Thursday, September 05, 2013

Fantasma Civil _ A Poesia na Bienal Internacional de Curitiba



http://www.bienaldecuritiba.com.br/literatura


Este ano, a Bienal Internacional de Curitiba resolveu inovar. Além de expor obras nas ruas e realizar performances, haverá uma série de atividades de cunho literário. 

Segundo o curador Ricardo Corona, “buscamos um diálogo afetivo com a cidade seja através da antologia Fantasma Civil, dos textos do Dalton Trevisan ou de projeções e instalações sonoras.”

Fantasma Civil
Reúne 42 poetas brasileiros numa antologia que será lida em linhas de ônibus e travessias de lago. A publicação é constituída de folhas soltas com imagens e poemas selecionados em função de lembrarem alguns lugares da cidade, algo como uma memória poética de Curitiba que tem projeto gráfico de Eliana Borges. Uma das linhas de transporte coletivo, por exemplo, é a Linha Turismo que tem duas opções de roteiro: uma partindo às 15h da Praça Tiradentes e outra às 16h30 partindo do Museu Oscar Niemeyer.

A leitura também será feita em travessias em um barco no lago do Passeio Público. Em horários pré-estabelecidos, os participantes embarcam em duplas para um trajeto onde serão ouvidos estes poemas. Além disso, a publicação estará disponível gratuitamente nas Tubotecas.







Wednesday, September 04, 2013

Elas (se) leem Vinícius _ 19/09 - Bárbara Lia e Marilda Confortin

Calçada de Ipanema _ agosto/2012 _ caminhar com Vinícius



Carta ao Vini,


Querido poeta...
Uma menina com uma flor
Uma menina no interior
E eram teus versos a espanar
O épico da minha casa
A tua poesia em brasa
De amor que tudo alcança
E agora dizem que amo demais
Ah! Poetinha, poeta lindo
Poeta da Pátria minha
Que bom que tu me ensinastes
A amar demais!
Nunca deixamos de ser
Menino e Menina
Poetas a acreditar na beleza
Atiro aquela rosa da cabeceira
E o espanto de saber que amor não envelhece
Hoje amo e amo como naquelas manhãs
Em que embalastes com estas maravilhas
O amor primeiro
Eu também te amo Vinícius de Moraes...

Bárbara Lia


Link para nosso evento dentro da Semana Literária do SESC

http://www.sescpr.com.br/semanaliteraria/evento/poesia-publica-4/



Saturday, August 31, 2013

Setembro


Às 17h, no Museu Oscar Niemeyer, começa a Bienal Internacional de Curitiba 2013!

https://www.facebook.com/events/204582022998798


Um belo momento para a cidade. Minha Poesia vai trafegar por ruas, uma poesia apenas _ a lembrar a chuva, a eterna chuva curitibana, nossa grande camarada. Companheira fiel, a chuva. Sempre.
A programação da Bienal no site:
http://www.bienaldecuritiba.com.br/


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Na edição de setembro do Jornal Relevo, um conto do meu livro _ Paraísos de Pedra:




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Assinalar na agenda _ Dia 19 de setembro _ das 12:30 as 13:30 _ Homenagem aos cem anos do poeta Vinícius de Moraes... Elas (se) leem Vinícius _ Eu e a poeta Marilda Confortin vamos mostrar nossos poemas e _ Especialmente _ os poemas de Vinícius de Moraes. Na Praça Santos Andrade.





Monday, August 26, 2013

Rollo de Resende, uma saudade...


Exposição do trabalho do poeta Rollo de Resende  (sob os cuidados  e o carinho do Hélio Leites) no espaço Lilituc na galeria Júlio Moreira no Largo da Ordem - Curitiba. Homenagem ao Rollo que completaria 48 anos no dia 15 de Agosto. Quem passar pelo espaço, pare e contemple. Como todo poeta Rollo trafegava por outras artes, ganhei um belo cartão da Stella e o guardo com cuidado. Aquele azul e os pássaros, no fundo é o resumo de tudo que Rollo me significa _ Liberdade.




