Friday, August 19, 2011

A SEGUNDA MORTE DE HERBERTO HELDER - MARCELO ARIEL



A SEGUNDA MORTE DE HERBERTO HELDER
MARCELO ARIEL
Ed. artesanal 21 Gramas
2011


- para encomendar o livro: marcelo.ariel91@gmail.com




Ano passado encontrei Marcelo Ariel na Casa das Rosas, eu havia enviado um exemplar artesanal do meu livro - Cigarras no Apocalipse - onde publiquei um poema nosso "A esfinge na névoa". Marcelo disse que mandaria um livro para o projeto - 21 gramas. Nove meses depois nasce esta raridade composta por 2 poemas: Canto 1 e Canto 2, com apresentação do poeta Cláudio Willer e a tessitura de Bárbara Lia.

mais detalhes barbaralia@gmail.com


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Dois pequenos fragmentos do belo texto de Cláudio Willer para A SEGUNDA MORTE DE HERBERTO HELDER:

"Marcelo Ariel é dos mais inventivos e intelectualmente estimulantes dentre os novos poetas brasileiros. Ainda será feita a interpretação de maior fôlego que sua obra merece. Mas, desde já, cabe observar que, desde Tratado dos anjos afogados, esse “poeta de Cubatão”, “poeta do mangue”, como já foi chamado, mantendo-se fiel à origem, ao mesmo tempo comprova que a criação poética é encontro do particular e do geral; do regional e do universal."

(...)

"Em comum com o extraordinário poeta português, a fusão ou hibridação de objetos e seres vivos, a ruptura de limites das coisas e dos corpos, as imagens luminosas como “osso do oceano”. A segunda morte de Herberto Helder, mais que etapa, é prosseguimento do mesmo registro de encontros com a “poderosa presença entrando / pela porta”, metáfora da poesia, e a “beatitude louca / de respirar tudo”, metáfora da inspiração poética."
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Registro as palavras do Marcelo sobre o fazer artesanal, este é o pensamento que nos assola quando nos atiramos em um projeto solo, incendiados de Poesia. Um belo livro que enriquece o meu projeto levado adiante nas asas de Pégasus. Evoé!!

"Tudo isso me lembra o movimento de poesia independente encabeçado por Cacaso, Ana C. e Armando Freitas Filho nos anos 70. Um Viva para Nós ! Se pensarmos em William Blake, na editora de Miss Woolf, na Editora Sabiá ( de Fernando Sabino) enfim as editoras de verdade são as artesanais, a coisa se profissionalizou ate a desfiguração."