Wednesday, July 20, 2011

L'amour ça sert à quoi ?

Isadora Duncan



devagar escreva
uma primeira letra
escrava
nas imediações construídas
pelos furacões;
devagar meça
a primeira pássara
bisonha que
riscar
o pano de boca
aberto
sobre os vendavais;
devagar imponha
o pulso
que melhor
souber sangrar
sobre a faca
das marés;
devagar imprima
o primeiro
olhar
sobre o galope molhado
dos animais; devagar
peça mais
e mais e
mais
Flores do mais - Ana Cristina Cesar



que sempre amei
trago-te provas
até que amasses
voltas e voltas
que te amar hei
não se comprova
que amor é vida
ida - sem volta

dúvida, amado ?
fiz o que pude :
abracabraço-te
por vias crucis.

Emily Dickinson




tela - toulouse-lautrec

L'amour ça sert à quoi ?


Quando você for se embora
moça branca como a neve,
me leve.

Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.

Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.

E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,

me leve no esquecimento.



cantiga para não morrer - Ferreira Gullar

imagem - Tamara de Lempicka





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Não me procures ali

onde os vivos visitam
os chamados mortos.
Procura-me
dentro das grandes águas
nas praças
num fogo coração
entre cavalos, cães,
nos arrozais, no arroio
Ou junto aos pássaros
ou espelhada
num outro alguém,
subindo um duro caminho.

Pedra, semente, sal
passos da vida.
Procura-me ali.
Viva.


HILDA HILST

Monday, July 18, 2011

Tem um pássaro cantando dentro de mim





SONDAS DA NASA




Pássaros de aço

no firmamento

acordam estrelas

com seu voo

carente

Bárbara Lia
Tem um pássaro cantando dentro de mim



Sunday, July 17, 2011

Identidade Bárbara

Quando comecei a ouvir a palavra Globalização eu pensei na utopia de uma menina que sonhava um mundo sem linhas nos mapas. Com o passar dos anos virei uma incrédula. Viver é puxar uma pequena mangueira da beleza e respirar um milímetro de ar por dia. A mangueira da beleza guarda a alma dos últimos sonhadores. O ideal pululando ao redor, os jovens que ousaram bravamente morrer para fazer História. A Poesia que escorria pelo Viaduto do Chá no Sermão do Viaduto do Álvaro Alves de Faria:

Tenho quarenta cruzeiros
e quero beber uma estrela.

*
Estou aqui, amigos, estou aqui:

e amo entre os escombros.


