Thursday, December 27, 2007

NO CAMINHO COM MÁRCIO CLAUDINO






1. O poeta nasce poeta?


Essa é uma questão de duas faces, simples e complexa ao mesmo tempo. Eu gosto de pensá-la a partir de uma dicotomia entre a essência e a linguagem... nesse sentido eu acredito que existem poetas que nascem poetas e poetas que se fazem poetas, tendo essa essência latente ou não.
Por essência entendo algo que nasce com o poeta, uma qualidade nata do espírito, no poeta (é como o ponto de partida, o que alguns chamam de “talento” ou “dom”).
Por linguagem entendo aquilo que é adquirido ao longo do tempo, os recursos técnico-formais. As ferramentas concernentes ao uso da língua e a aquisição desses recursos fazem parte do aprimoramento do poeta; é a leitura, o estudo, a experiência da arte, a aplicação de um conhecimento de tudo o que envolve a experiência poética, desde as formas tradicionais até as formas de seu tempo. Assim, o poeta descobre os usos da língua e desenvolve habilidades de artesania pela utilização correta e variada das formas.
Mas a aplicação dessas técnicas é vazia se não existir em sua base o espírito essencial. Afinal, da essência brota a sensibilidade; a essência é o coração do poema e a linguagem é a sua consciência; a essência humaniza o poema, a linguagem o participa; há poetas que “se fazem”, “se tornam” poetas através da linguagem, porém só os nascidos com esse “dom”, esse signo, esse vírus, nascem poetas.
O poeta da essência é o “ser” a condição de poeta; o poeta da linguagem “está” na condição de poeta; mas se alguém pode “se condicionar” como poeta pelo uso refinado da linguagem e da forma, e disso resultar uma poesia pretensiosa e vazia, também o poeta que fica apenas na essência e não se aprimora na aquisição de linguagem, estaciona; como pretender transmitir de maneira bela por meio de lugares-comuns, imagens desgastadas, palavras literais? Por mais que a condição nata de poeta lhe seja peculiar ele esbarrará na falta de recursos que permitem que a sua criatividade seja ampliada. É a velha máxima de que “não é o que se diz, é como se diz”. Nesse sentido, “A POESIA É A FORMALIZAÇÃO DE UM SENTIMENTO; A QUESTÃO É FORMULAR ESSE SENTIMENTO DA MELHOR MANEIRA POSSÍVEL, A MAIS BELA”.
Qual é a resposta, qual é o melhor caminho a seguir então? A consonância das duas frentes. Juntar as partes, deixar que corram paralelas. Não deixar a essência morrer, renová-la com o processo da linguagem, do estudo; a essência abre o caminho para a linguagem, pois ela está ali, desde sempre, ainda que a poesia, às vezes pelo caminho inverso, seja “descoberta” através da linguagem, do estudo (o que considero mais raro); acredito que o poema se realiza plenamente quando é fruto do encontro da essência com a linguagem, quando no poeta se harmonizam o espírito apolíneo, o artífice, com o princípio da ess~encia, do gênio, o visionário, aquele do melhor devaneio, das zonas turbulentas do ser, do sonho e da vida.
Ou, dizendo isto de modo mais simples: quando se percebe na composição de um poema o trabalho lapidar que o poeta fez, o domínio da técnica aliada a um dizer intenso, vibrante, que toca o leitor na mente e no coração. A ausência de linguagem em um poeta de essência implica que o poeta possa VER as imagens autênticas, mas não saiba compô-las e expressá-las, projetando-as no papel; por outro lado, a ausência de essência num poeta mais inclinado à linguagem implica que o poeta seja menos privilegiado da visão de imagens originais e belas, mas consiga compor algo similar, artificial, que resultará, muitas vezes, em algo hermético ou em uma poesia “do acaso”, isto é, errática, que de repente acerta em um ou outro sentido por mera combinação de palavras, sem origem, sem um coração ou motor primário.
O risco para a poesia é que este poeta da linguagem ao servir-se desses recursos obstaculize o acesso à própria essência da poesia, á sua verdade, recobrindo em camadas de linguagem o núcleo essencial, fazendo com que a poesia perca a sua força vitalizadora, pelo mero encanto com sons, ritmos, experimentações lingüísticas e formais que configuram um produto tão hermeticamente construído pelo intelecto que esconde o que a poesia deve ter de regenerador.



