Friday, November 20, 2009

Manson Superstar

Andrew Knoll

Gênero: Drama, Musical

Diretor: Paulo Biscaia Filho

Elenco: Andrew Knoll, Leandro Daniel Colombo, Carolina Fauquemont, Wagner Correa, Michelle Pucci, Marco Novack, Rafaella Marques e Ana Clara Fischer

Duração: 1h20

Classificação indicativa: 18 anos

Descrição: O espetáculo retrata o assassinato da atriz norte-americana Sharon Tate - casada com o pianista Polanski(Roman Polanski) - em 1969. O crime cometido por um grupo de amigos foi planejado por Charles Manson, um homem persuasivo e fanático

Teatro Novelas Curitibanas
Quinta a sábado: 21h
Domingo: 19h

Telefone: (41) 3321-3358


* A peça é imprópria para menores de 18 anos.

Site oficial:
http://www.vigormortis.com.br/Stage/manson_Superstar.html


fonte do texto e da imagem:

http://www5.rpc.com.br/portal/guiagazetadopovo/


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O Andrew Knoll virou Charles Manson, eu disse a ele que morro de medo do Charles Manson. Faz muito tempo que Manson me assombra, desde que comprei o livro. O livro arrepiante escrito pelo promotor do caso - Vicente Bugliosi, que foi designado pela justiça norte-americana como promotor para atuar nos casos Sharon e La Bianca, no final do processo escreveu um livro sobre o caso com a colaboração de Curty Gentry (Manson: Retrato de um crime repugnante. Tradução de A.B.Pinheiro Lemos. Editora Record-1978) - é isto. Três décadas que eu senti pela primeira vez o arrepio do terror, era mais temível naquela época saber que existia uma mente Manson, seguidores de Manson, loucura elevada à estratosfera. Eu era uma menina em uma cidade do interior e costumava comprar livros na única livraria de lá. Meu pai não brigou quando cheguei com o livro grosso narrando crimes brutais, ele só brigou comigo quando comprei - Fernão Capelo Gaivota, ele disse - este livro fala de coisas que não existem, iludem minha filha, iludem - não existe reencarnação...

Meu pai, este cara que desde o início plantou em mim a semente da diferença. Ele nem sabia os cravos que plantou em minha pele, pronto pra qualquer um chegar e martelar. Ser diferente, meu pai, é crime. Tem que ser tudo igual, como você dizia, um bando de vacas com uma argola no nariz seguindo feliz, sem saber pra onde... De qualquer forma eu quero ver Manson Superstar. Ver o Andrew no palco, ao lado de um elenco de peso, com seu carisma de ator premiado e sua performance teatral e musical - e então quem sabe eu exorcize o demônio Manson e outros demônios. Falando sério, o Andrew vai ser sempre o Ted Hughes, pois ele e a Carolina Maia atenderam meu pedido em 2007 e fizeram uma linda leitura em homenagem à Sylvia Plath. Segue sendo o colega do Núcleo de Dramaturgia - esta empreitada bonita que encarei em 2009. Rendeu uma Peça de Teatro, um conto selecionado no concurso Newton Sampaio, o encontro com pessoas muito especiais... 2009 está sendo um ano muito legal.