No tempo em que os jovens bebiam estrelas e não Coca-Cola, que rasgavam o peito para mostrar um coração pulsante. Nada é mais brega que a "perfeição" dos dias de  hoje. Todo mundo tão fofinho que enjoa. Tão corretos e tão cheios de ótimas intenções. A Internet uma fotografia que cada qual vai retocando como quer para ser alguém que deve ser aceito. Não ser aceito é o suicídio da década. Acostumada a ser suicidada eu vez ou outra penso - O que ainda faço por aqui? Fico por conta de algumas pessoas que existem e possuem uma Identidade. Encontrei várias neste caminho da Poesia. Colocando na balança: Posso dialogar com pessoas únicas, isto vale TODO O RESTO. Saudades do tempo em que existiam apenas pessoas humanas caminhando em busca de algo.
Nunca fui à FLIP e nem sei se algum dia vou para lá - fazer turismo - como dizia o grande Roberto Piva. Neste ano penso que perdi algo que pela primeira vez me tocaria em humanidade na FLIP - o Valter Hugo Mãe. A primeira pessoa que me falou dele foi minha amiga Luciane Heleno. E ainda não li Valter Hugo Mãe, quero ler, é claro. Quero ler tantos novos autores e não consigo, quem sabe até ficar mais velha eu possa ler e escrever as coisas sonhadas. Assisti ao vídeo do encerramento da mesa _ Pontos de fuga_ e a leitura que ele fez em homenagem ao Brasil. Então eu pensei nesta palavra quase sepultada - Identidade. Busco manter a identidade Bárbara. E a leitura dele é apenas isto... Um Ponto de Fuga para um lugar onde cada qual se reconheça. Em alguns dias, enleada pela loucura da modernidade, das falas e dos muitos e-mails me convocando para tantos lugares (que nada tem a ver comigo) eu me perco de mim. Esta parada é para pensar nisto, no desejo de ser quem ainda busca respirar o último ar do tempo em que o coletivo era outra coisa. O coletivo era um país encarcerado, crianças morrendo na África, pessoas a nos chamar em algum lugar acenando com mãos verdadeiras. Ainda existem mazelas no mundo, mas, estão todos muito ocupados em retocar sua própria imagem que aparece para o mundo inteiro. O mundo anda muito fake.
O escritor diz que quer ser pai e que ama o Brasil. Ele acha as brasileiras bonitas, e somos. Ele é apaixonante e se eu não estivesse fechada em conchas até o fim dos séculos, me apaixonaria por ele, teria trinta anos e faríamos o filho que ele sonha. Ia ser uma menina luso-brasileira sapeca, poeta e bailarina. EU acho. Brincadeiras à parte, ele simplesmente colocou na mesa um coração sensível, com verdade e memória que é a matéria de todo bom escritor. Com desejos saltando à flor da pele, com humor que é sempre necessário. Todos choram e nem percebem que ele apenas deixou aflorar a sensibilidade. Apenas isto. Ser sensível é proibido e cada qual vai colocando uma capa acima da pele e do olhar para ninguém notar que o é. Lembra Admirável Mundo Novo do Huxley. Afinal, não está tão longe assim do coração ser apenas uma máquina. E o Valter Hugo Mãe apenas veio lembrar que ainda há tempo de ser UNO ainda que vivendo nesta aldeia global, chata e arrogante, mas, com pequenos tubos de belezas pendurados pelo ar.




O vídeo da FLIP

http://www.youtube.com/user/flipfestaliteraria?gl=BR&hl=pt

Friday, July 15, 2011

Sylvia Plath

Canção de Amor da Jovem Louca


                   tradução de Maria Luíza Nogueira






Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro
Ergo as pálpebras e tudo volta a renascer
(Acho que te criei no interior da minha mente)

Saem valsando as estrelas, vermelhas e azuis,
Entra a galope a arbitrária escuridão:
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.

Enfeitiçaste-me, em sonhos, para a cama,
Cantaste-me para a loucura; beijaste-me para a insanidade.
(Acho que te criei no interior de minha mente)

Tomba Deus das alturas; abranda-se o fogo do inferno:
Retiram-se os serafins e os homens de Satã:
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.

Imaginei que voltarias como prometeste
Envelheço, porém, e esqueço-me do teu nome.
(Acho que te criei no interior de minha mente)

Deveria, em teu lugar, ter amado um falcão
Pelo menos, com a primavera, retornam com estrondo
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro:
(Acho que te criei no interior de minha mente.)

 
SYLVIA PLATH

Wednesday, July 13, 2011

A Presença da Mulher na Literatura Brasileira - Rubens Jardim


No Portal Literal texto do poeta Rubens Jardim sobre a Presença da Mulher na Literatura Brasileira:

"Sem a pretensão de desenvolver uma avaliação desse panorama, utilizo este espaço para prestar uma homenagem às mulheres. Mais especificamente: às mulheres escritoras. Ou mais especificamente ainda: às mulheres escritoras de poemas. Afinal, por incrível que pareça, existe uma nítida predominância em nossa literatura de escritoras que se dedicaram à prosa, notadamente ao romance"

