Wednesday, September 14, 2005

TECENDO ESTRELAS DE VAN GOGH














TECENDO ESTRELAS DE VAN GOGH


Estrelas escorriam da tela
Na solidão do museu.
Aparei gotas de céu em minhas mãos
Enovelei-as
Possui por um tempo
Estrelas abrasadas de loucura
E o azul mais azul que pode o azul ser.


Museu de Nova Iorque em delírio
Corre-corre. Alarmes. Vigias
Não revistaram minhas mãos
Um céu enovelado que me aquece
E apaga – primaveras sem teus beijos
Invernos de angústias


Teci um manto azul
De estrelas emaranhadas
Um manto enfeitiçado
Das estrelas da noite do artista
Tenho mãos de fada
E tenho tanto amor
Quanto estas estrelas deslumbradas


Quando chegar aquele que amo
Com seus olhos
Que são para mim, música;
E para outros, mel
Quando ultrapassar a escura porta
E se quedar no branco leito
Eu o cobrirei com o céu

Bárbara Lia

La nave va...

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