2. Descobrindo seus pares (influências, feira do poeta, início...)


A poesia sempre me viveu como um conteúdo latente e isso eu descubro quando me remeto às impressões da infância, aos cantos escuros em que eu costumava me esconder para brincar, para cantar ou para chorar; então ela sempre existiu nas canções, nos filmes, nas pessoas, nos seres, na natureza, nos fatos e nas coisas. Quando eu era criança fazia versos de improviso para as tias em reuniões familiares de domingo. Essas primeiras manifestações poéticas pueris desapareceram completamente na adolescência, um período muito estranho da minha vida em que me sentia inapto para tudo, deslocado de tudo, sem saber como ser ou estar; isso fez com que eu me afastasse de tudo e de todos, me isolando; parei de estudar e me fechei completamente, morei em uma chácara; fazia pequenos serviços rurais como canteiros de hortaliças; conversava e convivia com pessoas muito simples, colonos da região; pescava e caçava; perto do lugar onde costumava pescar tem uma pequena igreja no alto de uma colina onde quando não estava a fim de nada eu ficava meditando; depois a poesia voltou com muita força a partir dos meus 20 anos, na década de 90; daí as primeira formas, os primeiros ensaios, as primeiras imitações do que eu achava que era poesia; surgiram os primeiros contatos com a cena local da poesia, as primeiras impressões do que é considerado cânone e a tradição e o frescor da poesia produzida nas últimas décadas, principalmente anos 70 e 80. Em 93 comecei a freqüentar a Feira do Poeta de Curitiba, da FCC, onde participei de algumas oficinas literárias e conheci o Adriano Smaniotto. Formamos um grupo de poetas, o Intervenção, do qual participavam minha irmã Patrícia “Pagu” Claudino, o Fernando Koproski, a Alessandra Kalko, o Diogo “corpo” Marques, a Tatiana Robaina e mais tarde o David Nadalini. Nos organizávamos por ali na feira, em torno do Marcos Sabóia e do Palito. O Marcos foi uma figura muito importante para nós na época, tipo assim um guru. O palito fez os primeiros livros do Adriano, do Fernando e do David. Poesia é da ordem xamânica. Conheci o poeta Rollo de Resende e apesar de nossos contatos rápidos ele foi um poeta que me influenciou pela carga vital de seus poemas e de sua própria condição de “ser” poeta nos gestos e atitudes. Também nessa época comecei a me corresponder intensamente com uma escritora e maga poderosa de São José dos Campos, a Josefina Neves Mello, que significou muito para mim, humana e literariamente. Uma coisa que eu prezo muito são as referências, a autenticidade das coisas. Eu não esqueço. Borges disse em sua última entrevista que os escritores são embusteiros (no sentido do fingir, da fabricação). Acredito que o fingimento é montado em cima de algo muito caro, muito autêntico ao escritor/poeta, o que lhe confere dignidade e verdade. Com o tempo você acaba vendo o que é verdadeiro, que o que vale mesmo “é isso que a gente é”, como costuma dizer o Adriano. Para mim, alguns escritores autênticos são Guimarães Rosa e Manoel de Barros, Henry Miller, Fante, Bukowsky, Hermann Hesse... porque promovem associações entre vida e arte; a gente vive a poesia. Algumas influências marcam para sempre. Seja pelo momento em que se deram, ou pelo impacto que causou o seu apêgo, fazem você sentir mais, ruminar a literatura, sonhar, manter-se vivo um pouco mais. O jogo entre vida e arte é um processo de atração e repulsão, as duas frentes são associáveis porém independentes também. Dos anos 90 para cá o meu percurso é o percurso de alguém que anda sem pressa e se distrai sempre no meio do caminho, o que causa algumas perdas e ganhos que resultam, é claro, em poesia. Foi assim que a poesia me levou a lugares que eu não poderia imaginar que realmente iria estar; alguns, de puro desolo moral, emocional; outros, gratificantes, abundantes;, ricos e inesquecíveis; não caberia aqui falar sobre isso; é o que chamo de experiência vital e que os beats tinham e que a meu modo eu tive; posso dizer que houve um trânsito pela marginalidade, sim, pelos baixos mundos e também por um circuito que podemos provisoriamente chamar de “pequeno burguês”, com suas cortesias, seu lado bon vivant, seus prazeres e suas angústias; por essa época experimentei o amor conjugal. E foi um aprendizado, um plano diferente, bom e doloroso ao mesmo tempo. Depois, aos 33 como Miller e Rimbaud eu vivi a minha “crucificação encarnada”, a via dolorosa da paixão; desse relacionamento de seis anos brotou uma fonte muito profícua de temas para poesia e ficção; hoje, quatro anos depois, sinto que isto tudo ainda está se desenvolvendo, o processo é sempre a posteriori. Para mim essa foi a experiência amorosa e vital mais importante. É a primeira vez que falo abertamente disso, mas essa experiência está no que escrevo, embutido, ainda que retrabalhado no plano lírico, onírico.

