Monday, December 08, 2014

Para Tom Jobim e John Lennon

Dois gênios morreram no mesmo dia. Dia 08 de Dezembro. Dois amores imortais.



John! Eu penso na minha paixão pela lua, e de quando um reles arbusto a encobria e, deitada de bruços na cama eu dançava no travesseiro para buscá-la, para fitar a magia... Alguns tem este destino de lua, que os toscos tentam tapar, nublar, engolir, matar... E a lua está lá... Basta buscar, virar a cabeça, um gesto mínimo... Acho que o mundo entende bem isto quando a luz lua tua foi apagada por um arbusto apodrecido, galho morto, sonso... Acontece. E como creio na atemporalidade, no sonho, na espera, no tempo flexível, ainda estás - sempre e sempre - às portas de strawberry field, ao lado dos meninos em um pub encantando e encantando, ainda estás travando a inútil batalha da paz, inútil e necessária, a utopia única, nosso delírio poético, nosso sonho, que quando acaba renasce, que quando murcha a água da tenacidade retorna para florir again and again. Então, eu pensei - não faz tanto tempo assim - quando li 34 anos daquela patifaria do Chapman, eu pensei não, não faz, pois na realidade, ainda estás ali, como a luz da lua nas noites, esperando pelo nosso olhar... e sempre vai ser assim... 













Tom Jobim
virou um espaço
onde pousam 
aves de aço
diferente 
do lindo lugar
onde pousava
Passarim