Monday, September 05, 2005

SUICIDA





Abismo Nô.
Correnteza nômade.
Sinistro vento. Lágrima.
Estou sentado na ponte de pedra.


Sopros do antigo resgatam frases.
Tela ilusória refletindo imagens.
Continuo sentado na ponte de pedra.


Domingo. Ponte vazia.
Peixe azul me acena
feito uma nereida - venha!


Ouço a respiração
do caracol.
Me despeço do sol.


E me atiro da ponte de pedra.

(Bárbara Lia 0 O sal das rosas - Lumme Editor / 2007)

photo by sebastien gabriel

La nave va...

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Quando da apresentação dos nossos poemas no Raiz Café recebi o novo livro da Francine Cruz. Aconteceu o velho escambo poético e a presenteei...