Saturday, April 12, 2008

FIGO & FIGO



FIGO

Do figo, adivinho suas carnes
que entre os dentes deitam
a doçura ardente
da manhã primeira
da humanidade.

Do figo, adivinho sua seiva,
Seu desmanchar-se em
estriadas nebulosas
quando dissolvido
em morte amorosa.

Do figo, gosto da luz
escondida
atrás da cortina camurça
que enruste
a vítrea forma
da semente:
estrelas diminutas.

Do figo, raro pomo,
quero provar sem pressa
com a vidraça aberta
fazendo inveja à lua.

BÁRBARA LIA
- Figo é uma das minhas frutas favoritas, sai procurando uma imagem de figo e descobri que o Luis Figo combina com esta poesia, e como combina! -