I have my own medicine against loneliness reaching the degree of despair: I read. I read as one swims to shore—when reading anything, I am not there, and therefore not alone; I am somewhere else, in the book, with those people. Probably the reason I read mainly novels; I join other lives. And also when writing because then too, I am not there, not me, not this special mass of blood and flesh with all its tedious problems; I am a conveyor, a tool, I am living in the lives I am making. Beyond these two medicines, I have nothing. But once you accept being lonely, dearest Betsy, it becomes much easier; one is not frightened of being alone.
_ Uma produção da HBO: Hemingway e Gellorn - O escritor e sua terceira esposa durante a Guerra Civil na Espanha. Deve demorar a passar em nossos cinemas, quem sabe... No Salão Internacional do Livro eu perguntei ao Eric Nepomuceno - Em que momento os poetas e escritores deixaram de ser a voz de seu povo? Ele considerou isto um ponto positivo, aqui no Brasil. Que bom que não precisamos mais ir pedir apoio ao Chico Buarque ou Niemeyer... Sim, vivemos outro momento. Diferente dos dias obscuros. Sim, é neste ritmo que gira a roda viva. A Palestina perdeu seus maiores representantes - Mahmoud Darwich e Edward Said. O que tentei dizer, mas, naquele instante não encontrei palavras, é que os poetas não são mais ouvidos pelos "donos do mundo", ao menos é o que penso. A Globalização foi a pedra que matou a Beleza. Darwich era respeitado por outros grandes homens, bem como Said. No entanto, nem toda a Poesia e a Clareza de suas mentes, nem a obra dos dois e toda poesia palestina não foi suficiente para mudar o panorama que segue segundo as leis globais. Os acordos que acabam sempre pendendo para o mesmo lado. Uma pena. O mundo perde a chance de ser mais humano e a voz dos poetas ninguém ouve mais.
"Umbrática Nuvem" na Antologia - Amar, Verbo Atemporal. Em fase de edição pela Rocco. Uma Antologia de Poemas de Amor organizada por Celina Portocarrero. Ela entrou em contato e pediu uma poesia inédita. Envolvida com os dois últimos romances que escrevo, a Poesia fica esperando ali, atrás da porta. Falta material. Os poemas chegam aos poucos. Da última safra, os sonetos/diálogos com Fernando Pessoa que o Rascunho publicou em Março, a poesia premiada no Prêmio Cataratas e alguns poemas de amor. Quem não tem uma paixão engatilhada nas veias pingando versos em conta-gotas? Foi desta minúscula produção que extraí este poema - Umbrática Nuvem - registro mais que belo de uma paixão.
O Lançamento da Antologia vai acontecer dentro da Flip (Off Flip).
(Presente do meu amigo Pedro Carrano. Escritor e Jornalista, trabalha no Jornal Brasil de Fato. Livro de bolso de aspecto rústico, a capa com o mesmo papel do miolo. Amo livros de bolso... E livros artesanais.)
Uma manhã quando entrei na antiga Livraria Guerreiro o Eleoterio Burrego segredou com o entusiasmo nas dobras da voz, ele que é uma pessoa calma e maravilhosa - Faz um minuto que o Dalton saiu daqui. Eu disse- Jura? Eu não confessei o meu pouco entusiasmo em querer conhecer quem não deseja ser conhecido como cidadão comum e nem falar com quem não deseja falar com estranhos. Ainda assim, ficou aquela aura de mistério: O Dalton havia passado por ali. Sei que ele anda como um cidadão comum. Usa calça jeans, uma camisa simples xadrez e um boné. É assim que imagino o Dalton, como o fotografam à revelia por aí. Parabéns ao escritor. Um passo a mais em um caminho pleno. Uma lição. Que os livros belos apareçam e que os escritores se recolham. Só o que escrevemos importa. Curitiba no mapa e o frio enlaçando nossa alegria. Viva Dalton!
Vencedor do Prêmio Camões 2012.
Dois dias em Foz do Iguaçu para receber o Prêmio Cataratas (2° lugar - Poesia). Um belo final de semana e a passagem pelo Salão Internacional do Livro. Conheci os poetas Rodrigo Domit (terceiro lugar) e Tatiana Alves Soares Caldas (primeiro lugar) os poetas do Prêmio Cataratas. Também Emir Ross, de Porto Alegre, vencedor da Categoria Contos. Não gosto do formato das Bienais sob a batuta das grandes editoras... Mas, foi uma grata surpresa o Salão Internacional do Livro de Foz do Iguaçu. No Palco a apresentação de músicos locais. Uma trilha sonora eclética. Uma garota colombiana estudante da Unila cantou belamente - Paloma Negra - e outras canções latinas. Uma Professora colocou todos na roda com um tambor africano. Os estudantes dos grupos de Teatro encenaram a poesia primeira colocada e o conto primeiro colocado. É palpável o vento da Arte soprando em todo canto. Aquela aura viva que revigora.
