Friday, August 03, 2007

A ILHA DE IA








































.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
..

.
- Ia Santanchè foi viver em uma ilha. A atriz bailarina que me ajudou a compor um monólogo com poesias de Sylvia Plath, enquanto ela encenava Clarice nos bares de Sampa, e me escrevia e eu escrevia. A correspondência feminina sobre arte, ou sobre a arte de ser mulher. Mas, Ia foi viver na Bahia, teve uma filha - Clarice - sim, Clarice pois Ia amava Clarice Lispector. Ia me diz agora que vive em uma ilha. Eu guardo suas cartas-indagações e ela toda a minha descoberta de Sylvia Plath... Talvez um dia eu publique nossos espantos. Conheci Ia na Livraria Arcádia, há mais de seis anos, em um espetáculo dança que focava as cartas de Van Gogh ao seu irmão Téo. Ia me escreveu depois de um longo tempo, vive em uma ilha, Clarice tem 3 anos, quem sabe um dia a gente se encontra. E ela me diz que vez por outra improvisa encenações da poesia de Plath nos bares da Bahia. A arte tem este poder. A gente insiste até quando leva uns tapas e umas puxadas de tapete, pela semente... Uma tarde Ia me arrepiou me chamando de Bárbara Plath. Um susto quando o porteiro entregou o envelope, sou tão visceral, passional e corajosa quanto Sylvia... Ando com saudades de Ia, e querendo estar em uma ilha, pode ser por aqui, nem precisa ser na Bahia.