Friday, June 29, 2018

Pequeno dicionário de azuis - Fernando Koproski






Uma hora a gente precisa parar de brigar com o Azul.
Há muito tempo quase coloquei este título em um romance - Azul é a cor mais triste.
É mais quente em filme francês, e dizem que o amor é azulzinho. Para mim bateu mais forte a realidade de dor, das telas doloridas de Picasso na fase azul, dos desconsolos, das esperas. E não amo mais o azul, quem sabe volte a amá-lo depois de ler esta reunião de todos os escritos do Koproski.
Pequeno dicionário de azuis (Fernando Koproski) editado pela 7 Letras, com 650 páginas. A Poesia Reunida do primeiro editor da minha vida, que traz um vento suave e canções, sim, o CD com seus poemas musicados, enfim... Agora é mergulhar no azul e recuperar um pouco a fé na cor do céu, quem sabe...
Obrigada! É uma felicidade ter esta obra completa. E todo
o azul que chega como vida nova. Dedicado à sua filha Laura, mesmo nome da minha neta. Eu que - só escrevo para por o trem nos trilhos - acabo por não escrever sobre os amores que são belos, como filhos, netos, estes são a poesia diária, e eu realmente já sei de quem emprestar um poema para Laura.
Que o tempo delas seja mais poético, que na vida adulta delas haja mais azul neste lugar e que a Poesia seja sempre o espaço da Beleza.
Laurinha
ah, Laurinha
não deixa teu olho encher
de lagriminha
enquanto puder
barrar a entrada da dor
em tua alminha
ah, Laurinha
toda a dor desse mundo
será só minha
mas Laurinha
não deixa teu olho encher
de lagriminha
minha menininha
para ver você sorrir
o pai faz a dor dormir,
o que for preciso
para o milagre vir
até o film da linha
Fernando Koproski
Pequeno dicionário de azuis
7 Letras (2018)



"Close your eyes
Have no fear
The monster's gone
He's on the run and your daddy's here"
John Lennon

Já escrevi inspirada por canções e filmes. O jornalista norte-americano David Sheef também. Ele decidiu escrever "Beautiful Boy" após ouvir a canção de John Lennon, ele decidiu escrever a história de um menino - seu filho - e tudo que viveram quando Nic adentrou o mundo das drogas pesadas. Nic Sheef conta hoje 35 anos e já escreveu roteiros e livros.
Quem sabe agora Timothée Chalamet receba um Oscar, neste ano foi solenemente injustiçado pela academia. Talvez por interpretar um menino de 17 anos que descobre o Amor. Esta palavra. Ver - Me chame pelo seu nome - me jogou de frente para a mais perfeita tradução do Amor que vi na tela, e que foi originada pelol ivro de Andre Aciman (ele virá à Flip), o lindo filme de Luca Guadagnino apresentou ao mundo um ator perfeito. No entanto seu papel de bissexual deve ter impedido o reconhecimento e a premiação. Ele merecia, merece
Agora que o politicamente correto é elemento do novo filme, quem sabe não ignorem a arte sensível deste ator que me deixou totalmente encantada por sua sensibilidade, sua força de interpretação, um carisma raro de pessoa tecida nas alturas, bela, de beleza dentro...
Beautiful Boy demora para chegar ao Brasil. Timothée Chalamet vive Nic e Steve Carell vive seu pai.
O livro é baseado nos livros de David e Nic (Beautiful Boy e Tweak). Nic Sheff agora vive outro estágio de sua vida como roteirista de séries como "The Killing" e "13 reasons why".
O filme deve ser a exceção - um menino salvo do mundo das drogas. Muitos não sobrevivem.