De toda a programação estive apenas na fala do Eric na noite do encerramento e no debate da noite anterior - Do artesanal ao virtual: Consumo e Produção Lterária no Século XXI, com Reynaldo Damazio e Evandro Rodrigues do projeto Trajeto Cartonero. O silêncio poético da cidade a varrer o cansaço dos dias na capital e o barulho potente das águas estrondando nas pedras. Cerrar os olhos, e ouvir o canto da Natureza, o marulhar de espumas, a brisa que vem das águas. Contemplar a beleza das cataratas com o desejo de ficar e ficar...
A poesia do encerramento ficou por conta de Eric Nepomuceno, descartou as teorias e compôs um haicai de improviso para dizer quem era e a que vinha:
não sou ornitólogo
sou pássaro
eu só sei voar
Em um relato mergulhado em saudade, sem camuflar o seu carinho por Gabo, ele narrou belos dias ao lado do escritor Gabriel Garcia Marquez, desde o encontro de ambos em 1978 em Havana, até a convivência no México, na Rua Fogo esquina com Rua Água. Esta poesia que de tudo saltava, mesmo no endereço de Gabriel Garcia Marquez. Uma alegria saber que alguém acompanhou o escritor durante o tempo da escrita de um dos romances que eu mais gosto - O amor nos tempos do cólera. Este passeio ao lado de Gabriel Garcia Marquez foi um presente que o escritor nos deu, com sua fala cadenciada e com a poesia embutida entre as frases. Um belo encerramento para a minha curta passagem por Foz.
Em um mundo melhor - Direção: Susanne Bier - Elenco: Ulrich Thomsen, Mikael Persbrandt, Trine Dyrholm. O filme dinamarquês vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro / 2011.
Relutando quanto ao novo filme que narra o triângulo - Freud / Carl Jung / Sabina Spielrein, ou ver Sete dias com Marilyn, acabei com esta surpresa que vi em casa, uma improvável alegria considerando os filmes que passam na Tv a Cabo. O filme é atual, verdadeiro, potente e humano. Os dois meninos do filme são ótimos, a trama gira em torno deste encontro dos dois garotos no colégio e desencadeia uma infinidade de eventos. O médico humanitário considera válida a aceitação do escárnio e da maldade do mundo, apelando para o perdão e para a vitória através de uma postura quase zen. Ele crê em algo que se aproxima da não-violência de Gandhi. A grande dúvida é: Devemos calar quando alguém nos humilha? Aceitar as palavras, gestos rudes, as inverdades, as indelicadezas? O médico acredita que sim, para isto ele salva o sanguinário guerreiro e não incita o filho a usar as mesmas armas dos que o assediam. Esta visão ilusória de um mundo impossível. Em um mundo melhor, quem sabe? O outro caminho, o da revanche, o não calar, o revidar... Este leva e eleva o mundo ao patamar sem glória, espiral sem fim de destroços de almas, matéria, beleza.
Em um mundo melhor este filme seria ficção. Em nosso mundo é apenas a visão exata da maldade possível, das utopias (elas ainda existem) e da necessidade de conhecer a alma das crianças. Estas potências em explosão.
Para Camille, com uma flor de pedra - Bárbara Lia (21 gramas)
cada livro artesanal leva, agora, ao final o sumário da coleção 21 gramas
Para Camille, com uma flor de pedra - apresentação de Kátia Torres Negrisoli
Primeira poesia do livro que leva o título da escultura de Camille Claudel - Sakountala
- O projeto "21 Gramas" reúne 21 pequenos livros artesanais de poesia - inventário poético de Bárbara Lia, ao lado de outros seis livros lançados de forma tradicional.
"Paisagem ao Luar com acompanhamento - Serenata de Tosseli". 1958 - Salvador Dali.
