Sunday, April 25, 2010

Paranaue, paranaue, paraná.


Ontem na livraria Letras & Cia conheci jovens poetas e fui surpreendida por uma pergunta que Lais Chaffe está fazendo para seu projeto - cidade poema - Com qual poesia você quer ser lembrado? Nunca penso neste futuro improvável e alheio a mim. Hoje meço a temperatura dos meus poemas pelas publicações que permeiam em blogs, pelas palavras que caem em minha caixa de e-mail, escritas pelos que lêem meus livros e pela recepção do público nas raras leituras quando impera a força que o autor imprime. Qual poema espelha o que sou? Cada qual tem uma mínima fagulha desta poeta. Cada qual tem um - pedaço de mim.
Por conta da programação, vi apenas o final do debate do Luis Serguilha e Ronald Augusto. Uma pena, minha ânsia de ouvir sobre a poesia não se esgota. O lançamento dos livros da Dulcinéia Catadora e um debate com o Cardoso, Cláudia Tajes e Xico Sá, para fechar a noite em clima de festa. Com as discussões de sempre. Mesmo os escritores que chegam mais próximo das - massas - detesto esta palavra, mas, que seja - ou que é lido por leitores não tão enfronhados na Literatura Contemporânea - mesmo eles tem esta paixão pelo livro. Como eu tenho e como vi que não importa o lugar, uma poeta tecendo seus livros com furor e mostrando sua poesia molhada de chuva é, afinal, uma paranaense aqui nos Pampas. E foi este refrão que me acompanhou ontem quando o táxi nos trazia para o hotel. Um refrão dentro do coração a confirmar que sou de um lugar onde a luta vive junto com a dança. Então, não estou na poesia apenas para o grande baile, mas, posso seguir minha luta dançando pelas ruas do mundo, como fazem os livres.