Link para minha conversa com Stella, que gerou a minha entrevista _ No Caminho com Rollo de Resende:




Bienal Internacional de Curitiba





A programação da Bienal já está no site, link acima.
Uma participação em um evento que soava tão distante para mim que sou poeta. Sempre amei toda forma de expressão artística e vejo como um momento único figurar entre os 150 Artistas de 05 Continentes que integram a Bienal. Em resumo, a poesia integra o evento pelo espaço que a Web Arte e a Literatura ganharam nesta edição, onde o intento é ir onde o povo está com performances e intervenções. Conforme palavras do Ricardo Corona: 
"42 poemas de 42 poetas fazem referência à cidade de Curitiba. Porém, não é uma referência em estilo de homenagem, mas uma relação afetiva, via poesia, via memória poética, com a cidade. Em termos de resultado, os poemas integrarão a antologia _ Fantasma Civil _ que organizei, e o livro será de folhas soltas. Estas folhas soltas, com o s poemas, também servirão de mote para 8 mediadores fazer intervenções em trajetos de ônibus e barco. Além da poesia, a prosa curta do Dalton Trevisan será veiculada via Twitter e MSG. Também a projeção de um poema de um autor argentino, Arturo Carrera, no Lardo da Ordem." 
Os locais destas intervenções e horários também no site da Bienal,basta clicar na coluna Literatura. Os poemas serão lidos nos ônibus da Linha Aeroporto, Turismo e em outras linhas do ônibus bi-articulado, etc. Em locais como Parque Tanguá, e outros pontos da cidade... 

Obrigada ao Ricardo Corona pelo convite para ser parte deste Momento-Arte.
O lançamento da Antologia "Fantasma Civil' será no dia 17 de setembro _ Palacete Wolff _ 17 horas.

Tuesday, August 20, 2013

Crônica da poeta triste _ Bárbara Lia




Quando envelhecemos o cérebro vira um laboratório fotográfico que edita cenas. Um funcionário disléxico que embaralha tudo que aconteceu em nossas vidas em um mosaico lírico. O silêncio de uma manhã ao lado da mãe, o aroma do café e o canto dos pássaros misturam-se a uma noite de medo perdida na grande cidade apressando o passo em um reduto perigoso, temendo o assédio. Um encontro lascivo em segredo _ arrepiante metáfora do paraíso _ um corpo que estremece e te suga para um beijo rascante é substituído pelo olhar de escárnio de alguém maldito que colocou em tua alma a dúvida com a força do mal a avalizar a fala: _ Nunca serás querida!

O filme surreal passa noite e dia e só te livras dele quando sonhas. E os sonhos são vagos, em dialetos antigos, ou, pessoas sem voz a te revelar os segredos miseráveis que não vão alterar a rota do universo. Os cenários trepidam em ondas altas diante dos olhos: O quintal da infância, farfalhar de cores, a risada do pai, o rito das crianças, latidos e sinos. 
Clarice canta um hino cristalino de humanidade contemplando uma barata no armário.
Kafka olha seu corpo com asco vendo-se outro. Desvio de Kafka para não pisar a capa gosmenta e piso longe ferindo a sola e desejo abandonar este palco e as asas da cucaracha gosmenta. 
O cinematógrafo de Dali escancarado diante da retina. 
Amanheço em dilúvio surreal: Agora tenho trinta e seis anos, deixei meu marido, mãe e pai morreram, perdi um big emprego e estou diante da doutora psicanalista e a ela juro que tomei os florais e que li os livros do Deepak Chopra, sem saber como confessar que sou imune à felicidade instantânea e a tudo que cheira placebo. Nada engana minha alma e decido beber a dor sem adoçar, atravessar todos os desertos, ancorar em algum lugar. Em algum lugar _ que eu nem sabia ainda _ o lugar se chamava Poesia. Gueixa que me atrai _ A poesia. Ela me lambe, excita e me deixa de novo a sós: Mil pregos no corpo e uma chuva de palavras ásperas, ladainha de escárnio caindo sobre minha nudez. Altera a cena, progride o cinematógrafo e agora tudo está mais simples. O tempo espanta o desejo e não terei mais os caçadores da minha carne, quiçá seja sempre este andar na manhã calada, ao lado do neto, ouvindo o canto de um bem-te-vi. 
O paraíso não é aqui. No mundo tudo está  contaminado. A Beleza sempre relegada. Quem sabe no escaninho dos tristes eu encontre o salmo de redenção. No lugar dos loucos toda a poesia. Quem sabe em uma cidade de cegos eu possa ver a luz e quem sabe tudo evapore repentinamente e eu volte ao pó. Brilhar entre a grama de um campo santo feito poeira radioativa. Fogo sobre o chão. Vou queimar dentro alma coração espírito. Não creio em céu, no máximo vou morar na luz de um candelabro torto na casa triste de um homem que sorri sempre com os olhos e alma e não se cansa de molhar as flores e não se cansa de cantar aquela ópera que faz arrepiar a alma dos carrascos. Existe um lugar onde a humanidade estanca: O olhar humano do homem que não esqueço. Meu segredo-mor. A voz do neto a me chamar sem cessar apontando a descoberta do mundo. O lábio do filho que pousa manhã após manhã na minha testa. A cumplicidade das meninas minhas que agora são mulheres _ Pequenas “Bárbaras” de auras maravilhosas... E aquela estrela atrás da porta a lembrar da estrada torta de todos os poetas. 