Holocausto dos Livres
Hitlers sonâmbulos jogam vôlei com a lua
Afugentam pássaros, queimam ciprestes
Enquanto pequeninas Franks registram -
No escuro - o belo impregnado de pólvora:
Açucenas atiradas no cais do amanhã
Árias flutuando no esperma dos anjos
A paz silvestre de um beija-flor avelã
A sugar a rosa divina em voo distraído
Franks esmagadas no ar do ódio inócuo
Enquanto mil Hitlers de oco cego ego
Brilham ácidos no altar da prepotência
As pequeninas meninas – Annes
Franks modernas vestidas de lilás -
Escrevem trancadas em armários
Meio a ratos e candelabros de fogo
Uma arca flutuando acima de suas auras
Um graal tecido entre as tranças loiras
Escrevem contra o tempo, suam crisântemos
A ampulheta do escárnio acelerando o fim
O mundo compactua - cego contumaz -
O holocausto da beleza em andamento
Hitlers sádicos a queimar os lírios da paz
A raptar a lua para iluminar seu bacanal
Bárbara Lia Prêmio Cataratas de Contos e Poesias (2012) - 2º Lugar
Recebi uma bela notícia da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu, sobre o PRÊMIO CATARATAS DE CONTOS E POESIAS. Minha Poesia "Holocausto dos Livres" ficou em Segundo Lugar. A entrega do Prêmio será durante o Salão Internacional do Livro Foz do Iguaçu - 2012.
A poesia abre as asas e me leva para todo lugar. Até o final do ano duas antologias especiais, uma delas é parte do Projeto - Café, Leite Quente e Poesia. Evento que inaugurei com Edson Falcão no final de 2010 com o tema Sublime x Pitoresco. Alguns poemas sublimes vão entrar neste livro. Projeto organizado pelo Elisson Silva no Paço Liberdade, espaço do SESC aqui em Curitiba. O fio da Poesia não desata. VIVA A POESIA!
Peabiru é o meu refúgio mágico. Minha Pasárgada. Éden antigo. A felicidade andava colada ao meu ombro direito quando eu vivia ali. Eu vivi ali dos cinco aos dezesseis anos. Foi ali que cursei todo meu ensino básico. Quando eu fui para o Ensino Médio (atual) meu pai decretou que minha inteligência ia ser desperdiçada se eu cursasse a Escola Normal. Acho que meu pai desviou meu destino que era para ser professora desde sempre e escritora há muito. Tenho uma parcela de culpa pelas minhas exageradas notas em Matemática. No último ano do Ginásio eu tirei dez em três bimestres e no último, como eu já havia mesmo passado de ano, eu tirei 9,5. No ano que o Brasil se sagrou Tri-Campeão no México, comecei a estudar o Científico na vizinha cidade de Campo Mourão. De ônibus de linha, com minha irmã Tere, Solange a filha do Prefeito, Delcimar que era filha do dono do cartório, a Eugênia, uma pessoa de uma candura imensa que eu nunca mais vi. Meu pai era um sonhador que vivia mergulhado em livros e só saia para medir terras (ele era agrimensor) quando o dinheiro estava acabando, naquele ano ele foi à luta para possibillitar que duas de suas filhas viajassem todos os dias para concluir o curso. No final do segundo ano ficou mais prático ir viver em Campo Mourão, onde os filhos foram em busca de trabalho, inclusive eu, aos dezesseis anos. Aos dezenove anos eu me formei em Estudos Sociais. Havia deixado para trás aquele reino encantado, que se chama Peabiru. Um destes lugares para onde as pessoas sempre voltam, onde todos tem histórias, memórias, ligações. Uma cidade que para mim sempre foi bela, apesar da pobreza, apesar da infância de menina com sequelas de poliomielite, apesar da ausência de coisas que as crianças tem hoje em dia. Havia a montanha de serragem de uma laminadora onde a gente descia como quem esquia na neve. Haviam as beneficiadoras de café, e nos tempos de total falta de grana, escolhíamos café, os filhos todos ao redor de uma mesa imensa. Havia o Cine Vera e filmes todos os domingos, pois meu irmão mais velho era o Alfredo da nossa cidade... Qual no filme Cinema Paradiso, ele era o moço que projetava os filmes. A primeira vez que minha irmã me tomou pela mão e mostrou o menino bonito, vestido de verde, além de uma cerca verde, em uma cena que lembra - Grandes Esperanças. Aquele filme de poesia verde com Ethan Hawke. O mistério de uma infância só mesmo os anjos entendem. A poesia Chá para borboletas que evoca o quintal da vizinha. O Tejo que nunca passou pela minha aldeia, na tarde em que adentrei um riacho lindo, de água rasa, coberto por galhos imensos de uma árvore exótica. O medo das vacas na chácara do leiteiro. A chegada do caminhão de mudança naquela casa pequena que era a última de uma rua que ficava de frente para a rodovia e aquela resposta do meu irmão protetor, quando eu apontei a sequência de casas lá no alto e perguntei...
