Sunday, April 03, 2022

Transvê - 08Anos - As Veias Populares da Poesia Brasileira - 14/04 19h30 no Wonka Bar - Curitiba




Coração até acelera... A Poesia vai sair para dançar depois de mais de dois anos sem ir aos palcos, sem ir aos lugares físicos da Poesia.

Grata a Ana Talita Borlicoski pelo chamado.
Participo, com vários poetas, de um projeto nacional que completa 08 anos, chamado - Transvê - As Veias Populares da Poesia Brasileira.
Vai lá!...

"II Intervenção Poética Nacional", Transvê Poesias, tem o intuito de levar poesia gratuitamente para as pessoas, além de reutilizar material e estimular a escrita e a leitura.

Aqui em Curitiba contamos com apoio do Wonka Bar e faremos nossa Intervenção no espaço no dia 14/04 a partir de 19:30.

Participantes:

Ana Talita Borlicoski (@prod_borlicoski)
Sergio Bertovi (@sergiobertovi)
Álvaro Posselt (@alvaroposselt)
Amanda Leal (@amandaleal.art)
Bárbara Lia (@barbaralia8976)
Fernando Lamarão (@fernandolamarao )
India Andrade (@sigovestidadepoesia )
Gabriel (@biel_rayan)
Lucas (@prof_lucas_andreatta)

Tuesday, March 29, 2022

Deserto Particular




Depois de Premiado no Festival de Veneza, de ser escolhido o representante brasileiro no Oscar 2022 e de circular por mais de 30 países ao redor do mundo, DESERTO PARTICULAR estreia na HBO-MAX. Um filme de Aly Muritiba com performances belíssimas de Antonio Saboia e Pedro Fasanaro.


#antoniosaboia
#pedrofasanaro
#alymuritiba



"O longa é protagonizado por Antonio Saboia (“Bacurau”), como Daniel, um policial afastado do trabalho depois de cometer um erro. Ele mora em Curitiba, com um pai doente, de quem cuida com devoção. Taciturno, Daniel fala pouco, e sorri menos ainda,. Seu único motivo de alegria é a misteriosa Sara, uma moça que mora no sertão da Bahia, e com quem se corresponde por aplicativo de celular. O desaparecimento súbito de Sara faz com que Daniel resolva cruzar o país em busca de seu amor".                            (Casa do Cinema Brasileiro).



Quem ainda não viu merece a experiência em carne viva, por isto: sem spoiler.
Um dia escreverei sobre este filme belíssimo, que eu só vi agora. O tempo certo, o dia necessário, a hora mais propícia. É sempre assim. Grata a todos os envolvidos no filme por esta experiência tão bonita. Arte em seu Estado mais Puro. Lindo! Lindo!

Estrelas Sob Escombros - Recital Poético Itinerante






Conheci Ana Superchinsk, ao acaso, em uma tarde no Livraria do Paço e há alguns anos trocamos e-mails e notícias poéticas. Anna é Atriz, Jornalista, Escritora e Graduanda em Letras Espanhol.  Agora ela me conta que participa deste projeto de Annanda Samarine - Estrelas Sob Escombros. Segue o link para que conheçam o projeto. 


Link para a página do Catarse:

https://www.catarse.me/estrelas_sob_escombros_ce30?fbclid=IwAR2D_QVqPGMZh5-hi7WWl8Sr5qltp2cr1uCDzomKUoqvALlfrHwWuXtUONg#about




Monday, March 28, 2022

ESCRITA DE AUTORIA FEMININA NO PARANÁ: A MEMÓRIA DA DOR NA CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE DAS MULHERES NO ROMANCE AS FILHAS DE MANUELA, DE BÁRBARA LIA. - ANDRIELE APARECIDA HEUPA



ANDRIELE APARECIDA HEUPA 

ESCRITA DE AUTORIA FEMININA NO PARANÁ: A MEMÓRIA DA DOR NA CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE DAS MULHERES NO ROMANCE AS FILHAS DE MANUELA, DE BÁRBARA LIA.

