Saturday, April 12, 2008

FIGO & FIGO



Figo

do figo, adivinho suas carnes
que entre os dentes deitam
a doçura ardente
da manhã primeira
da humanidade

do figo, adivinho sua seiva
seu desmanchar-se
estriadas nebulosas
quando dissolvido
em morte amorosa

do figo, gosto da luz escondida
atrás da cortina camurça
que enruste
a vítrea forma
da semente:
estrelas diminutas

do figo, raro pomo
quero provar sem pressa
com a vidraça aberta
fazendo inveja à lua

Bárbara Lia

Figo é uma das minhas frutas favoritas, sai procurando uma imagem de figo e descobri que o Luís Figo combina com esta poesia, e como combina! 

La nave va...

Emily Dickinson - diálogos intermináveis

  140 anos da morte da poeta Emily Dickinson e acabo de criar uma versão ampliada no formato e-book de um dos diálogos maia longos da minha ...