Saturday, May 31, 2008

IL POSTINO

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Número 01. As ondas em Cala di Sotto. Ondas Pequenas.
Número 02. Ondas grandes.
Número 03. O vento nos rochedos.
Número 04. O vento nos arbustos.
Número 05. As redes tristes do meu pai.
Número 06. O sino da Igreja... com o padre.
Número 07. céu estrelado da ilha.
Número 08. Coração de Pablito.

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Mario Ruopollo é um destes personagens que ganham vida real - de carne e alma. Mássimo Troisi encanta e nos encanta quando descobrimos que foi dele a idéia que gestou o filme, a partir do seu encantamento com o livro de Antonio Skármeta. Eu sempre pensava que o filme em Isla Negra ficaria mais fiel ao livro. O carteiro sentado na areia engulindo os telegramas que chegaram de muitos países oferecendo asilo ao poeta (que decidiu permanecer e morrer no Chile). Mas, é um filme que fala de metáforas. E a metáfora de uma ilha pequena, de pessoas tão simples como aquelas que Neruda cantava. De luta, como ele vivia. De poesia de amor que era uma das marcas do poeta.
Massimo Troisi trouxe até sua terra o poeta, enovelou tudo em poesia e construiu uma das mais belas cenas, quando captou a beleza da ilha - de ventos, estrelas e cuore de pablito... e a metáfora tão bem construida pelo carteiro - rede triste de mio padre.