Bárbara Lia / 2013

Sunday, August 18, 2013

"Saber não ser é raro"


Canto VI

41

Quem é que, com o belo sol da tarde,
gasta os minutos a amaldiçoar
vidas alheias? Ninguém desperdiça assim
uma energia tão simpática e elevada.
Se o dia, como um disco avariado,
nunca avançasse para além do meio-dia
mantendo-se o sol calmo, quente e alto,
não haveria no mundo um único sintoma
de vingança.

Gonçalo M. Tavares
Uma viagem à Índia
ed. Leya _ página 258





Fito-me frente a frente,
 
Conheço que 
estou louco. 

Não me sinto doente. 

Fito-me frente a frente.

Evoco a minha vida. 

Fantasma, quem és tu ? 

Uma coisa erguida. 

Uma força traída.

Neste momento claro, Abdique a alma bem ! 

Saber não ser é raro. 

Quero ser raro e claro. 


Fernando Pessoa



"Saber não ser é raro" /
Isto lembra aquele poema de Emily Dickinson: Não sou ninguém. Quem é você? Ninguém também... 
O que traz esta fala é ter ficado dois dias ao lado de um encanto chamado _ Gonçalo Tavares _ e ele sabe + não ser + Ontem quando o Flávio Stein leu a biografia dele antes da sua fala ao público, eu fiquei arrepiada. Então este pequeno mito - que conseguiu alcançar de forma acelerada o mundo com seus pensamentos e seus livros - é aquele mesmo ser incrível a falar naquela pequena sala como se fosse um professor de uma aldeia pequena perdida em um mundo perfeito? Somos vinte privilegiados... Colhemos palavras de um poeta e do seu riquíssimo arsenal recebemos alguma armas para as guerras da vida. A lição do Gonçalo é a atadura final que coloco em feridas que nunca cicatrizavam. E o que ele disse no primeiro dia daquela oficina a última gota balsâmica dentro. Vou levar isso, esta certeza de que nossa intuição nos leva para onde precisamos ir. Eu, que raramente inscrevo-me em oficinas, sempre sigo este fio que me puxa para algumas raras, de tempos em tempos. E esta chegou no momento certo para sublimar decisões que tomei e ao ouvi-lo na primeira manhã eu me senti leve, livre... Uma jovem menina que começa a trilhar seus passos em poesia disse com naturalidade, como se aquilo fosse possível: Vamos sequestrar o Gonçalo e não deixar ele ir embora nunca mais. Ficamos tramando uma forma, em tom de brincadeira. Era só nosso jeito de dizer: Bem, estas coisas deveriam permanecer. Os autores humanos, mais que humanos, derramam estas falas que acrescentam e não diluem na primeira esquina depois que você sai de uma palestra. E vou para nosso último dia de oficina com a certeza de que vou sentir como quem vê ir embora alguém que não é daqui, nem familiar, nem melhor amigo confidente, nem nada em termos de coisas passionais. É esta espécie de ser iluminado, que para alguns pode ser aqueles monges que dizem máximas e depois se calam e o universo todo se alinha como se as pragas fossem varridas. Vou sentir isto, este adeus lento de um poeta em carne viva. Sua identidade tem os traços fortes da metafísica de seus livros. E ele vai, como Bloom em seu livro, para um outro lugar, nesta epopeia... E espero reencontrar em algum dia, para beber um pouco mais da água/palavra, esta que ele derrama, como um pastor sublime. A maior beleza é encontrar um consagradíssimo escritor e ver o quanto ele foi grandioso ao raspar toda a petulância e arrogância que se encontra em todo canto. Ele que é _ Ele _ e não se preocupa com nada além daquilo que ele disse ao público: Receber a maçã de ouro de seus ancestrais, e deixar a sua maçã em algum lugar, em uma estrada, para que os que vierem depois saibam o caminho.