Beautiful Boy is an upcoming American biographical drama film directed by Felix Van Groeningen from a screenplay written by Luke Davies and Van Groeningen. It stars Steve CarellTimothée ChalametMaura Tierney and Amy Ryan. The film is Van Groeningen's English-language debut.
The film is scheduled to be released on October 12, 2018, by Amazon Studios. (wikipedia)

#amocinema
#beautifulboy
#timothéechalamet

Thursday, May 24, 2018

GÊNERO E RESISTÊNCIA: QUATRO GERAÇÕES FEMININAS E SUAS REPRESENTAÇÕES EM “SOLIDÃO CALCINADA” DE BÁRBARA LIA - Maria Isabel Trivilin, UEM

"Solidão Calcinada é meu primeiro romance. Editado em 2008 pela Imprensa Oficial do Paraná, segue como o livro que marcou por ter pautado a evolução do comportamento feminino e a luta pela liberação da mulher do ranço patriarcal. Esta análise de Maria Izavel Trivilin aborda os passos das personagens Pietra, Esperança, Serena e Bárbara dentro desta jornada de desvencilhamento que as mulheres realizam, passo a passo, com força pétrea, esta jornada bárbara...

link para o texto:

http://www.cih.uem.br/anais/2017/trabalhos/3918.pdf


Wednesday, May 16, 2018

Não o convidei ao meu corpo - Bárbara Lia




"Não o convidei ao meu corpo" romance - autoficção - editado pela Kazuá é meu quarto romance editado.
O livro custa 44,00 + taxa dos correios, envio por 50,00 - com carinho e dedicatória.
Mandar mensagem para mais detalhes sobre como adquirir.
Ficarei imensamente grata se puderem me ajudar a vender minha cota de livros, e estou recebendo algumas avaliações
bem bonitas sobre a edição...
O livro tem 174 páginas, prefácio da poeta Luciana Cañete, contracapa de Ana Lúcia Vasconcelos e textos das orelhas de Maria Alice Bragança e Leonardo Paiva.
O livro é ilustrado e 19 telas de Paul klee são recriadas no estilo street art, ao final uma galeria com estas telas que são parte do enredo.
O livro é autoficção, significa que mescla realidade e ficção, e a personagem Lily Elm toma posse de algumas memórias minhas para narrar a experiência de ser uma mulher que convive com as sequelas da poliomielite em um enredo que se passa em seis décadas, que é o tempo da minha vida.
O livro traz poemas meus, de Paul Klee e um poema do poeta norte-americano Mark O'Brien que teve poliomielite e passou a vida em um pulmão de aço.
É sobre transformar dor em Arte, por isto eu dediquei aos artistas com os quais dialoguei no enredo: Paul Klee, Frida Kahlo e Mark O'Brien.

Para comprar contatar - barbaralia@gmail.com

imagem - fotografia de Kátia Torres Negrisoli

Wednesday, May 02, 2018

Na programação do Londrix - Festival Literário de Londrina - Lançamento duplo









Lançamento duplo no Londrix - Festival Literário de Londrina 

Dia 12 de Maio - 15h - no Museu Histórico - Rua Benjamin Constant, 900 - Londrina. 
15 horas

Lançamentos/Autógrafos
Ninguém na Praia Brava, ADEMIR ASSUNÇÃO
As filhas de Manuela, Não o convidei ao meu corpo, BÁRBARA LIA
Lavras ao vento, pá, CÉSAR CARVALHO
A filha do poeta, IKA ROMAGNOLLI
Entre anjos e flores,LEANDRO BENEVIDES
Nómada ANA LILIAN PARRELLI, BEATRIZ BAJO, CÉLIA MUSILLI, CHRISTINE VIANNA, EDRA MORAES, ELISABETE GHISLENI, FLAVIA VERCEZE, ISABELA CUNHA, LETÍCIA SANCHES, SAMANTHA ABREU, VIVIAN CAMPOS, VIVIAN KARINA
Espero todos lá.

Tuesday, April 24, 2018

Poesias inspiradas em "Call me by your name" / Poems inspired by "Call me by your name"



Poems inspired by the beautiful film "call me by your name," especially in performande of Timothée Chalamet (elio). Film directed by Luca Guadagnino based on the book of André Aciman. Edition bilingual: portuguese/english.

