Wednesday, November 09, 2016

poema para uma madrugada tétrica...



não há dança
que possa
libertar 

este mundo
apocalipse
em conta-gotas
posso tocar
a angústia
das flores
em seu último
suspiro
de beleza
desintegra
no ar
as arraias
de um pintor
futurista
que ainda
nem nasceu
não há
mais céu
para os ideogramas
da revolução
necessário
inventar 

outra língua
código secreto
para trocar 

táticas
de salvamento
este é o tempo
triste e frio
no qual
o amor
se aquecerá
em uma vela
clandestina
e o ódio
em usinas
em cada esquina
(e não
faltará
vela)
Bárbara Lia - novembro (2016)