Dissertação - Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) - Mestrado

Área de concentração: Interfaces entre Língua e Literatura, na linha de pesquisa: Texto, Memória e Cultura.

link para a dissertação:

tede.unicentro.br:8080/jspui/handle/jspui/1870


Fotografia by Felix Nadar


"As Filhas de Manuela" - Menção Honrosa no Prémio Fundação Eça de Queiroz (Portugal)/ 2015, livro publicado em 2017 (Triunfal - SP), romance objeto de estudo acadêmico. Ao lado dos romances "Solidão Calcinada", "Constelação de Ossos" e da minha Poesia, esta narrativa - que recebeu muitos olhares e palavras desde seu lançamento - agora recebe este olhar que disseca a trajetória de toda descendência da personagem Manuela. 






Sunday, March 13, 2022

Venha comigo conhecer Curitiba! Poesias curitibanas, por 𝑳𝑰𝑳𝑳𝒀 𝑴𝑨𝑮𝑨𝑭𝑳𝑶𝑹🌺



No canal "Poesia em Flor", Lilly Magaflor y Magaflor e seu projeto no mês do aniversário de Curitiba - Poesias curitibanas, por 𝑳𝑰𝑳𝑳𝒀 𝑴𝑨𝑮𝑨𝑭𝑳𝑶𝑹.
Ela apresenta poemas meus e de Ana Marinho.
Obrigada, Lilly!

#leiamulheres
#AniversáriodeCuritiba

Friday, February 25, 2022

Pizarnik - Diários

 



#leituradefevereiro


Diarios
Nueva edición de Ana Becciu
Spanish



Versão ampliada dos diários de Alejandra Pizarnik. Mil páginas poéticas. Carnaval promete.


Treze Mulheres e Um Verão - Antologia







Entre os dias 25/02 e 01/03/2022 é possível baixar gratuitamente no site Amazon esta Antologia de 2018. Um encarte com poemas sobre o Verão.

Antes que o verão acabe.

Link para "Treze Mulheres e Um Verão"


Treze Mulheres e Um Verão
org. - Bárbara Lia
Dedicado à memória da poeta e editora - Carmen Silvia Presotto.
Ilustrações: Fran Ferreira


Poetas:
Bárbara Lia
Berenice Sica Lamas
Fran Ferreira
Jane Bodnar
Juliana Meira
Laís Chaffe
Luciana Cañete
Maeles Carla Geisler
Maria Alice Bragança
Rebecca Loise
Sabrina Bandeira Lopes
Samantha Abreu
Sandra Santos

#leiamulheres
#poesiabrasileira
#verão
#encartedigital

Wednesday, February 23, 2022

A memória da dor na constituição da identidade das mulheres no romance As filhas de Manuela de Bárbara Lia


 


Data poética  22.02.2022
Tarde poética.

Parabéns, Andriele Aparecida Heupa pela aprovação com louvor.
Emocionada e feliz.
Momento lindo na minha vida de escritora.

 
Que as mulheres sempre cantem Livres.

Thursday, February 03, 2022

 




#leiturasdomês


Livros que li em janeiro:

Os visitantes
B. Kucinski
Companhia das Letras

O jornalista Bernardo Kucinski causou furor na cena literária brasileira com seu romance K: Relato de uma busca, publicado em 2013. História de um pai em busca da filha que desapareceu durante a ditadura no Brasil, o romance angariou uma legião de fãs e foi aclamado como uma das grandes obras literárias daquele ano. A novela Os visitantes é uma continuação de K, e cada capítulo narra a visita de uma pessoa diferente que vai até o autor cobrar satisfações sobre o livro anterior.