Illustrations:  Tina Modotti


Link para o e-book

Monday, April 23, 2018

Fragmentos do novo romance - Revista InComunidade - Portugal



Alguns textos do meu novo romance "Não o convidei ao meu corpo" - Editora Kazuá (2018), ilustrado com 19 telas de Paul Klee, na Revista InComunidade nº 67 - Abril /2018 - Editores: Jorge Vicente e Myrian Naves.


http://www.incomunidade.com/v67/art_bl.php?art=148

fotografia - Maria Alice Bragança

Saturday, March 24, 2018

dois romances



Menção Honrosa na primeira edição do Prémio Fundação Eça de Queiroz - Portugal - em 2015.- As filhas de Manuela - Triunfal - 2017 - '149 páginas - Capa - Fotografia de Felix Nadar - Realismo Mágico.

Não o convidei ao meu corpo - Romance - Autoficção - 174 páginas - Editora Kazuá - 2018.


Wednesday, March 21, 2018

Mês da Mulher na BPP




link para o vídeo:

https://www.facebook.com/bibliotecapr/videos/2114248485259888/

Mês da Mulher na BPP: "Doce como o massacre de sóis", poema deBarbara Lia, na interpretação da atriz Kellyn Bethania.

Monday, March 19, 2018

Algumas imagens da comemoração da publicação de "Não o convidei ao meu corpo"


com Luciana Cañete





com Mari Quarentei

minha irmã Fá, o Luciano e a Gi em Sampa - Kazuá


 Com os poetas Márcio Claucino, Rodrigo Madeira, Luciana Cañete e a pequenina Maria Cecília 


com a poeta Jane Bodnar


com meu neto Arthur



com meus filhos Tahiana (Laura ao colo) Thomas com sua namorada Carol


Com Eliana Rizzini


com Homero Gomes e Jane Bodnar

Tuesday, March 13, 2018

Pense em um livro lindo...












Não o convidei ao meu corpo
Bárbara Lia
Romance
Editora Kazuá
174 páginas

contato: barbaralia@gmail.com

Thursday, March 08, 2018

"Não o convidei ao meu corpo" - Lançamento Curitiba - 17/03


Não o convidei ao meu corpo
Romance

Prefácio - Luciana Cañete
Traz textos de Ana Lúcia Vasconcelos Maria Alice Bragança e Leonardo Paiva.
Projeto gráfico - Evandro Rohden e Thiene Magalhães

O livro é todo ilustrado - 19 telas de Paul Klee, em um diálogo com o grande artista. Prosa poética, a narrativa dá espaço para alguns poemas - meus, de Paul Klee e do poeta norte-americano Mark O'Brien.
fragmento da orelha do livro:

"Escrito com sangue, o romance de Bárbara Lia é um soco no estomago do leitor que passa a ser cúmplice da dor de Lily ao sentir em seu corpo os estilhaços que saltam da escrita ardente e apaixonada, marcando com ferro em brasa nossos corpos e mentes."
Ana Lúcia Vasconcelos

**Na Livraria do Paço não é permitido o consumo de bebida alcoólicA**

Wednesday, February 28, 2018

"Não o convidei ao meu corpo" - Romance - Bárbara Lia - Lançamento dia 09/03 - Sampa




"Não o convidei ao meu corpo"
Bárbara Lia
 - Romance - Autoficção -
 174 páginas 
Projeto Gráfico - Evandro Rohden e Thiene Magalhães
Prefácio da poeta Luciana Cañete
O livro é sobre transformar dor em Arte
Ilustrado com 19 telas de Paul Klee.