- O que tem lá?
E ele respondeu sem titubear...
- A fazenda Santa Rita.
Eu tinha onze anos e via aquelas senhoras de rostos pintados que atravessavam a cidade em charretes como se a gente ainda vivesse em um filme de faroeste. Elas eram as prostitutas e viviam naquele aglormerado de casas, que por um tempo eu acreditei piamente que era a Fazenda Santa Rita. A cidade com seus costumes, a vida rígida.
Bateu este banzo, este texto que alguém pode até dizer - piegas - mas, encontrei toda gente neste tal de Facebook; Na comunidade com o nome da cidade, que alguém comparou com Paris, preciso saber quem para dar o devido crédito. No final, todos os que passaram a infância e adolescência lá sabem que lá é uma cidade Luz, nossa Meca, nosso lugar... Acho que vou retirar da gaveta aquele livro de memórias e retomar o traçado dos momentos de ouro, a risada do pai ecoando pela sala, o barulho da máquina de costura da mãe uma canção de beleza, meu irmão imitando o Elvis em um topete, as minhas irmãs enfrentando pai e avó para usar uma mini-saia e as estrelas cadentes rasgando as noites silentes.
Quando encontro uma frase, um texto, um poema que amo, eu roubo para mim...
Quantas poesias a gente lê e pensa - é tudo que eu queria dizer...
Hoje eu encontrei esta bela poesia do Miguel Torga no Facebook, o meu amigo Leonardo Paiva de Pedralva postou e eu "roubei"... e lembrei a canção do Milton Nascimento, a ARTE, que seria de nós sem a ARTE?
Súplica
Agora que o silêncio é um mar sem ondas, E que nele posso navegar sem rumo, Não respondas Às urgentes perguntas Que te fiz. Deixa-me ser feliz Assim, Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto. Só soubemos sofrer, enquanto O nosso amor Durou. Mas o tempo passou, Há calmaria... Não perturbes a paz que me foi dada. Ouvir de novo a tua voz seria Matar a sede com água salgada.
Hoje é dia do livro. Decidi presentear os leitores da minha página.
1 exemplar do livro - A flor dentro da árvore - Poesias
1 exemplar do livro - Constelação de Ossos - Romance
3 livros artesanais - Chá para as borboletas, NooN e Para Camille, com uma flor de pedra.
A escolha de qual livro deseja receber é de quem comentar primeiro. Basta deixar o nome e o título... e enviar um email para mim, com o endereço para remessa.
Nos últimos meses recebi meia dúzia de convites para editar meus livros em e-book. As editoras que estão entrando neste mercado apostam neste caminho. Eu vejo o e-book da mesma forma como vejo os livros tradicionais e foi a minha resposta a um dos que fizeram a proposta para mim. Colocar no site Amazon, é legal, mas, as pessoas seguem adquirindo livros de autores consagrados. E as editoras não se propõem a divulgar sua obra, é uma tarefa que acaba sobrando para você. Acredito na mudança que ocorre, pretendo algum dia publicar neste formato. Para um futuro breve, sim. Analisar com cuidado e tentar um editor que confie na tua obra e diga que viu potencial nela, e por esta razão, ele mesmo a publique. Na verdade não tenho como investir nestas demandas por ora. Tive outra crise de hipertensão em março e isto está preocupando a mim e meus filhos. Tudo que tenho e que a Literatura concede eu investia na Literatura, no momento tudo que tenho e o que não tenho vai para médicos, remédios e plano de saúde...
Voltando ao e-book... Um pequeno livro meu está no Site Germina. Lindo, eu adorei esta possibilidade. No entanto, ainda não me encantei com as propostas. Para isto é preciso tempo. Esperar que alguém confirme o diferencial de seu trabalho, então, colocar os poemas em livros digitais. Deixar os livros impressos para as bibliotecas, os museus do futuro? Não, não creio. Os livros são eternos.
Hoje é Dia do Livro! Tudo a ver falar em livros e Tolstoi.
Sigo pensando nisto, na importância dos livros. Meus amigos e infância, companheiros de juventude, abrigo na maturidade. Estou imprimindo os livros da coleção 21 gramas em seu formato definitivo. É vital para mim sentir entre os dedos, a materialidade, esta poesia em algum lugar que não seja minha alma e a internet. Não sou blogueira e não creio em uma categoria = poesia virtual = poesia é poesia. Não importa o veículo onde ela trafega para chegar do autor ao leitor. Não existe divisão, não há como fatiar a poesia. Sou toda palavra, sou tão palavra que não curto os concretistas e não sou fã da dita Poesia Visual. Gosto dos descaminhos do verbo, dos labirintos das metáforas, dos vôos que as imagens imprimem, palavra a palavra.
