Wednesday, June 06, 2007

TÁ CHOVENDO NA ROSEIRA















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Lançamento - A última chuva (ME ed. alternativas - MG)
Bartêlie - 11 de maio - Rio de Janeiro
Eu e Clauky Saba fazendo pose.
















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10 de Maio

Recital de Poesia dos poetas que fazem parte do jornal
- Café Literário -- Rua Oscar Freire.
Cecília lendo - A última chuva - ela estuda canto lírico.





















Ancorada na parede ao lado da atriz Bia Fusko, como
disse a Camaleoa - efeitos do vinho.





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A poeta colombiana Catalina, o poeta Celso de Alencar,
Camaleoa (em pé) dormindo de tanto vinho, e Jocely
- foto do Rio - Gustavo Saba. fotos de Sampa - Eduardo Barrox
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O editor Francisco dos Santos contou-me da boa recepção do livro "O sal das rosas", por parte de alguns autores que fazem parte do Universo da LUMME. Viva! Rebecca Loise comentou outro dia a sua impressão positiva sobre o livro - a poesia, o formato, a leveza. Além dela o Frei Betto que sempre me dá retorno quando mando poesias e textos para ele, os poemas que ele "gostou especialmente" foram - Kamikazes, Tangência de ferros nos trilhos, Deus no orvalho... Quando lancei "O sal das rosas" pude registrar o lançamento, e o recital foi amplamente fotografado pelo Elisandro Dalcin. Dos lançamentos e recitais que fiz em Sampa e Rio, recebi algumas fotos da Clauky Saba e da Camaleoa, mas, aqui em Curitiba, a máquina pifou e não registrei nossa festa (minha do Márcio Claudino e Rodrigo Madeira) lá no Porão do Wonka, uma pena! Vou em busca de imagens do evento, e hoje estou cheia de orvalho, sonhei com galhos de rosas quase-abertas, lindas, vermelhas, tantas... Diante do prédio e das rosas eu falava com o amor do passado, o poeta da praia com areia escura, onde se refletiam as nuvens, falava com ele ao celular, mas, ao mesmo tempo estava diante dele, e do meu prédio e das rosas. Acordei com uma leveza de nuvem costurada, com uma leveza de que no sonho é possível reunir as almas estranhadas, de que o sorriso dele era real como quando atravessamos um outono em silêncio cinza partilhado. Hoje estou verborrágica, e com a poesia _O sal das rosas_ e com tantas e tantas imagens e palcos e gente linda que conheci nas andanças, e amores lindos destrançados, como se os cabelos da saudade nunca mais pudessem se unir amalgamados para atar no final um laço de nuvem, da cor daquelas nuvens que me seguiram naquela viagem - rosas pálidas embebidas na luz do sol.
























ilustração - Brenda Santos

O SAL DAS ROSAS


Leito de um rio de sal.
Cresce em mim
o desnecessário.


Apodreço em rosas.
Rio sem foz.
Lua duplo espelho
no coração das águas.


Lembranças,
esperanças
naufragam abraçadas
no involuntário rio
onde acordo.
Bárbara Lia
- O sal das rosas (Lumme editor-2.007)