Monday, October 20, 2008

todos os cachorros são azuis


"A primeira liberdade é sair do cubículo. A segunda liberdade é andar pelo hospício. Liberdade, só fora do hospício. Mas a liberdade mesmo não existe. Estou sempre esbarrando em alguém para ser livre. Se houvesse liberdade o mundo seria uma loucura com todo mundo. Eu podendo sair por aí com Rimbaud e Baudelaire. Viajando para Angra dos Reis"
- Rodrigo de Souza Leão
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O livro do Rodrigo de Souza Leão chegou hoje. Ficção científica ou fábula nonsense? Comecei a ler e veio a lembrança de um outro livro - Hospital Britânico - do argentino Hector Viel Temperley, estes mergulhos no inconsciente e no que a loucura pode engendrar mesmo de arte como em Artaud e Van Gogh, mas, ainda não passei da página 15 e pode me fazer companhia nesta noite. Eu costumo dizer boa noite para a poesia, beijá-la assim como eu beijo um filho, mas, não consigo enxergar o rosto da poesia, nublaram o cinza curitibano, enegreceram, soltaram os cachorros negros. Black dogs black dogs black dogs sinos ressoando espadas sibilando torres demolindo pentagramas encolhendo-se e enforcando todas as claves e as notas musicais semibreves e o DÓ e o DÓ, dó para valer, MI FA(z) SOL