Monday, August 12, 2013

Insônia



Insônia


Este é o século da nossa insônia
Mentes plugadas em telas isonômicas

Longe dos mitos e da cosmogonia
Dopados de “soma” e monotonia

Este é o século lavado à amônia
Escravos cardíacos da luz de néon
Escravos maníacos dos mantras
Escravos agônicos do abutre Mamon

E havia esperança no pássaro
Havia luz nas colmeias tardias
Havia ar nas barricadas de Paris
E havia armar-te. Havia amar-te... Havia.

Bárbara Lia/2013


Imagem _ Edward Hopper

Friday, August 09, 2013

Livros


Ainda não aprendi a pensar em livros _sob demanda_ e quando alguém pergunta onde comprar um livro de poesia meu, eu sempre indico a Livraria Cultura, onde é possível encontrar _O sal das rosas, editado pela Lumme/2007. É possível, sim, comprar outro livro meu, é que ainda não aprendi a pensar nesta expansão. Basta encomendar _A flor dentro da árvore. E são estes dois. As edições de Poesia sempre com tiragem pequena esgotam com facilidade. Pensei em publicar isto e fico adiando. No blog do poeta Cássio Amaral tem um belo texto sobre o livro. É um livro delicado, que eu gosto imensamente. Ele tem 40 páginas e apresentação do poeta Sidnei Schneider. Quem desejar saber mais, deixar recado aqui, ou enviar um e-mail para barbaralia@gmail.com. O romance Constelação de Ossos está na Livraria Cultura, idem. E diretamente com a Editora Vidráguas. Finalmente, aquele livro que chegou com aquela aura leve e bonita da infância e me deixou muito feliz, com a acolhida que teve e com a resposta dos leitores. Paraísos de Pedra incorporou o mistério da Ninfa, a esperança da criança que eu fui e a força da mulher que sou. Estou MUITO feliz. Este livro que foi lançado única e exclusivamente em Curitiba pode ser encontrado no site da Editora Penalux. A Poesia segue, os romances à espera de editor. Tem sempre aquela vontade de não tentar os concursos e quando a gente queda à esta possibilidade, fica meses, quase o ano inteiro à espera de um resultado. C'est la vie. Ano que vem tem mais...


*Sobre _ A flor dentro da árvore:

http://cassioamaral.blogspot.com.br/2013/02/a-poesia-e-cerne-palavra-e-barbara.html 
http://www.musarara.com.br/a-flor-dentro-da-arvore
http://www.cronopios.com.br/site/poesia.asp?id=5607

Sobre _ O sal das rosas:
http://www.saldaterraluzdomundo.net/Livros_Lan%C3%A7amentos_sal_das_rosas.htm


Sobre Constelação de Ossos:
http://paliavana4.blogspot.com.br/2011/01/12.html




Thursday, August 08, 2013

Agosto





Agosto


“Como aqueles primitivos que carregam consigo o maxilar inferior dos seus mortos, eu te carrego comigo, tarde de maio”
Carlos Drummond de Andrade


A mim restou este Agosto
Loucos gritos roucos
Ruínas sem rima
Versos apócrifos em esperanto

A mim este calcanhar de vidro
Telhado de Aquiles
Chão incerto de tombadilho

Pedra. Pedra. Pedra.
No começo do caminho
No meio do caminho
No fim do caminho

Ar puro agosto
Rosário de escombros
A tudo transformei
Em maios deslumbrantes


Bárbara Lia
/2013
Imagem _ Monica Cook

Tuesday, August 06, 2013

Calendário poético 2013




No link acima, os artistas e poetas que participarão da Bienal Internacional de Curitiba _ de 31 de agosto a 1° de dezembro... Muito feliz por integrar este momento _ Pura Arte. 