O texto completo neste link:

http://www.literal.com.br/artigos/a-presenca-da-mulher-na-literatura-brasileira

Monday, July 11, 2011

Malditos Cartunistas





Localização Paço da Liberdade SESC Paraná
Sessão do filme Malditos Cartunistas, ainda inédito em Curitiba, na Gibicon!!
Sexta 15/07 as 17h30
Após a sessão, bate-papo com o diretor Daniel Juca.
ENTRADA FRANCA

casa do sol

pátio da casa do sol onde viveu Hilda Hilst


Acordei com desejo de visitar a Casa do Sol. Pisar o mesmo chão e sentir a vibração da poesia emanada pela poeta mais amada. A cor que ela mais amava lembra sangue, sangue lembra vida. Um arco-íris vai clareando dentro de mim: damasco, âmbar, nacar, pêssego, pérola...  
As cores sempre tocaram minha alma como mão que tange um violino gitano. O poeta Michel Sleiman escreveu esta poesia quando leu meu livro - A última chuva:


Cores



um azul todo água
verde mate à tarde
laranja abóbada
amarelo bandeira
ocre telhado
branco toalha
marrom preta amada
vermelho


cores de almodóvar em voz de adriana
outras de bárbara lia
pastel vibrado nas cordas


fluido de miragens
a ex-surgir paragens


sonha: o homem é aquarela
pinta: arco-íris da concórdia
em vaso
de flor
ou sanitário


e entre as frestas da veneziana
ar menestrel
o dia

Michel Sleiman

Sunday, July 10, 2011

Código Coletivo - 15 a 25/07/2011 - Castelinho do Alto da Bronze - Rua Vasco Alves, 432 - Centro Histórico Porto Alegre


O texto abaixo copiei do blog - A gata por um fio - da poeta de Porto Alegre - Sandra Santos:



CODIGO COLETIVO: projeção de poemas em QR CODE, no Castelinho do Alto da Bronze, Centro Histórico de Porto Alegre. Instalação de Sandra Santos, parceria CIDADE POEMA, Laís Chaffe.

Poetas que participam da exposição:
Ademir Antonio Bacca - Ademir Assunção - Ademir Demarchi - Alberto Al-Chaer -Alexandre Brito -
Allan Vidigal - Alma Welt - Alvaro Posselt - Ana Melo - Andrea Del Fuego -Andreia Laimer -
Antonio Carlos Secchin - Armindo Trevisan - Astier Basilio - Augusto Bier - Barbara Lia - Barreto Poeta - Carlos Seabra - Celso Santana - Claudio Daniel - Cristina Desouza - Cristina Macedo - Diego Grando - Diego Petrarca - Dilan Camargo - E. M. De Melo e Castro - Edson Cruz - Eduardo Tornaghi - Elson Fróes - Estrela Ruiz Leminski - Fabio Bruggmann - Fabio Godoh - Fabricio Carpinejar - Floriano Martins - Frank Jorge - Frederico Barbosa - Gilberto Wallace Battilana - Glauco Mattoso - Gustavo Dourado - Hugo Pontes - Igor Fagundes - Isabel Alamar - Jacqeline Aisenman - Jiddu Saldanha - José Aluisio Bahia - José Antônio Silva - José Inácio Vieira de Melo - José Geraldo Neres - Juliana Meira - Jurema Barreto de Sousa - Laís Chaffe - Lau Siqueira - Leo Lobos - Leonardo Brasiliense - Liana Timm - Lucia Santos - Luis Serguilha - Luis Turiba - Luiz de Miranda - Mano Melo - Marcelo Ariel - Marcelo Moraes Caetano - Marcelo Soriano - Marcelo Spalding - Marcílio Medeiros - Marco Celso Ruffel Viola - Mario Pirata - Marko Andrade - Muryel de Zoppa - Nei Duclós - Nicolas Behr - Nydia Bonetti -Orlando Bona Fº - Paco Cac - Paula Taitelbaum - Paulo de Toledo - Paulo Henrique Frias - Paulo Prates Jr - Pedro Stiehl -
Regina Mello - Renato de Mattos Motta - Ricardo Mainieri - Ricardo Portugal - Ricardo Pozzo - Ricardo Silvestrin - Rodrigo Garcia Lopes - Rogerio Santos - Romério Rômulo -Ronaldo Werneck - Sandra Santos - Sidnei Schneider - Silas Correa Leite - Suzanna Busatto - Talis Andrade - Tchello de Barros -  Telma Scherer - Tulio Henrique Pereira -Valeria Tarelho - Wasil Sacharuk -Wender Montenegro - Wilmar Silva

meus agradecimentos a todos os poetas!