3. Fante, Bukowski, Miller, quem mais o terremotou?


Fante é singelo, terno, divertido. Miller é vital, apaixonante, profundamente humano, não te esconde nada do que é mais vil, baixo. Bukowski é a malandragem, a marginalia, rispidez, dureza. Para mim Miller veio primeiro, indicado pela Josie, depois fante e Buk quase simultaneamente, daqueles encontros que não são por acaso que a gente se defronta em uma livraria. Pergunte ao Pó, do Fante apareceu num momento crucial da minha vida em que muito se decidia. Li na praia, nesse momento de transição, no verão de 2003.
Mas acho que Miller é um escritor mais completo que Fante e Bukowski, multifacetado; ele transita por universos literários aparentemente mais complexos, estonteantes; seu narrador não é só o marginal como em Buk. Há uma preocupação maior com alinguagem. Li primeiro Trópico de Câncer, depois a trilogia Sexus, Plexus, Nexus – A Crucificação Encarnada. Bukowski é mais “fácil” de ler, acessível a qualquer um, alcança até o bebum mais celerado. É mais torrencial, flui melhor e mais diretamente, é mais rasgado. Miller e Fante pedem mais vagar em sua leitura, mas são igualmente transbordantes, não se quer parar de lê-los.

4. as musas e as medusas

Ambas são encantadoras e perigosas, mas podem ser papéis que se invertem, em pessoas e situações, dependendo do momento. Ambas são divinas e humanas demasiadamente. Já tive muitas medusas, hoje acho que diminuíram bastante. Ou aprendi a lidar com elas. Procuro mesmo é pelas musas. Mas não se escreve só com musas. Às vezes é até mais necessário que existam as medusas. O próprio mito (de Perseu) só é possível e tão propalado graças à existência do monstro como oponente. Minhas musas antigas tinham 13 a 17 anos. As medusas antigas mirraram suas cabeças com o tempo e aquelas musas
envelheceram. As musas são para serem encontradas e amadas, as medusas são para serem encontradas e ultrapassadas, vencidas. Algumas musas (que também são medusas) são famosas, da antigüidade à modernidade como a Lésbia, de Catulo; Cíntia, de Propércio; June, de Henry Miller; Camilla Lopez, do personagem Arturo Bandini, do Fante; e a Capitu, de Bentinho/Machado. Nesse sentido, a menina Fabiana é a minha musa mais recente e que me emociona muito ainda, ela que já causou a maior comoção da minha vida. Ela vive na minha memória, nos meus sonhos, no que escrevo. Às vezes ainda me pego rindo alto ou chorando silenciosamente pela lembrança de alguma coisa muito íntima, muito pungente. Às vezes me surpreendo por pensar nela me comover tanto, pela sua existência tão poética me abalar tanto. Ela ainda vive em uma zona de turbulência, me provoca e impele a criar. Mas virou um mito. Eu a sinto como uma presença real, mas não é a pessoa que ela é agora, de carne e osso. É quem ela foi ou eu pensei que foi, para mim. Ela pertence agora a esse mundo da ficção, eu a prefiro assim., nesse plano diáfano, de ternura e doçura, junto com os anjos, os santos e os demônios do afeto, do carinho, do ódio e do amor. Acho que normalmente as coisas são assim: as impressões são colhidas no plano do sujeito real e transpostas para o plano lírico. Eu considero esse plano lírico uma verdade do escritor/poeta, na medida em que pode causar tanto impacto. E ela também escrevia e dizia coisas tão ternas que são pura poesia sem que saiba disso. Então ela é uma fonte, uma verdade, uma essência. Imagino que vai durar muito, talvez para sempre e vai render muitos livros. Imagino que vai demorar para que a literatura venha a suprir essa ausência, essa ruptura que é uma ausência e uma ruptura comigo mesmo quanto a tudo o que foi vivido e acelerou esse processo criativo.


