Wednesday, December 06, 2006

2.006 - UM ANO INFINITO

Vez por outra eu pensava postar apenas isto...
Este blog se desintegrará em dez segundos.
Este é o meu ano infinito. Posso viver cem anos e não terei vivido dois mil e seis, ainda o viverei pelos dias que virão e pela poesia que será escrita. Em uma alucinada rota, caiu sobre meus ombros um ano invencível, fui vencida por este ano infinito - oito.
No ano infinito a felicidade veio colada às lâminas, e não pude separá-las, era tão ansiada a felicidade que abençôo as feridas.
Paro um segundo, a tempestade lá fora, e a leve passagem pelas horas já sepultadas e vivas ainda, como bulbos da flor mais linda, nas mãos, sangradas, e dentro, sabe-se que há a flor divina, plena, viva, pulsando dentro da terra estranha, escura, pulsando no caule rijo, a flor - inesquecível... Eu vivo. E de tanto viver, ronda-me a morte e as despedidas... No entanto, eu descobri neste ano infinito, a impotência plena e a fagulha da potência divina, que resume o ser. Sou.
O meu livro 'O Sal das Rosas" - ouro e negro - está aí, mas, não será lançado neste ano. Tudo flui para festas e a gente dá uma trégua... Não vou desintegrar meu blog, nem nada. Mas, vou tirar férias e deixar para as dez - ou menos - pessoas que lêem este blog, o itinerário meu, em 2.006, o ano infinito...