Link para meus poemas no site da - Revista Incomunidade.
Grata ao poeta Jorge Vicente pelo espaço.
Link para meus poemas no site da - Revista Incomunidade.
Grata ao poeta Jorge Vicente pelo espaço.
"Ser poeta é ser visitante de um litoral distante até
morrer."
Holldór Laxness
Sonhei
com Alejandra Pizarnik
Ela vestia um pulôver
- Cor crepúsculo fosco
–
Pantalonas da mesma cor
Uma malha branca
Alvíssima
(Contraste perfeito)
Ela veio a mim
Saída de uma névoa
clara
Linda e lenta
Em quase dança
Olhou-me com seus olhos
Grandes, eternos
- Duas amêndoas
orvalhadas -
Meio a um sorriso
delicado
Sussurrou:
“Creo que mi soledad
Debería tener alas”
Com leveza de pássaro
Deu meia volta e saiu
A bruma a engoliu
E ninguém
Nunca mais a viu
Bárbara Lia
https://www.youtube.com/watch?v=wyVicmarzUA
Três poemas de Bárbara Lia
Não pretendo sugerir que fui quem mais te amou
Não posso controlar o destino de cada pássaro
caído
Lembro-me bem de você no Hotel Chelsea
Então é isso, nem penso em você com tanta
frequência
Leonardo Cohen (fragmento da canção Chelsea Hotel)
o mar é
meu
disse Ariadne
e adormeceu
nunca sofreu
pelo abandono
de Teseu
ou de todo
e qualquer menino
a todos:
adeus, adeus...
o mar é meu
pensou Ariadne
sua dança atiça
estrelas cálidas
entre as coxas
o mar é meu
e lambo as conchas
como Janis Joplin
lambia o sexo
de Leonard Cohen
no Chelsea Hotel
o mar é meu labirinto
absinto
vidro moído no coração
som & fúria
insubmisso
com mil caprichos
- o mar é meu
---
e ela
rezou baixinho a Leonard Cohen
ela não acreditava mais
no amor e na flor
mas o amor acreditava
nela
na beleza do imponderável
ela não acreditava
em mais nada
temia a pétala aguda
lança que caiu no coração
com o nome dele cravado ali
o olhar belíssimo - pétala lança
a voz pétala uma lança
a flor em lança
e a beleza
e tudo ela atirou longe
arrancou do peito
aquela primavera mais atrevida
querendo morar em sua vida
ela não acreditava mais
no amor
na flor
na primavera
e quando detonou tudo
com chuvas de dez anos
em uma única tarde
arrependeu-se
chorou
mãos em conchas
no rosto antigo
e pensou em prece
e por crer apenas na poesia
e no amor dos poetas
rezou baixinho a Leonard Cohen
que ele me ame como você amou Marianne
que ele me ame como você amou Marianne
que ele me ame como você amou Marianne
e assim repetiu
até adormecer
---
And if you want another kind of love
I'll wear a mask for you
Leonard Cohen
não cessa este canto de areia
ampulheta lerda a lembrar
esta lonjura até os teus poentes
nossa revolução desesperançada
nos leva a erguer o esqueleto a cada
dia
para caminhar silente em uma estrela
fria
a mastigar versos raros de amigos caros
mariposas de Neruda e Ave Nave de
Hilda
lua de Lorca e rebanhos de Caeiro
as estradas de Kerouac nos levam
ao Cabaret Verde de Rimbaud
só em Pasárgada faremos amor
ao som de - I’m your man –
é vital que a voz seja de Cohen
tecerei uma blusa amarela qual de
Maiakovski
pra te enlear em um eterno
entardecer
e a luva de pelica de Ana C.?
esta eu calçarei para tocar você
Bárbara Lia
Poeta e Escritora Brasileira
Leonard Cohen
Poeta, Escritor, Cantor e Compositor Canadense
O edital prevê uma futura edição. Meu romance premiado é "Olhos de Dietrich" - Romance Policial.
O projeto do poeta Rubens Jardim - “As Mulheres Poetas na Literatura Brasileira” - ganhou edição impressa (Editora Arribacã) e encontra-se na fase de pré-venda.
Abaixo o link para adquirir a mais completa coletânea da poesia brasileira escrita por mulheres. Participo desta obra literária, com muita alegria.
http://www.arribacaeditora.com.br/as-mulheres-poetas-na-literatura-brasileira/
Em fevereiro editei os poemas escritos em 2020. Apenas os três poemas da série - O céu ainda é azul, você sabe - foram escritos antes da pandemia, após a visita à exposição de Yoko Onno, no Instituto Tomie Othake, São Paulo.
O livro é dividido em três blocos com os seguintes títulos:
- 'Põe a mão em mim, viro água'
- 'O céu ainda é azul'
- 'A arte de não morrer'
O livro tem 68 páginas.
O título é fragmento de uma fala da personagem Doralda, do livro "Corpo de Baile" - de João Guimarães Rosa: "Estou adoecida de amor. Põe a mão em mim, viro água".
Capa e ilustrações internas do pintor tcheco Alphonse Mucha.
Para adquirir um exemplar com dedicatória basta enviar um e-mail para barbaralia@gmail.com para maiores informações de como proceder. O valor já com taxa de correios é R$.30,00.