5. Os concursos, sua importância na vida do poeta


Penso que os concursos, programas de seleção e publicação como bolsas e prêmios de literatura são formas válidas de o poeta publicar e obter algum espaço e reconhecimento pelo seu trabalho. Nos concursos em que se participa incógnito, há o elemento surpresa, é uma forma mais democrática de se premiar, muito embora tenha muita importância a perspectiva de quem julga, o que torna o âmbito dos concursos um espaço limitado também, pois as preferências são inevitáveis e a atitude da banca no momento em que se discute a relevância dos trabalhos também é decisiva. É até possível um reconhecimento do trabalho premiado pelo estilo, o que predispõe a uma seleção prévia por afinidades eletivas. Não que haja um demérito nisso, mas fica cada vez mais evidente que os concursos dizem mais sobre quem julga do que sobre quem se submete ao seu crivo. Hoje existe uma profusão de concursos e bolsas e isto é muito bom e producente, já se pode ver nomes consagrados ao lado de novos talentos e existem muitos escritores e poetas bons despontando. Por outro lado, sinto que há uma preponderância acadêmica ou especializada (no bom e no mau sentido) na orientação de quem elege e contempla a literatura hoje. Aqui no Paraná e mais localizadamente em Curitiba, os concursos revelaram muita gente boa. Acredito que isso seja sintoma de uma produção bastante diversificada e significante. A poesia curitibana é sui generis, na minha opinião. Tem uma pegada e jeito próprios e é bem interessante investigar o que predispõe esta poesia, se há um perfil tipológico, psicológico, fenomenológico, histórico, social, climático, etc. são muitos os enfoques e abordagens possíveis. Tivemos por aqui, no início do século a passagem do movimento simbolista representado por poetas como Dario Velozo e Emiliano perneta; a cidade produziu (e foi produzida) por um Paulo Leminski, acha pouco? E tivemos e temos ainda muitos outros nomes, Dalton, Kolody, Cristóvão tezza, Rollo de Resende que pouca gente conheceu... alguns desses autores passaram pelo crivo de concursos. É o caso do Dalton, no Prêmio Paraná de contos e do Rollo no Helena Kolody de poesia, ambos da SEC. Para mim a experiência dos concursos foi muito importante. Eu pensava a composição de poemas em termos “antológicos” e isso me fez experimentar as formas e exigir mais da formulação de um poema, não sendo apenas o que se escreve num dado momento de inspiração. Fiz desde poemas epigramáticos, hai-cais, tankas até aos sonetos e poemas mais discursivos. Experimentei um estilo “sátiro” de fazer poesia e um estilo melancólico; um estilo solto e um estilo rebuscado; um estilo erótico e um estilo elevado; tudo isso para buscar uma voz, uma unidade. Um livro precisa de uma unidade e é diferente o que você vai sentir ao pegar um poema integrado dentro de um livro do autor, que pode ser mais fruto de uma experiência poética de expressão pessoal e humana, do que você vai sentir quando pegar um poema para julgar num concurso, quando a análise se baseia em critérios e não somente em gosto pessoal ou no poema ter tocado você. Nesse momento de avaliação o que se procura é um certo “padrão de qualidade”, olhado em uma perspectiva especial. Num outro momento, você descobre a leitura de um poema encantador, que você de repente não colocaria em uma antologia ou não premiaria, e é capaz de lhe tocar profundamente, mas a sua forma ou a sua “qualidade” na situação do concurso não o levaria ao primeiro lugar. Fora dali você o veria com outros olhos. Talvez por isso mesmo grandes autores que não participam de concursos não ganhariam esses mesmos prêmios se participassem. Por exemplo, um poema do Arnaldo Antunes, na imensa maioria dos concursos, dependeria de uma comissão julgadora afinada com a sua perspectiva poética, o que na maioria das vezes não acontece. Guimarães Rosa e Fernando Pessoa já foram segundos-lugares em concursos e de seus vencedores não se ouve falar. Um dia, na Feira do Poeta, folheava uma antologia com vários felizes zés e joões nos primeiros lugares e menções honrosas e lá estava, para minha surpresa, o Leminski, entre dezenas de classificados. Talvez, para ganhar, aquele poema dele não fosse da perspectiva “antológica” que se quer nos concursos. Então o concurso é um formato, também digno e importante em uma determinada perspectiva e contexto, mas dependente, parcial.