Sobre QR CODE : Foi desenvolvido em 1994 pela empresa japonesa Denso-Wave, para identificação de peças de automóveis. Trata-se de um código de barras 2D que pode armazenar caracteres numéricos, alfa-numéricos, binários, kanji (alfabeto japonês). Os dados podem ser acessados, decodificados, através de dispositivos móveis equipados com câmaras e com um leitor QR compatível. Desta forma é possível ler um trecho de texto, uma mensagem sms ou ser redirecionado por um link a um site de conteúdo publicado na web, como este aqui

Para seu celular ler codigo QR, instale o programa. Muitos celulares são compatíveis com o KaywaReader (gratuito). Uma dica: ao baixar o aplicativo java, instale primeiro o arquivo KaywaReader.jad, para não dar error. Após instalar, acesse o ícone do aplicativo, aproxime o celular da imagem, dé ok e verifique se começa o escaneamento da imagem pelo programa(duas linhas, uma linha vertical e outra horizontal, se movimentando na tela), se depois disso acusar mensagem de “error”, tente encontrar o ângulo correto para fotografar.
Celulares iPhone podem instalar o aplicativo Qrafter na própria App Store da Apple. Há outros programas na web, como o Bee Tagg, I-nigma, ou Barcode Reader. Verifique sempre a compatibildade com seu modelo de celular.
Caso não queira decifrar um código encontrado na internete, sem o celular, isso tanmbém é possível, enviando o arquivo de imagem neste site aqui.

Thursday, July 07, 2011

Quinta Poética - Casa das Rosas









Julio e Débora D'zambê - Sansakroma, José Geraldo Neres, Maiara Gouveia (São Paulo – SP), Gracco Oliveira (Diadema – SP) e eu - 38ª Quinta Poética, Casa das Rosas dia 30 de Junho.

Tuesday, July 05, 2011





“A dor é mais visível na primavera”








O olho doente

Da Primavera

Segue-me



Estende tapetes

De flores

Venenosas



Viro à direita

Sigo a trilha de pedras

Áridas escarpas



Vivi o necessário

Para ver a maldade

Que floresce



Esta dor espalhada ao meu redor

Pelos tolos que se escondem

Atrás da frívola Primavera


Bárbara Lia
A flor dentro da árvore

Saturday, July 02, 2011

Rodrigo

O texto (link abaixo) do José Aloise Bahia, publicado no Site Cronópios, a lembrar os dois anos da morte do Rodrigo de Souza Leão.
Morrer deve ser o mergulho no ventre de um poema perfeito. Espero que assim seja. Aquele momento em que alma recebe um vento de beleza tão perfeito que de nada mais necessita. Anseio este ar perfeito e espero que não demore a minha hora de cair fora deste mundo patético.

http://www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id=5084






"Eu ando pelas ruas da cidade escura. Pela noite de beleza absurda. De estrelas que iluminam meus olhos. Ando sem esperança, mas como um velho de oitenta anos pode ter algum tipo de alívio? Esperar o quê? A morte. Não tenho medo de morrer. Se eu soubesse que morto ia poder voar pelo espaço sideral e abraçar meu filho, eu me matava. Mas não tenho certeza e tenho medo do vale dos suicidas. O que é uma vida? O que são todas as vidas? Todos os caminhos levam à morte. Na verdade, ela é o único grande mistério e o que fez o homem inventar Deus."

Me roubaram uns dias contados - Rodrigo de Souza Leão - Ed. Record - pg. 227

meninos, pipas, pássaros, poesia...

"Os meninos empinavam pipas;

eu, pássaros"
(os meninos e eu - Bárbara Lia)


Pipas perdidas
viram lâmpadas
no paraíso
Bárbara Lia



CALVINISTA


Esses
meninos
empinando pipa
são mesmo crianças
se divertindo
ou teólogos
tentando
pescar o céu?