Lançamento nacional de “Silenciário”:
obra poética reunida de Sylvio Back
Afirmando no prefácio de "Silenciário", obra poética reunida de Sylvio Back (lançamento nacional no próximo dia 03 de maio), que "o autor realiza experiência única no panorama da cultura brasileira", o poeta e escritor, Adriano Espínola, dá o mote desta bela e rara publicação da EdUFSC (Editora da Universidade Federal de Santa Catarina, 431 págs. 2021).
E completa para enaltecer a fusão da "expertise de cineasta à de poeta", onde, mesmo diante da morte, para Back o cinema é a "maior diversão", por sinal, título do florilégio de trinta e seis inéditos que abre o livro.
Antenada aos tempos da horrível pandemia que nos assola, a EdUFSC está brindando o público amante de poesia e de literatura com "Silenciário", tanto no formato de e-book, desde já na íntegra com acesso gratuito pelo link
como na versão impressa através do link
https://editora.ufsc.br/2021/
"Silenciário", que traz inspirada capa do designer, Luiz Antonio Solda, compila obras que remontam aos últimos trinta anos, desde a estreia do poeta em "Moedas de Luz" (1988), a "Yndio do Brasil - Poemas de Filme" (1995), "Eurus" (2004), "Traduzir é poetar às avessas (Langston Hughes por Sylvio Back), de 2005; ao mais recente, "Kinopoems" (2006/2014).
A destacar que Sylvio Back, "hoje um dos principais cultores do poema erótico no Brasil”, segundo Adriano Espínola, teve publicado em "Quermesse" (Topbooks, RJ, 2013) todos seus livros nessa vertente, inclusive os inéditos que dão o título ao conjunto.
O autor
Sylvio Back, 83, é cineasta, poeta, roteirista e escritor. Filho de imigrantes húngaro e alemã, nascido em Blumenau (SC), acaba de receber o título de “Doutor Honoris Causa”, concedido pela Universidade Federal de Santa Catarina, por sua obra cinematográfica e literária dedicada à arte e à cultura brasileiras.
Ex-jornalista e crítico de cinema, em 1962 inicia-se na direção cinematográfica, tendo escrito, realizado e produzido até hoje trinta e oito filmes – curtas, médias e doze longas-metragens: "Lance Maior" (1968), "A Guerra dos Pelados" (1971), "Aleluia, Gretchen" (1976), "Revolução de 30" (1980), "República Guarani" (1982), "Guerra do Brasil" (1987), "Rádio Auriverde" (1991), "Yndio do Brasil" (1995), "Cruz e Sousa – O Poeta do Desterro" (1999), "Lost Zweig" (2003), "O Contestado – Restos Mortais" (2010), e "O Universo Graciliano" (2013).
Tem publicados vinte e cinco livros (poesia, contos, ensaios) e os argumentos/roteiros de dez de seus longas metragens citados.
Com 77 láureas nacionais e internacionais, Sylvio Back é um dos mais premiados cineastas do Brasil.
"Põe a mão em mim, viro água" reúne poemas escritos durante o ano de 2020.
Poesia escrita em tempos de pandemia. Apenas os três poemas da série - O céu ainda é azul - foram escritos antes da pandemia, após a visita à exposição de Yoko Onno, no Instituto Tomie Othake, São Paulo.
O livro é dividido em três blocos com os seguintes títulos:
- 'Põe a mão em mim, viro água'
- 'O céu ainda é azul'
- 'A arte de não morrer'
O livro tem 72 páginas.
O título é fragmento de uma fala da personagem Doralda, do livro "Corpo de Baile" - de João Guimarães Rosa: "Estou adoecida de amor. Põe a mão em mim, viro água".
Capa e ilustrações internas do pintor tcheco Alphonse Mucha.
(Andriele Aparecida Heupa)
Link para o artigo "Mulher e literatura: a memória da dor no romance As filhas de Manuela, da escritora paranaense Bárbara Lia Andriele Aparecida Heupa (Unicentro)" apresentado no Simpósio 7 - LHM - Literatura História e Memória.
Olhos de Dietrich - Romance
-- eu, Maria Fernanda, com a orientação do professor Otto, estudei e analisei a obra "Solidão calcinada" da escritora paranaense Bárbara Lia, cuja possui a prosa mais poética que já li. O livro retrata o resgate da memória que a personagem principal, chamada Bárbara, faz de suas antepassadas, enquanto está em busca de saber mais sobre seus pais que foram militantes durante a ditadura militar. Serena, a mãe de Bárbara morreu nos porões da ditadura quando a filha ainda era um bebê, e é nessa personagem que eu concentro boa parte de minhas análises, para assim relembrar o legado das mulheres militantes durante a ditadura militar, através da literatura paranaense. ⠀
Para dar base à minha pesquisa, utilizei obras sobre a teoria feminista, também que contextualizem o momento histórico da ditadura e sobre memória. Você pode conferir tanto meu vídeo explicando mais sobre minha pesquisa quanto o meu resumo na mesma área que acontece a votação. Fica o convite para ir conferir essa e outras pesquisas. ⠀
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