____

Déjà vu: voltar ao final do século passado. Noites e noites de horror percorrendo os livros escritos pós abertura política. Os crimes cometidos pela ditadura militar eram embalados em requintes de crueldade. Arrastar Stuart Angel por um pátio, atado a um jeep do exército com a boca diante do escapamento. Frei Tito com a alma estilhaçada sem encontrar saída. Dora esmagada por um trem em Berlim. Não é fácil desgrudar o fantasma da barbárie da própria pele. Degradação de corpos: queimá-los em uma usina (Cambahyba) como aconteceu com a irmã de Kucinski. Por ser judia, dor duplicada por lembrar os fornos crematórios nazistas, dor ampliada para os familiares.
É muito original este livro por trazer a reação de personagens reais a eventos antigos. Uma espécie de procissão de personagens marcados por um momento que espalhou cicatrizes, dor e ausências.


***



Vista Chinesa
Tatiana Salem Levy
Todavia Editora

Leio os capítulos vagarosamente para conseguir ultrapassar o terrível drama. É denso e triste.
O livro inicia com a personagem tomando uma decisão: escrever uma carta aos filhos para contar sobre um terrível evento. Um estupro ocorrido em um local chamado - Vista Chinesa. O livro é real, sem paliativos. Coloca o leitor frente a frente com os momentos que fizeram uma mulher decidir não esconder, nem esconder-se. É o enfrentamento do momento, para não ser esmagada por um estigma. Ainda cai sobre ombros de mulheres estupradas uma espécie de dúvida, como se fosse possível evitar.


Friday, January 21, 2022

A Engenheira da Memória - Pedro Carrano

 

                                            




Nos últimos dois anos estou isolada socialmente de uma forma mais rigorosa que minha antiga misantropia. Quebrei o isolamento para trocar livros com o poeta, escritor e jornalista Pedro Carrano. Vidas e vidas depois daquele encontro na Oficina de Poema Curto ministrada pelo Joba Tridente quando encontrei o Pedro Carrano lá se vão vinte e quatro anos de estrada. Muitos livros, lutas e idas e vindas, é muito poético ler a dedicatória do Pedro no romance - A engenheira da memória: "À Bárbara, passam-se os anos, fica a poesia e a memória, forte abraço".

Devorei as cem páginas de "A engenheira da memória". Gosto de ser transportada para o texto, capturada, sem conseguir deter o fluxo de leitura. O romance merece um olhar cuidadoso e um texto mais cuidadoso ainda, por isto deixo o link para uma matéria sobre o livro. 


A engenheira da memória
Pedro Carrano
Romance
Caravana Grupo Editorial



Sobre o livro:





Monday, January 10, 2022

Andrew Garfiel interpreta Jonathan Larson em "Tick,Tick... Boom!"





Não sou muito fã de musicais, no entanto, o melhor filme que vi nos últimos meses é um musical: Tick, Tick... Boom!

É Música, Poesia, Teatro e Cinema em um filme.
Tem o talento musical (que eu desconhecia) do Andrew Garfiel interpretando Jonathan Larson, um artista que morreu precocemente antes de ver o sucesso de sua Peça Teatral: Rent.
No início de sua carreira foi incentivado por Steven Soderbergh, quando escrevia sua primeira Peça de Teatro e trabalhava em uma Lanchonete. Durante oito anos ele compôs canções, criou um enredo, e realizou uma audição na tentativa de dar um salto para fora daquele seu trabalho e iniciar uma vida dedicada apenas à sua Arte.
É lindo! Chorei mas foi um choro/revelação. Aquela injeção de coragem: perseverar.
É um filme sobre - ser artista.
Sobre perder amigos para o HIV, sobre ficar dividido entre a Amada e a Arte. Sobre a angústia e a incerteza a cada criação. Dedicar dias, horas, meses, anos... Depois, recomeçar.
Andrew Garfiel é extraordinário... E canta!
Venceu o Globo de Ouro ontem.
Linda performance, grande homenagem a Jonathan Larson.