Texto de Maria Alice Bragança (orelha do livro):

Um primeiro desafio criativo nos é dado a todos: inventar e construir a própria vida, sem aceitar roteiros ou limites preestabelecidos. Viver é uma arte... E a memória é um imbricado terreno de fatos, ficção e fantasia. A literatura nos permite editar trechos do vivido (ou fantasiado) e conduzir os sentidos, bem como ter o controle do final da narrativa, o que a realidade não nos permite. Unindo artes visuais, memória e invenção, Bárbara Lia faz dessa autobiografia ficcional uma delicada e deliciosa narrativa, onde a superação da dor, a busca do amor e a trajetória da escritora, da descoberta das primeiras letras à edição de suas obras, mergulham-nos em momentos de encantamento.
 Maria Alice Bragança

Buffet de Poesia







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Nº 100023485-0, ag. 3017, Caixa Econômica Federal (104);
Nº 101986-4, ag. 3613-7, Banco do Brasil (001),
Em nome de Carlos Alberto Fernandes de Barros
CPF: 061.978.924-72


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Sunday, February 11, 2018

Meu encontro com Jamil

Eu tinha certeza que o taxista era Jamil Snege. Tarde de verão e o agito da cidade antes do carnaval. Você está em uma rua qualquer do Centro da cidade, você vai até outra rua qualquer e você precisa ir de táxi, ainda que perto, ainda que ninguém entenda. O pé dói. Ponto final. O trajeto curto demais torna tudo mais surreal. Quero perguntar algo e temo que quebre o encanto. A camisa é tal qual aquela da única vez que o vi, saindo com um amigo da Livraria Ghignone, fumando um cigarro, a outra mão no bolso. Lembro que estanquei o passo em plena Rua das Flores e pensei: É o escritor. Fiquei com aquela imagem, com aquela vontade de não ser tão tímida, de atravessar metade da rua, falar com ele. Mas ele seguiu conversando e eu segui minha vida. Não demorou muito para saber de sua morte. Agora eu tinha certeza que era o Jamil Snege ali, a me conduzir, com a mesma roupa, a mesma silhueta calma. Tive medo que ele começasse a praguejar contra o Lula ou falar de religião, como fazem os taxistas. Implorava aos céus que ele não quebrasse o encanto e me fizesse crer que nas tardes de verão Jamil Snege desce à terra e conduz, de forma invisível, os escritores invisíveis da sua Curitiba. "Como tornar-se invisível em Curitiba?" - Snege sabia. Para minha alegria e êxtase ele diz apenas: O sol está mais quente hoje. Sim, tudo está - mais - hoje. Para minha alegria eu pude manter aquela fantasia. Quase disse a ele sobre sua célebre dedução que - para tornar-se invisível em Curitiba basta ter talento. Quase disse: Nada mudou... Mas, apenas desci e o vi desaparecer, a camisa azul clara, os cabelos brancos e a certeza de que a Magia existe, a gente a encontra ali, na próxima esquina, ao acenar para um táxi.

Bárbara Lia no verão de 2018

Thursday, January 11, 2018

As filhas de Manuela - Romance - 2017


Menção Honrosa no Prémio Fundação Eça de Queiroz - Portugal 2015.


Livro Poesia 2017



Link para o livro:

https://revistagueto.com/2017/03/22/uma-brasa-acesa-de-amor-e-morte/

Forasteira - Outubro 2016


A CADELA DE PLATÃO 


Eu sou a cadela de Platão
Só restos do banquete
Só o cheiro do amor
(o osso, o osso, o osso)
Voz de Diotima - eco singelo:
(é belo, é belo, é belo)
Não é belo lamber o chão
Fazer o amor virar lama
(sem cama, sem cama, sem cama)
Alguém arranque este amor até o siso
Nada mais vai brotar nas entranhas
Nas veias, na cava oca do coração
Este que acabei de atirar 
Ao mais amado cão

Bárbara Lia
Forasteira
Vidráguas/2016

La nave va...

Quem sairia à rua vestido na própria pele? Pré-venda do novo livro de Maiara Gouveia

  Já está no ar a campanha de pré-venda  do 6º livro da poeta Maiara Gouveia, Q uem sairia à rua vestido na própria pele? , selecionado pel...