Setembro, abrindo as portas para a Primavera:
Tempo de andar ao lado desta lenda. Acordar com a canção imortal da chama infinita que é Vinícius de Moraes. Então me pedem _ que eu leia nossos poemas. Que eu seja uma das mulheres a cantar sua Poesia. E fico com estas mãos sem saber qual pétala, qual poesia? O que dizer deste monstro sagrado que me visitou ainda menina, com uma flor... E embalou as serestas e os vinte anos, e a maturidade e toda a vida. Estava lá a tríade _ Chico, Tom, Vinícius. Está lá ainda, vai estar para sempre. E que felicidade ser mulher neste tempo e caminhar nas notas destes gênios. Por obra da minha irmã caçula eu encontrei Chico e quando ele se despedia e saia para o seu show eu disse _ Obrigada, pela maravilhosa trilha sonora que você trouxe para a minha vida. Ele estava saindo apressado e parou um segundo e se voltou e me olhou, com olhar inquieto. Eu que tenho o dom de inquietar os corações masculinos. Ele ensaiou um sorriso e continuou, apressado. E nada mais pode ser dito, nada deve ser. Somos abençoadas por ter estes homens que cantaram o amor e a mulher com a sensibilidade necessária. Que entenderam nossos corações astutos, que conseguiram segurar em suas mãos a chama imprecisa que é ser mulher latina, esta luz morena, esta coragem nascida das entranhas da terra mais bonita. E fico assim, sem saber como começar a separar alguns versos, alguma poesia, o que Vinícius gostaria de dizer agora. O que ele diria para as musas das araucárias, que frase ele atiraria para estas meninas que caminham pela Rua XV, pelos bosques, estas novas guerreira, estas que não tem medo do mundo, que aprenderam a tirar leite das pedras, que hastearam sua bandeira de liberdade bonita. Esta liberdade que é ao mesmo tempo uma partilha e que faria Vinícius curvar-se ao encanto, ele que era assim, este gentleman, este amante, este querido parceiro que atravessou a vida como se ela fosse um canto. Escolherei poemas de amor e poemas que falem sobre a guerra, pois nada continua mais estúpida e inválida que a bomba... Nada mais eterno que o amor. 
Qualquer hora coloco aqui a notícia completa sobre esta leitura poética que vai me unir em beleza com este grande poeta...







Dois poemas meus integram este: "Ousado projeto, grandioso, como compete a quem empunha a pena do "Luís de Ouro" ( Carlos Drummond de Andrade), "Camões, grande Camões" (Manoel du Bocage) e quer dizer ao mundo as novas armas e os novos varões assinalados que da ocidental praia lusitana; da americana praia brasileira; das africanas praias guineenses; cabo-verdianas, são-tomé-e-principenses, angolanas e moçambicanas; das indianas praias goenses; das chinesas praias macauenses; e das oceânicas praias timorenses; por mares, ares, sites navegados à exaustão, passaram ainda "além da mágoa" e "em esforços e guerras" — com a palavra — "conquistaram" novas formas de expressão." fragmento do prefácio de _Paulo Seben _ Lançamento em Curitiba no início de novembro. 

Sunday, August 04, 2013

las palabras no hacen el amor hacen la ausencia...





Fragmento del poema "En esta noche, en este mundo" de Alejandra Pizarnik,
interpretado en una escena de "El lado oscuro del corazón 2" de Eliseo Subiela,
Argentina, 2001.