Friday, December 17, 2021

Soledad - Bárbara Lia

 



Soledad

Vi em um filme de Bruno Barreto
Elizabeth Bishop e Robert Lowell
A passear pelo Central Park entre
Risos e passos lerdos de poetas
Ela disse ao seu amigo: eu devo ser
A mulher mais solitária do mundo -
Isto deve constar no meu epitáfio
Elizabeth, eu te apresento minha vida:
Longas noites nesta cama desabitada
Manhãs tomando café com pássaros
Tétrico corredor de sombra única
Um prato e um copo à mesa do jantar
Mesa redonda, cadeira fria e escura
Horrível trono de rainha viúva
Minha solidão é de extremada textura
De quem vive a arranhar a carnadura
Da odiosa palavra - Não
Posto que, diferente de ti, eu nunca vi
O luar de Ouro Preto ao lado do amor
Nem recebi - de mão beijada -
Uma casa serrana diante do infinito
Nem ninguém atravessou o oceano
Para morrer ancorado em meu corpo
Dito isto fica combinado então:
Mudarei meu nome para – Soledad
Nem sempre fui Bárbara na vida
Com certeza sempre fui solidão

Bárbara Lia
L'amour me ravage
Poesia (2019)
Carnavalhame - 3ª edição

Friday, November 19, 2021

O Romance "Arrependimento" na Revista Trajanos





Texto de Bárbara Martins para a Revista Trajanos, clique no link abaixo para ler. 

"Arrependimento" é um livro que tem como cenário Paranaguá, esta cidade sempre presente em minhas narrativas. É mistério até para mim, atualmente é Guaraqueçaba que se apresenta como um dos cenários de um romance que escrevo. 

Gracias, Bárbara Martins. Amei suas palavras.

https://revistatrajanos.wixsite.com/trajanos/post/arrependimento-livro-de-b%C3%A1rbara-lia



Saturday, November 06, 2021

Adeus Karuguá - Bárbara Lia

 

 (Matéria para o Site - Vejo São José. Em 2006 atuei como jornalista cobrindo a COP8. Quinze anos passados e segue tudo como era dantes no quartel de Abrantes. Greta Thunberg era praticamente um bebê em 2006).


Ampulheta colocada no hall de entrada do Expotrade Convention Center pelos integrantes do Programa do GreenPeace (Kids for Forest). Dentro, os animais se transformando em dinheiro e o pedido para que virassem a ampulheta ao contrário.

 


A MOP3 começou com uma recepção no Memorial de Curitiba – Largo da Ordem. Três semanas depois, as delegações, ONG’s, jornalistas, Ministros de Estado e até mesmo o Presidente da República deram sua contribuição para colorir Curitiba das cores da Terra e da Esperança. Na manhã deste sábado (1º de abril) aconteceu a última reunião. O futuro da Terra, em sua essência mais complexa, foi discutido e dissecado. Ao final, ao que parece, tudo segue sem merecer o devido cuidado e a primordial atenção. Por mais que os integrantes da Convenção, na figura do seu secretário Ahmed Djoglaf faça uma avaliação positiva, ressaltando que houve um grande entendimento e muita sintonia entre os Ministros de Estado presentes, não há muito a comemorar. Ahmed enfatizou a presença de quatrocentos jornalistas, ainda assim, ao menos para esta observadora, o momento merecia muito mais atenção da grande mídia, da população, que se escora em divagações quando questionada sobre o tema. Ouvi de uma pessoa: até lá já morri. Ouvi isto quando comentei sobre a conclusão dos mil e trezentos cientistas que responderam ao pedido da ONU e fizeram um relatório sobre a saúde do planeta. Eles colocaram a possibilidade de dentro de trinta anos o planeta entrar em convulsão, caso nada seja feito a respeito da questão do meio ambiente. Então, quando alguém te responde com esta lacônica previsão "Até lá eu já morri", percebe-se a dificuldade que irão encontrar governos, ONGs, ambientalistas e qualquer um que pense o futuro das espécies e a saúde da Terra: a inércia.

 



Durante alguns dias este ônibus decorado com borboletas nos levava ao MOP/COP – A biodiversidade está na gente – escrito em dois idiomas.

