol
esperando que você
coloque a cara na janela

BÁRBARA LIA

SIDNEI SCHNEIDER

Toulouse-Lautrec



À MODELO-VIVO


quisera ser um pintor,
com o que ficavas aqui,
para sempre do meu lado.

porém nada sei de tintas,
não, sequer sou o escritor
capaz de fixar tua pele.

palavras não reproduzem
os óleos de tua vagina,
o que de grego nos seios

e na mente tu carregas:
contra a morte do tempo,

tua eternidade de rio.
.
Sidnei Schneider, 1999.

Sidnei Schneider
Local: Porto Alegre, RS, Brazil
Sidnei Schneider é poeta, tradutor, contista. Autor de Plano de Navegação (Dahmer, 1999, poesia) e tradutor de Versos Singelos/José Martí (SBS, 1997).
www.umbigodolago.blogspot.com

Sunday, February 17, 2008

ABRELATAS - LANÇAMENTO






















Imagens da noite do lançamento da Revista Abre-Latas. A apresentação do editor Gustavo Soares Lima (de boné), a platéia (O Rettamozzo concentrado ali, de camisa azul) e o debate que antecedeu ao recital - o Poeta J. B. Vidal do site Palavreiros da Hora e o editor da Revista Abre-Latas, Gustavo.

- Fotos: Gustavo Henrique Vidal

No site Palavras Todas Palavras - link ao lado-
mais fotos da noite do lançamento da AbreLatas:

LÍRICA & PROFANA


ALONE - Toulouse Lautrec




Ontem, no extracéu, tomamos chá de anis,
Diante de um poente branco.
No extracéu não há noites e pássaros pousam
Em nossa janela, enquanto tecemos mantos.
Você sorri, mais do que sorris agora, e estrelas
Fogem do céu-matéria para matarem a saudade
Do teu belo riso italiano.
Vez ou outra congelamos uma estrela fugidia
E a colocamos na parede de nossa sala.

BÁRBARA LIA (O sal das rosas - Lumme editor-2007)



PROFANA

A cor do amor é branca,
e o amor tem uma covinha do lado direito do rosto
e o amor me olha como alguém
que jamais vai tirar a minha calcinha
e gozar o céu dentro de mim.
O amor sempre vai me olhar
como se eu estivesse num altar de papel.
Para o amor, eu sou uma rima
e rima não tem vagina.
Para o amor, eu sou uma ode
com uma ode ninguém fode.
Eu sou um verso alexandrino
jamais tocado pelo herdeiro deste nome.
Eu sou a palavra, e a palavra, a palavra é Deus
Deus ninguém come, mas,
será que beber
pode?

BÁRBARA LIA (NOIR - ed. independente-2006)

MARCELO ARIEL

CARTA PARA A MORTE

Imagino Camões, a vala onde o morto estava;
O quarto onde encontraram o cadáver de João Antônio;
O sapato que Antonin Artaud segurava;
No paletó de Garcia Lorca a flor intacta;
A cama molhada de suor do último sono de Caio F.;
O prato vazio que caiu das mãos de Óssip Mandelstam;
Os círculos na água provocados pelo corpo de Paul
Celan...

Devo parabenizá-la por estes momentos de uma estilística
sempre surpreendente,
somente às vezes ofuscada pelos lampejos precários desta
luz fraca que caminha nas capas...

ME ENTERREM COM A MINHA AR15 -
MARCELO ARIEL - Santos (SP)

- Dulcinéia Catadora 2007 -

dulcineiacatadora@gmail.com
sobre a ed. dulcinéia catadora:
http://www.meiotom.art.br/evelitedulci.htm


O Douglas Diegues me enviou há muito tempo - Uma flor na solapa da miséria - da Eloisa Cartonera, da Argentina. Agora o Marcelo Ariel enviou o livro dele, prosa poética, poesia, diálogos, em resumo, uma tempestade lírica. Um lançamento da versão brasileira da ed. Eloisa Cartonera. Muitos títulos e autores ótimos. Até Manoel de Barros (Auto-retrato aos 90 anos) e o curitibano Wilson Bueno (Chuvosos)... Muito mais que livros! Hora de ligar as antenas no canal futura, que anuncia para março a biografia de Manoel de Barros...

Friday, February 15, 2008

STELLA DE RESENDE




A semana toda,
a máquina de escrever
sobre a mesa,
nenhum toque
nenhuma visita
nenhuma carta.
A remota lembrança
de seu aniversário.
A única companhia
foi uma lágrima de rímel.
Nem tudo que parece
às vezes tece.



A poeta Stella de Resende é irmã do poeta Rollo de Resende. Vive em Curitiba. Professora de crianças com necessidades especiais.

- A foto é de Ana Mestre - O Alentejo lá fora.
http://olhares.aeiou.pt/utilizadores/detalhes.php?id=32802

La nave va...

"Não o convidei ao meu corpo" no Canal Senhora Literatura

  "Não o convidei ao meu corpo" no Canal Senhora Literatura da escritora Francine Cruz. https://www.youtube.com/watch? v=IxpCcdUM7...