
| TECENDO ESTRELAS DE VAN GOGH Estrelas escorriam da tela Na solidão do museu. Aparei gotas de céu em minhas mãos Enovelei-as Possui por um tempo Estrelas abrasadas de loucura E o azul mais azul que pode o azul ser. Museu de Nova Iorque em delírio Corre-corre. Alarmes. Vigias Não revistaram minhas mãos Um céu enovelado que me aquece E apaga – primaveras sem teus beijos Invernos de angústias Teci um manto azul De estrelas emaranhadas Um manto enfeitiçado Das estrelas da noite do artista Tenho mãos de fada E tenho tanto amor Quanto estas estrelas deslumbradas Quando chegar aquele que amo Com seus olhos Que são para mim, música; E para outros, mel Quando ultrapassar a escura porta E se quedar no branco leito Eu o cobrirei com o céu Bárbara Lia |