 

Na primeira semana o tema girava em torno de duas sentenças: “contém”, e “pode conter” os chamados transgênicos, ou organismos vivos modificados. O debate sobre os alimentos transgênicos foi longo. A máquina que usei para fotografar estava com a data errada, quiçá em 2.023 borboletas reais circundem os ônibus e comemorem outra mentalidade. A questão da MOP3 levou o Governador Roberto Requião a dizer em um dos seus pronunciamentos “O eufemismo falso do – pode conter- se transportado para um programa de governo, por exemplo, comportaria a dedução de que o programa de governo pudesse ser rotulado como - pode conter interesses contra a Ecologia”.

Do lado de fora da Expotrade, em tendas brancas, acontecia paralelamente o Fórum Global da Sociedade Civil, que teve a participação da Ministra Marina Silva e do Governador Requião na abertura do Fórum.  O evento reuniu ONGs, Nações Indígenas e integrantes da Via Campesina.

A MOP3 teve avanços na negociação da rotulação definitiva do termo “contém”, muito embora esta prática só entre em vigor em 2.012. Segundo Marina Silva “O protocolo de Cartagena é cumulativo e o que fizemos aqui foi colocar o “contém” na ordem do dia, nos países que são parte do Protocolo”.

Ao final da MOP o Governador do Paraná – Roberto Requião – tomou à frente e assinou um decreto onde, a partir de agora, os produtos paranaenses vão receber o selo “contém OVM’s - Organismos vivos modificados”, atitude elogiada pela Ministra e por vários integrantes do evento.

Finda a MOP3, a Convenção da Biodiversidade teve início com a chegada à Curitiba de várias etnias, fazendo do Centro de Convenção um lugar onde desfilavam os trajes típicos de várias nações e os povos indígenas de sessenta países presentes. No pátio realizavam cerimônias, diante das ocas montadas, atraindo os visitantes.

 



Cavalhadas

 

Em três noites, durante a COP8, aconteceu uma encenação com mais de mil integrantes, do grupo – Ordem dos Cavalheiros – da cidade de Guarapuava (PR), interpretando o espetáculo conhecido como “Cavalhadas”, reproduzindo lutas da Idade Média.

Durante a COP8 a taxa de ocupação hoteleira em Curitiba alcançou a taxa de 70%, contra 30% no mês período no ano de 2.005.

Dentro, as negociações giravam em torno de temas importantes como a questão da repartição de benefícios e acesso a recursos tradicionais, e a utilização ou não das Terminators.

O Fórum Internacional Indígena sobre Biodiversidade (FIIB) fez críticas aos resultados no último dia do evento - a 8ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP8). Segundo os participantes do Fórum “não avançou na construção de um regulamento internacional para o acesso a recursos genéticos e conhecimentos tradicionais”. Os indígenas esperavam a criação de um sistema de regras mundiais para as pesquisas com plantas e animais, que, segundo eles, se apropriam do saber dos indígenas, quilombolas e extrativistas. Fóruns indígenas anteriores e também a Declaração Internacional de Cancún dos Povos Indígenas, já demonstrava a preocupação dos povos indígenas com esta questão da distribuição de benefícios. Na Quinta Conferência Ministerial da OMC em Cancún em setembro de 2.003. A proposta do Fórum é que haja mecanismos de repartição dos lucros e tecnologia com as comunidades locais. Os povos indígenas dão o nome de Biocolonialismo a esta decisão dos governos agir sobre as suas milenares práticas que começaram a atrair a atenção do homem branco. Segundo o Conselho dos povos indígenas a ênfase na “distribuição de benefícios” tem o efeito de promover ao invés de prevenir, a comercialização dos recursos genéticos. Ainda que a distribuição de benefícios ajude mais os povos indígenas que a biopirataria, apresenta iguais e sérios riscos. Segundo este conselho as vozes dos povos indígenas em todo o mundo estão a questionar a engenharia genética, denunciando os atos de biopirataria e reivindicando os direitos a proteger as comunidades e o meio ambiente contra os depredadores da genes. As iniciativas e forma de vida dos povos indígenas continuará demonstrando ser uma alternativa em uma era de globalização que trata de monopolizar e comercializar todos os recursos da vida.