6. O sátiro se retirou para um canto escuro e chorou

O sátiro se retirou para um canto escuro e chorou é meu primeiro livro, depois de muitas participações em antologias. Reúne poemas escritos entre 1993 e 2007, passando por vários formatos até ficar com a cara que ficou. O impulso final para que fosse publicado assim se deve muito à última fase da minha vida, de rupturas e mudanças bruscas. Um período muito difícil pra se falar ainda agora, e no livro isso fica bem marcado pela passagem da noite, principalmente nas duas primeiras partes do livro. Na terceira e última há claridade, esperanças, otimismo, construções e expressões mais distanciadas do eu lírico. Há anjos, abelhas e jardins, elementos diurnos. Há pores-de-sol, como a dizer que a noite foi embora, que ela sempre deve ir, até a última vez. Mas a dor e o veneno foram libados no seu todo. A poesia ali é o antídoto. O poema é o espelho que se mostra à medusa e a imobiliza. A poesia é um caminho pelo qual se busca, se cresce e se alcança. Acender estrelas no escuro. O título pressupõe leituras, é paradoxal. Quem é o sátiro? Um cínico, um personagem dionisíaco ou um ser inadequado, retirante, arisco, um selvagem, condenado ao auto-exílio nas florestas humanas, deformado pelos pés de besta-fera, mas de coração nobre que só sabe andar por veredas, oculto da maldade dos homens... Porque ele mergulha na melancolia? O que faz um sátiro, quando personagem dionisíaco, das farras e da alegria, um ator histriônico num palco iluminado onde se representa o que a vida tem de absurdo e ridículo, um ator que ri dos costumes hipócritas da humanidade, um cínico, um agitador, um crítico arrogante talvez, se esconder para chorar? Para chorar pelo quê ou por quem? Se ele sabe rir também com jovialidade e elegância, porque então tem de se retirar inexplicavelmente para um ostracismo, um anonimato, um exílio? São perguntas que os poemas contidos no livro tentam responder... e depois do sátiro vai vir “O saltimbanco se despede e ri”, que é para vingar tanta tristeza mostrando essas situações e personagens tristes com um fundo de otimismo e um auto de fé.


7. Márcio Claudino por Márcio Claudino


alguém nel mezzo del cammin, que vive a poesia entre musas e medusas. Um homem que já teve das tristezas o tanto que é bom, mas teve também alegrias. Conheceu o amor e a queda. Um homem que hoje tenta a segunda metade do caminho...

MÁRCIO DAVIE CLAUDINO – Nasceu em Curitiba em 15 de agosto de 1.970. Venceu alguns dos mais importantes prêmos literários brasileiros. Formado em Letras pela UFPR. Lançou - O sátiro de retirou para um canto escuro e chorou (Imprensa Oficial do Pr, 2.007)