En esta noche, en este mundo


A Martha Isabel Moia


I

en esta noche en este mundo
las palabras del sueño de la infancia de la muerte
nunca es eso lo que uno quiere decir
la lengua natal castra
la lengua es un órgano de conocimiento
del fracaso de todo poema
castrado por su propia lengua
que es el órgano de la re-creación
del re-conocimiento
pero no el de la resurrección
de algo a modo de negación
de mi horizonte de maldoror con su perro
y nada es promesa
entre lo decible
que equivale a mentir
(todo lo que se puede decir es mentira)
el resto es silencio
sólo que el silencio no existe


II

no
las palabras
no hacen el amor
hacen la ausencia
si digo agua ¿beberé?
si digo pan ¿comeré?


III

en esta noche en este mundo
extraordinario silencio el de esta noche
lo que pasa con el alma es que no se ve
lo que pasa con la mente es que no se ve
lo que pasa con el espíritu es que no se ve
¿de dónde viene esta conspiración de invisibilidades?
ninguna palabra es visible

sombras
recintos viscosos donde se oculta
la piedra de la locura
corredores negros
los he recorrido todos
¡oh quédate un poco más entre nosotros!

mi persona está herida
mi primera persona del singular

escribo como quien con un cuchillo alzado en la oscuridad
escribo como estoy diciendo
la sinceridad absoluta continuaría siendo lo imposible
¡oh quédate un poco más entre nosotros!


IV

los deterioros de las palabras
deshabitando el palacio del lenguaje
el conocimiento entre las piernas
¿qué hiciste del don del sexo?
oh mis muertos
me los comí me atraganté
no puedo más de no poder más
palabras embozadas
todo se desliza
hacia la negra licuefacción


V

y el perro de maldoror
en esta noche en este mundo
donde todo es posible
salvo
el poema


VI

hablo en fácil hablo en difícil
sabiendo que no se trata de eso
siempre no se trata de eso
oh ayúdame a escribir el poema más prescindible
               el que no sirva ni para
               ser inservible
ayúdame a escribir palabras
en esta noche en este mundo

                                                              8 de octubre de 1971



ALEJANDRA PIZARNIK  //  De: Textos de sombra y últimos poemas





Monday, July 29, 2013

Paraísos de Pedra

Família!

Priscilla Fernandes 


João Debs _ O fotógrafo da Ninfa da Praça Osório _ belíssima capa do livro

     abaixo: com o poeta Rafael Valter



autógrafos
Márcio Claudino, presença amiga _ sempre.




"Paraísos" também traz os mais amados amigos que há tempo não via
_Ana Marcelle_ esta flor de Belém.


Nildete Costa _ Peabiruenses em tarde de "Paraísos"


                                         Fran Ferreira e Álvaro Posselt _ presença da Poesia



Muito obrigada a todos que foram ao Paço da Liberdade. Foi uma tarde bela de reencontros e alegria. Obrigada aos amigos que escreveram, e estiveram ao lado, ainda que não fisicamente. Grata ao Tonho Franca Franca e Wilson Gorj por abrir as portas da editora a este projeto delicado, que é o resgate de um tempo e de uma cidade. Obrigada aos responsáveis pelo Espaço SESC Paço da Liberdade por acolher este momento em um lugar de levezas qual as tardes da infância. Grata aos primos e primas que vieram. Aos autores Penalux Michelle Puppo e Thomas Brenner. E aos amigos que não estão aqui nestas fotografias.
O livro, agora, apenas no site da Editora Penalux.
O link ao lado.


Monday, July 22, 2013

Um mundo mágico ao redor da casa _ Marleth Silva para o Caderno G da Gazeta do Povo

Foto _ Daniel Castellano (Caderno G _ Gazeta do Povo)


Um mundo mágico ao redor da casa

Depois dos romances e da poesia, Bárbara Lia se arrisca nos contos para falar da infância no interior do Paraná

Matéria de Marleth Silva para a coluna _ Livros _ Cadeno G _ Gazeta do Povo, uma visão da jornalista do meu livro Paraísos de Pedra, que evoca memórias da infância na cidade de Peabiru, Norte do Paraná. Alguns contos do livro tem como cenário Curitiba. Por isto: Paraísos. As duas cidades como palco desta primeira publicação de narrativas curtas. 
Link para a matéria: clicar aqui



foto _ Kátia Torres Negrisoli

Tuesday, July 16, 2013

Convite para o Lançamento de _ Paraísos de Pedra _ Bárbara Lia (Editora Penalux) _ Contos