Gracco Oliveira
Refém das idéias
Editora Celta/2009



Monday, June 27, 2011

Sampa dia 30/06

QUINTA POÉTICA – 38ª edição – 30 de junho de 2011

Governo de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura e Escrituras Editora convidam para a QUINTA POÉTICA – 38a edição – 30 de junho de 2011, a partir das 19h – na Casa das Rosas (evento gratuito).
Com os poetas convidados:
Bárbara Lia (Curitiba - PR), Gracco Oliveira (Diadema - SP) e Maiara Gouveia (São Paulo – SP).
Participação especial de Sansakroma - Julio e Débora D'Zambê (Contos e Mitos Africanos)
Curadoria: José Geraldo Neres

Mensalmente, a Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura abre suas portas para a Quinta Poética, um grande encontro dos amantes da boa poesia, com a presença de poetas consagrados e novos talentos, que têm a oportunidade de apresentar seu trabalho. Intervenções artísticas das mais diferentes expressões, como dança, música, artes plásticas, cultura popular, envolvem a leitura dos poemas. Grandes nomes da poesia já estiveram presentes nesses encontros, que são promovidos pela Escrituras Editora e a Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.



Os poetas:



Bárbara Lia nasceu em Assaí, norte do Paraná. Publicou os livros: O sorriso de Leonardo (2.004), O sal das rosas (Poesia, Lumme editor – 2.007), A última chuva (Poesia, ME – MG – 2.007), Solidão Calcinada (Romance, Secretaria da Cultura / Imprensa Oficial do Paraná - 2008), Constelação de Ossos (Romance, Vidráguas/2010), Tem um pássado cantando dentro de mim (Poesia – 2011). Por duas vezes finalista Prêmio SESC de Literatura. Menção Honrosa no Conc. Nacional de Contos Newton Sampaio/2009. Conc. Nacional de Poesias Helena Kolody – SEEC – PR 2007. Premiada no Concurso de Contos Grotescos – Prêmio Edgar Alan Poe/2009. Prêmio Ufes Literatura/2009. Faz parte do livro de entrevistas O que é poesia? (Ed. Confraria do Vento), organizada por Edson Cruz.



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Maiara Gouveia de São Paulo, Capital escritora, publicou artigos, ensaios e poemas em alguns países da América Latina e também em Portugal e nos Estados Unidos. Participou de inúmeros eventos literários, oficinas, e integrou a organização da FLAP – Festival Literário Internacional. Em 2006, foi finalista do Prêmio Nascente com o livro de poemas O Silêncio Encantado. A obra inaugural sofreu alterações e hoje se chama Pleno Deserto (Nephelibata: 2009). Dos livros à espera de publicação, menciona Antes que se rompa o fio de prata, disponível para download.




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Gracco Oliveira é de Diadema, SP. Publicou “Refém das Ideias” em edição independente. Músico. Blog: eunaoleria.wordpress.com



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Sansakroma - Julio e Débora D'Zambê (Contos e Mitos Africanos) Formados em Artes Plásticas na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Estudaram música e se tornaram professores de arte. Iniciaram o projeto cultural "Sansakroma", escrevendo, ilustrando, cantando e contando histórias para quem quisesse ouvir, pelo Brasil afora e em muitos outros países. Site: http://www.sansakroma.com/
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Curador da Quinta Poética:

José Geraldo Neres. Poeta, ficcionista e roteirista. Publicou: Outros Silêncios, Prêmio ProAC - 2008, (Escrituras Editora, poesia, 2009 - bolsista da Fundação Biblioteca Nacional em 2007/2008), e Pássaros de papel (Dulcinéia Catadora, poesia, SP, 2007). O livro Olhos de Barro recebeu menção especial no 3º Prêmio Gov. de Minas Gerais de Literatura (ficção - 2010). Blog: http://neres-outrossilencios.blogspot.com/

La nave va...

Não há mais céu - Poesia - Bárbara Lia

NÃO HÁ MAIS CÉU Não há dança que possa Salvar o mundo Do apocalipse Em conta-gotas Posso tocar A angústia das flores Em seu último suspiro A...