Monday, October 20, 2008

dulcinéia catadora




7.
O tempo é o poema que embala os mortos?
O espaço é o tempo que sonha com os vivos?
O que é o sagrado?
(Marcelo Ariel - Me enterrem com a minha AR15)

O Marcelo Ariel enviou o seu livro da Dulcinéia Catadora, que é parte de um projeto que está abarcando cada dia mais poetas, e agora tem mais lançamentos do selo, recebi o convite do José Geraldo Neres

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Quatro poetas lançam livros na Casa das Rosas
Dia 25 de outubro a partir das 17 horas

Não esperem encontrar livros impressos em gráficas, com capas feitas com o uso de computação gráfica e editoração eletrônica. As capas são recortadas de papelão comprado de catadores de papel e pintadas uma a uma, com guache, por artistas e jovens, sendo alguns filhos de catadores, outros, menores em situação de risco, recém-saídos da rua. Essas capas dão um colorido especial aos poemas dos autores Celso de Alencar, Whisner Fraga, Ademir Demarchi e José Geraldo Neres, que estarão na Casa das Rosas dia 25, sábado, a partir das 17 horas, recebendo amigos e autografando seus livros.
Embora com estilos bem diversos, este grupo de poetas que também têm livros "tradicionais" publicados e se dedicam há vários anos ao ofício de escrever, apresenta alguns pontos em comum: eles encaram a literatura como um ato de resistência, como forma de aquisição de conhecimento e de propor questões, estimular a reflexão. Neste sentido, abordam temas que afetam nosso cotidiano, que muitas vezes são ignoradas ou tratadas como tabus pela sociedade. E mostram uma inquietação no trato da palavra, muitas vezes desprendendo-se de formas já bem-estabelecidas e procurando experimentar, encontrar maneiras singulares de criar sua poética.
Claro fica, ao terem suas obras "editadas" como livretos com capas de papelão, vendidos a R$5,00, o papel atuante desses escritores que passam a integrar o coletivo Dulcinéia Catadora
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