Uma pausa para falar de poesia, como ontem com a Marilda Confortin e o Ivan, tirou-me do ninho quente onde vivo puglada ao útero amado do verbo. Ando reclusa e nunca fui tão lúcida quanto ao que desejo de mim. O que desejo de mim é nunca romper este cordão que me nutre. Cá estou a escrever e escrever e minha mãe é a Palavra. Então todos os muros explodam, ou fundam-se com as heras raras. Eu estou cumprindo o vaticínio da infância e tudo o que cerca é mola propulsora. Isto remete ao que Serguilha disse ontem - Eu não escrevo para ninguém eu escrevo para o outro de mim mesmo.
📷 Festipoa (2010)