Wednesday, November 09, 2011

Assaí = Amanhecer / Aurora de Algodão


com Rosana e Maria Zélia  -           no palco lendo meus poemas -    no hall de entrada, minha obra exposta


a diretora Edná  na abertura do sarau                                              ouvindo a leitura da minha poesia





Os meninos e as meninas coloriram a noite da poesia, com seus poemas...


1º Sarau Poético do Colégio Estadual Barão do Rio Branco, de Assaí, na noite desta terça-feira, 8.
O evento prestou homenagens aos poetas assaienses Bárbara Lia, Chrystianne Lopes, Francisco Kuya, Ione Maria Kuya, Luiz Sérgio Piornedo, Mattheus Hermanny, Paulo Kuya, Regina Góes, Terezinha Thomaz, Walerian Wrosz e Wanderley Sueiro. Desembarquei na minha cidade natal, que não visitava há décadas para ler poesia, receber homenagens e matar as saudades. Uma alegria inexplicável...







Os alunos que participaram destes projetos do PDE 2011 desenvolvidos pelas Professoras Maria Zélia Bezerra Lopes e Rosana Torquato Galassi. Ao final abraçaram a aura poética, transpirando versos e lendo poesias...
Rosana Torquato Galassi e Maria Zélia Bezerra Lopes

Uma menina de Assaí



Um momento poético: Regina Goes, Professora do Colégio e uma das homenageadas contou-me que conheceu meus pais, em uma visita que eles fizeram aos seus pais. Velhos amigos e esta lembrança do que não vivi. As vidas de nossos pais partilhadas há meio século atrás e uma vontade de recolher as cenas do ontem para matar a saudade...
Meus primos que me acolheram. Francisco Soares Neto, vereador da nossa cidade. Filho do ex-prefeito Lupercio Amaral Soares. Sua esposa Ana Gonsales Soares,  ex-diretora do Colégio Barão do Rio Branco, partilhando esta bela celebração da poesia.



Fotos - I Sarau Poético/Colégio Barão do Rio Branco no Site Assai Online.




Uma menina de Assaí, que de lá saiu com quase quatro anos. A única imagem que tenho da minha infância nesta cidade. Uma menina descalça em uma rua de terra, como quem está deixando um lugar. Um lugar para onde voltou poucas vezes. Volta agora. A poesia na alma, a vida nas dobras do vestido. Um momento de paz, aquela aura branca da infância, como os algodoais. Um lugar para apertar a tecla pause, deixar lá fora todo o odor que exala das horas mornas, dos sacrifícios vãos, dos amores mortos, da vida que escorre bruta, de toda a dor que o pequeno Cadu grita em seu poema, no palco. Sim, existe. Existe este terror. É tarde para os homens, ou talvez ainda não seja. Existe o cansaço da vida escorrendo real, quase sangue que alcança os passos. Mas, é hora de apertar a tecla pause, voltar ao ninho branco. Sorrir e repartir, o pão e a poesia e a realização de um momento. O empenho das mestras, o apoio de toda uma Escola. O apoio que se estende à comunidade que abraçou isto e concordou em permitir que o lado material fosse suprido. A grande festa, os alunos com as camisetas espalhando que existe Poesia no ar, no lugar, no lugar onde eu nasci... E de onde eu saí, assim, esta menina de Assaí...