Tuesday, August 06, 2013

Calendário poético 2013




No link acima, os artistas e poetas que participarão da Bienal Internacional de Curitiba _ de 31 de agosto a 1° de dezembro... Muito feliz por integrar este momento _ Pura Arte. 






Setembro, abrindo as portas para a Primavera:
Tempo de andar ao lado desta lenda. Acordar com a canção imortal da chama infinita que é Vinícius de Moraes. Então me pedem _ que eu leia nossos poemas. Que eu seja uma das mulheres a cantar sua Poesia. E fico com estas mãos sem saber qual pétala, qual poesia? O que dizer deste monstro sagrado que me visitou ainda menina, com uma flor... E embalou as serestas e os vinte anos, e a maturidade e toda a vida. Estava lá a tríade _ Chico, Tom, Vinícius. Está lá ainda, vai estar para sempre. E que felicidade ser mulher neste tempo e caminhar nas notas destes gênios. Por obra da minha irmã caçula eu encontrei Chico e quando ele se despedia e saia para o seu show eu disse _ Obrigada, pela maravilhosa trilha sonora que você trouxe para a minha vida. Ele estava saindo apressado e parou um segundo e se voltou e me olhou, com olhar inquieto. Eu que tenho o dom de inquietar os corações masculinos. Ele ensaiou um sorriso e continuou, apressado. E nada mais pode ser dito, nada deve ser. Somos abençoadas por ter estes homens que cantaram o amor e a mulher com a sensibilidade necessária. Que entenderam nossos corações astutos, que conseguiram segurar em suas mãos a chama imprecisa que é ser mulher latina, esta luz morena, esta coragem nascida das entranhas da terra mais bonita. E fico assim, sem saber como começar a separar alguns versos, alguma poesia, o que Vinícius gostaria de dizer agora. O que ele diria para as musas das araucárias, que frase ele atiraria para estas meninas que caminham pela Rua XV, pelos bosques, estas novas guerreira, estas que não tem medo do mundo, que aprenderam a tirar leite das pedras, que hastearam sua bandeira de liberdade bonita. Esta liberdade que é ao mesmo tempo uma partilha e que faria Vinícius curvar-se ao encanto, ele que era assim, este gentleman, este amante, este querido parceiro que atravessou a vida como se ela fosse um canto. Escolherei poemas de amor e poemas que falem sobre a guerra, pois nada continua mais estúpida e inválida que a bomba... Nada mais eterno que o amor. 
Qualquer hora coloco aqui a notícia completa sobre esta leitura poética que vai me unir em beleza com este grande poeta...







Dois poemas meus integram este: "Ousado projeto, grandioso, como compete a quem empunha a pena do "Luís de Ouro" ( Carlos Drummond de Andrade), "Camões, grande Camões" (Manoel du Bocage) e quer dizer ao mundo as novas armas e os novos varões assinalados que da ocidental praia lusitana; da americana praia brasileira; das africanas praias guineenses; cabo-verdianas, são-tomé-e-principenses, angolanas e moçambicanas; das indianas praias goenses; das chinesas praias macauenses; e das oceânicas praias timorenses; por mares, ares, sites navegados à exaustão, passaram ainda "além da mágoa" e "em esforços e guerras" — com a palavra — "conquistaram" novas formas de expressão." fragmento do prefácio de _Paulo Seben _ Lançamento em Curitiba no início de novembro.