Sigo em dúvida quanto aos e-books, com a certeza absoluta que milhares seguirão adquirindo e-books de Paulo Coelho e livros/chá de capim cidreira. O que é afinal um livro de auto-ajuda? Um chá que dá uma sensação de bem estar em um segundo e depois os sintomas estão todos lá. A única coisa que cura o Homem passa pelo AMOR. O único real, assim, com letras grandes. Neste final de semana assisti ao filme - A última estação. Uma maravilha que joga para debaixo do tapete as coisas pequenas, as dúvidas, todas as alegrias e insatisfações. As grandes causas diluiram - uma a uma. Nada como um filme assim para apontar o essencial. Enquanto não defino meu caminho quanto aos e-books, sigo imprimindo os artesanais e A flor dentro da árvore. O novo livro de poesias (fotogramas em flor de algodão) deve encontrar uma editora "normal", bem como o romance que terminei em 2012. Não vou publicar o título, quem sabe eu esqueça a promessa de nunca mais participar de concursos e o envie para um concurso de romances. Enquanto os dias navegam cinzentos, construo um novo enredo, mais que atual, em tempo real. Envolve uma garota sem memória, as comunidades autossustentáveis e otras cositas más...
"as coisas pequenas vazam
choro por elas, uma noite talvez..."
versos da minha poesia - O que me pertence.
Deixo os e-books para o futuro e fico meditando os passos de Tolstoi...
Sinopse do filme - A ÚLTIMA ESTAÇÃO:
1910. Yasnaya Polyana é propriedade de Leon Tolstoi (Christopher Plummer), no entanto ele rejeita a propriedade privada e defende a resistência passiva. Por isto, apesar de ser um dos maiores escritores do mundo, alguns o vêem como algo maior, um santo vivo. Já bem idoso vive lá com Sofya Andreyevna (Helen Mirren), sua esposa. Tolstoi centra a atenção em espalhar sua doutrina com o seu melhor amigo, Vladimir Chertkov (Paul Giamatti), que funda o movimento mundial tolstoiano, cujo quartel general fica em Moscou. Lá Chertkov entrevista Valentin Bulgakov (James McAvoy), que, apesar de ter 23 anos, ambiciona ser o secretário particular de Tolstoi e consegue o cargo. Como Chertkov está impedido de ver Tolstoi, cabe a Bulgakov ir até Yasnaya Polyana e servir de ponte entre Leon e Chertkov. No caminho Bulgakov para em Telyatinki, uma comuna tolstoiana criada por Vladimir Grigorevich como centro do movimento. Lá todos são iguais, seguindo os ensinamentos de Tolstoi. No dia seguinte, Bulgakov chega em Yasnaya Polyana e sente logo que Leon e Sofya divergem bastante. Apesar dela não exigir ser chamada de condessa e Tolstoi, obviamente, não querer ser tratado como conde, há um ar aristocrático em Sofya, que há anos não aceita os objetivos do marido, desde que seu trabalho como novelista se tornou secundário. Após algum tempo, Chertkov vai até Yasnaya Polyana e fica claro que ele e Sofia se suportam (na melhor das hipóteses), pois ela acredita que existe um novo testamento, no qual seu marido cederia seus bens (inclusive os direitos autorais de seus livros) para o movimento mundial tolstoiano.
Signo de Salomão
Na palma
Napalm na pele
Da alma
Tatuagem recebida
No berço
Caligrafia de Deus
- Risco estrela -
Que oblitera a pele canela
O mel de flor evaporada
Os traços arcaicos
Incinerados no espelho
Reflete
Em branca fogueira
Intacta
Minha alma
Ignorata
El Tejo nunca pasó por mi aldea.
Tierra roja y sol.
El río me bautizó niña
Quedaba al final de la calle
En la chacra del lechero.
Primero a abrazar y helar
Las delgadas piernas.
Río con gusto de Dios.
Adulta, crucé ríos de dimensiones marítimas.
Puentes inmensas que no conducían a Dios.
Dios vive en las pequeñas cosas.
Los grandes ríos son catedrales.
Dios, a veces se exilia.
Recorre millas
Para acariciar ángeles
En arroyos tristes.