Thursday, September 14, 2006
UM LIVRO DE POESIAS, POR FAVOR! (III)
O SONO DE GOYA
"Que ninguém possa jamais esquecer esta noite.
Hoje, tocarei a flauta de minha própria coluna vertebral"
(Maiakóvski)
Sonhei com serpentes mortas
dentes cerrados, ventos distantes,
touros,
festins negros
e maré alta -
Quem soprou esses ventos
nas flautas das vértebras
e verteu febre nos dedos
para que compusésemos vendavais
e folheássemos o diário de ouro
que o Deus tocou
que só nos fez chorar?
Quem varreu os cílios
Com o zoom sorrateiro
Da visão do sem nome?
Quem disse:
- Quem beber dessa água lembrará -
essa é a fonte da memória
Quem disse que era Deus?
MÁRCIO DAVIE CLAUDINO DA CRUZ
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