Friday, May 15, 2009

As I Lay Dying

Faulkner, William. As I Lay Dying. New York: Jonathan Cape, (1930).
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Apanhei na Biblioteca Pública o livro de Faulkner - tradução de Hélio Pólvora - Editora Expressão e Cultura, 1973 - O livro é estruturado em fragmentos, conduzido pelo fluxo do pensamento dos personagens. O pai e cinco filhos acompanham o caixão da mãe que quer ser enterrada em outra cidade. Em um dos fragmentos uma única frase do personagem Vardaman: Minha mãe é um peixe. Após a leitura de - Enquanto Agonizo (As I Lay Dying) a leitura para a oficina de dramaturgia - Volta ao Lar - Harold Pinter, tradução Millôr Fernandes (abril cultural).
Há mais de dez anos em um congresso de poesia eu conversava com Fernando Aguiar e Hugo Pontes diante de uma exposição de quadros e eles disseram: escolha entre a poesia e a prosa. Fiquei por um tempo com aquela frase, a opinião deles um eco ao fundo. Como escolher entre a poesia e a prosa? Se sou poeta desde que nasci e se o meu primeiro despertar para um caminho foi - quero ser escritora! E agora que uma nova trilha se abre? - a dramaturgia. O que fazer quando você quer beber a água inteira do oceano em um gole? Vez por outra anseio desenhar e pintar. É a alma de artista. Na noite que li algumas poesias no Realejo o poeta/ator Cláudio Bettega resumiu isto em uma única frase - Quem tem dentro de si a Arte consegue isto: pintar escrever interpretar compor...
Recebi o e-mail de uma universitária perguntando onde ela comprava Cereja & Blues. Era o desejo dela depois de ler Solidão Calcinada, ler outro romance meu. E com uma dor no coração tive que responder - sinto muito este livro ainda não foi publicado. Sigo mesmo - ao ritmo do tempo - como escreveu o Márcio Renato dos Santos - naquela matéria para o jornal, mas, espero ter um romance publicado breve. Ao final o que importa mesmo é mergulhar neste oceano, ler escrever lutar ter decepções e um monte de alegria, caminhar pela escrita viva de tantos escritores - atravessar o caminho criado por Faulkner em uma viagem estranha com a mãe morta. Tenho pensado muito em minha mãe. É claro. É maio e ela nasceu em maio.