Paraísos de Pedra
Bárbara Lia
Editora Penalux _ 2013
Selo Castiçal
Contos Brasileiros
110 Páginas
Capa e Diagramação _ Ricardo A. O. Paixão
Imagem da Capa _ A Ninfa da Praça Osório, do repórter fotográfico João Debs
Revisão _ Priscilla Fernandes
ISBN _ 978-85-66266-34-3

Para adquirir o livro, quem não puder comparecer ao lançamento em Curitiba:
http://www.editorapenalux.com.br/




Paraísos de Pedra traz narrativas da Infância da autora na cidade de Peabiru e contos que utilizam como cenário a cidade de Curitiba: Memória e Invenção.
“Paradiso” trafega por locais curitibanos: A Feira de Artesanato do Largo da Ordem, o chafariz – A fonte da memória – do escultor curitibano Ricardo Tod que evoca os tropeiros que vinham a Curitiba para comercializar seus produtos transportados por carroças e mulas. Naquela época os animais utilizavam o pequeno bebedouro - ainda existente - no Largo da Ordem. O bar Sal Grosso - reduto de poetas e artistas. O Café Express e a Confeitaria das Famílias. O Mercado das Flores, a Rua XV...
“Cinema Paradiso” utiliza títulos de filmes para narrar uma infância mágica vivida em Peabiru. Alguns garotos da cidade a denominaram – Parisbiru. Uma cidade que tem o poder de cravar dentro da alma dos que ali viveram uma indescritível nostalgia que faz com que o pensamento sempre retorne para suas ruas marrons, para sua praça pequena e para os detalhes que fazem desta cidade uma espécie de paraíso perdido.

Os contos da maturidade tem a urgência de dizer: A vida escoa. Os da infância perdem-se em relatos da memória, longos como os dias em Peabiru. O sol ao lado, sempre.

Friday, July 12, 2013

Cenário Aroma de Anis



Kátia Torres Negrisoli vive em Adamantina. Nossas trocas poéticas sempre pelo mundo virtual ou via Correios deu um salto para este encontro em Curitiba. No cenário de um dos contos do meu novo livro _ Paraísos de Pedra _ O Café Express. Noite gélida e encontro para derreter a distância. Minha amiga de Adamantina é mesmo uma querida. Nosso encontro foi no cenário de um dos contos. Um conto antigo que reescrevi _ Aroma de Anis. Ali diante da Praça Santos Andrade. Em um café aconchegante. Bela noite poética. Valeu, Kátia.
***


fragmento de Aroma de Anis, Paraísos de Pedra _ Editora Penalux:


(...)

Em algum lugar Lá dança espalhando estrelas azuis.
Lá aonde eu nunca mais irei acalmá-la recostando no meu peito estraçalhado de amor sua cabecinha atordoada, enquanto ela repetia até adormecer:

Dói viver, dói viver, dói viver, dói viver...

Lá dizia que o gosto do céu é menta com chocolate.
Inverno de quase neve na cidade gélida, nossas bicicletas encostadas em algum lugar à nossa espera enquanto o sorvete derretia em nossas bocas ela repetia...

Céu! Este é o gosto céu: Menta com chocolate.

Em todos os invernos provarei o gosto do céu olhando o voo das pombas sentindo o aroma de anis de seus cabelos espalhados.
E um sopro suave à saída do Café Express me trará esta certeza: dela ao meu lado espalhando anis no ar com a ternura dos naufragados.

Bárbara Lia


Prédio da UFPR e ao lado fica a Praça Santos Andrade. Fotografia da Kátia. A que estamos juntas, pedimos para um moço bonito que estava no café tirar. Bela noite. Poesia de sabores e risos. ENCONTRO.


La nave va...

A Poesia no tempo do El Niño

  “Não a terra não pode escolher – conclui ambiguamente. Mas depois se vinga.” ( Clarice Lispector )   Delírio da Terra:  Expelir luz das en...