Para os participantes do Fórum Indígena, o único avanço da COP8 foi manter a proibição absoluta (estabelecida em 2000) para pesquisas com tecnologias genéticas de restrição de uso da Tecnologia Terminator – que diz respeito a plantas que foram geneticamente modificadas para produzir sementes estéreis na colheita, através de mecanismo molecular induzido. Desenvolvida pela indústria multinacional de sementes/agroquímicos e o governo dos Estados Unidos para evitar que agricultores guardem e replantem sementes colhidas que foram desenvolvidas pelas corporações de biotecnologia e de sementes.

O Greenpeace avaliou a COP8 como um fracasso. E a falta de avanço, segundo a organização, compromete seriamente as metas definidas pela própria Convenção de reduzir a perda de Biodiversidade até 2010. O adiamento da lei sobre Repartição de Benefícios segundo Paulo Adário, coordenador da campanha Amazônia do Greenpeace, ganhou-se tempo para que a indústria farmacêutica, especialmente dos Estados Unidos, etiquetasse e colocasse a biodiversidade em código de barras.

A discussão sobre o papel da conferência em identificação de reservas marinhas em alto-mar não avançou.

Em resumo, a COP8 como avanço pode comemorar apenas a permanência da proibição do uso das Tecnologias de Restrição de Uso Genético – GURT’s, ou Terminator.

Este tema relativo aos Terminator entrou no tema da convenção este ano. Este e outros temas terem entrado na agenda é visto como um avanço na luta contra a perda da biodiversidade. Pelo Brasil foi trazida a iniciativa de mapear as espécies de animais e plantas exóticas invasoras. Segundo a ONU, tais espécies dão um prejuízo de US$ 1,4 trilhão, sendo a primeira causa de redução de biodiversidade em ilhas e a segunda nas demais regiões do mundo. Entre os invasores estão arbustos, aves, peixes, répteis, e vírus exóticos.

Em 2008, na Alemanha, a COP9 terá como pauta uma gama enorme de pendências, a dois anos da meta estabelecida para que se reduza a perda da Biodiversidade no Planeta.

Certa vez eu escrevi que as ONGs e os Médicos sem Fronteira e os membros do Greenpeace eram os poetas do Terceiro Milênio. Nada poderá ser narrado se a Terra estiver ressequida e nua.

Os povos da floresta parecem ser os únicos que tem noção da importância do precioso vínculo com a Mãe Terra, e eles, até mesmo eles são parte desta extinção vagarosa e estranha, e o homem branco, globalizado, com um código de barras na alma talvez não compreenda o que Marcos Terena disse:

– Posso ser quem você é sem deixar de ser quem sou.

Considerando a luta em todo o mundo, incansável e sem trégua, o feito de muitos integrantes que acabam presos em manifestações que buscam alertar os homens. A minha pequena passagem pela MOP/COP fez com que eu me lembrasse de um poema que fiz em 1.999 para esta organização, que se denominava, no início – Guerreiros do Arco-Íris.

 

 


GUERREIROS DO ARCO-ÍRIS

 

 

Quando secarem as fontes

E a terra estiver ressequida e nua

O mundo se lembrará dos guerreiros do arco-íris

 

Quando o verde desaparecer

E o último pássaro migrar

Em busca

Da última folha

Da última árvore

Da última floresta

A humanidade saberá

E – tarde demais - acordará

 

 

 

 

Karuguá – em guarani significa Arco-Íris.

As informações sobre o Fórum Indígena em Cancun, em 2.003, foram retiradas do livro – Guerra de Paradigmas – Resistência de Los Pueblos Indígenas a la Globalización Econômica – editado por Jerry Mander y Victoria Tauli Corpuz.

 

A data da minha câmera estava errada com data de 2023. Coisas de poetas que não sabem lidar com câmeras, celulares, computadores.


 #COP8

#memories2006

#barbaralia

La nave va...

"Não o convidei ao meu corpo" no Canal Senhora Literatura

  "Não o convidei ao meu corpo" no Canal Senhora Literatura da escritora Francine Cruz. https://www.youtube.com/watch? v=IxpCcdUM7...