Tuesday, August 09, 2005

ontem choveu no futuro



Ontem choveu no futuro:
Emanoel Marinho (MS) Marcelino Freire (PE) Maria Adélia Menegazzo (MS) Cristino Bogado (PY) Heriberto Yépez (MX) Rogério Eduardo Alves (SP) Luciano Serafim (MS) Bárbara Lia (PR) Rodrigo Garcia Lopes (PR) Reynaldo Jimenez (ARG) Sylvio Back (RJ) Joca Reiners Terron (MT) Manoel de Barros (MS) Monteserrat Alvarez (PY) Rock Zanella (MS) James Joyce (IRLANDA) Fabiano Calixto (PE) Ogwa (PY) Bosco Martins (SP) Visconde de Taunay (MS) Glauco Mattoso (SP)

Friday, August 05, 2005

O rio da minha aldeia



O rio da minha aldeia

Bárbara Lia

O Tejo nunca passou pela minha aldeia. 
Terra vermelha e sol. 
O rio que me batizou 
Ficava na chácara do leiteiro. 
Primeiro abraço gelou as magras pernas. 
Revelou mistérios - riacho com gosto de Deus. 
Adulta, cruzei rios de dimensões imensas. 
Pontes largas que não trouxeram Deus. 
Deus vive nas pequenas coisas. 
Os grandes rios são catedrais. 
Deus às vezes se exila e percorre milhas
Para acariciar anjos em riachos tristes.

Wednesday, August 03, 2005

Campos de trigo








Os campos de trigo continuam azuis a florescer pássaros
e acalentar o pão que aquece a alma de quem ama
e de quem não ama.
Os campos de trigo seguem embalando a lua com
uma sonata ao futuro sem fome.
Os campos de trigo esqueceram Van Gogh e seus corvos
pois não há mais dor no homem, é tudo realidade consentida.
Não há mais um espanto diante do existir,
morreu o sorriso sábio de quem ergue sua obra para que o mundo
floresça em primaveras, que o artista não pôde viver.
O maestro com a batuta, o poeta com sua lapiseira grafite nº7,
Van Gogh e seu pincel derramando estrelas e sustos.
Nem mil girassóis de Van Gogh vão calar a dor que assola
Ninive, Candahar, Bagdad, O sertão, O chão desumano da Pátria,
Nigéria, Haiti, Etiópia...
Os campos de trigo não aceitam mais espantalhos,
como os homens não precisam mais proteger o coração
para que o amor não os atinja,
pois o amor foi sepultado na última primavera.
Espantalho de braços abertos,
colorido, alardeando um campo-minado-coração,
foi varrido pelas máquinas da indiferença que regem
o sarcástico-mundo-cão.
Os campos de trigo...
Indiferentes, seguem solares, seguem em chama,
espalhando grãos, dançando ao vento das almas ignaras.

Bárbara Lia

Sunday, July 24, 2005

NA VARANDA DE FLORBELA




Aqui cantaste nua.
Aqui bebeste a planície, a lua,
e ao vento deste os olhos a beber.
Aqui abandonaste as mãos
a tudo o que não chega a acontecer.

Aqui vieram bailar as estações
e com elas tu bailaste.
Aqui mordeste os seios por abrir,
fechaste o corpo à sede das searas
e no lume de ti própria te queimaste.

(Eugénio de Andrade)
Portugal.


Sunday, July 17, 2005

SEGUNDA MORTE



O pelotão avança, cascata de passos
Em adágio, botas resvalando relva.

Coração acelera. O homem calvo cobre
Meus olhos. Aguardo o fim.

Lembro negro olhar em chamas, encanto.
Fatal certeza... Morrer? Já morri por ti.
Bárbara Lia
O sorriso de Leonardo 


*

Em janeiro vivi uma emoção muito bela quando estive na Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre. Agora o Sidnei Schneider, poeta de Porto Alegre, me conta que vai ler três poemas meus e três dele no Recital da Casa de Cultura Mário Quintana neste domingo. O poema acima, Transparência e Concha Rossa. Estas horas de cálida ternura é que ponteiam a minha estrada, a rota, a travessia. Meus poemas lidos no sul, ter os filhos mais tempo em casa por causa das férias. A felicidade é feita de milionésimos de segundos. Mano Melo terminou o poema - A moreninha- que escreveu para mim com uma frase tal qual esta...
"...a eternidade é feita de milionésimos de segundos"
Esta feliz eternidade destes milionésimos de segundos, que são a notícia do recital, os beijos a mais que tenho nas manhãs, já que o Thomas está de férias e a Tahiana acorda com cara de gatinha dengosa, e na noite eu tenho a companhia da Paula, que ri muito vendo tv e eu fico aqui do quarto ouvindo a gargalhada dela e pensando, em milionésimos de segundos que tenho desta eterna felicidade. De ser poeta - mãe e amiga de pessoas eternamente belas...


photo by Hartmuth Tobies

Friday, July 15, 2005

Cinéfila - "Bom dia, noite"





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BOM DIA, NOITE

Há alguns anos fui em uma tarde de domingo ao Cine Luz. Gratas surpresas e emoções vividas ali, e uma delas foi Juliette Binoche no filme – A Liberdade é Azul, de Kyalowski. Eu sai do cinema sob o impacto da arte de Juliette e ela passou a ser admirada por mim, bem antes do Oscar. Ontem eu sofri o mesmo impacto, no mesmo cine, diante de Maya Sansa. A atriz italiana que interpreta a guerrilheira Chiara do filme “ Bom dia, noite”. Esquecendo o julgamento histórico e o drama do sequestro de Aldo Moro, o filme revela a arte de Maya, e a bela trama dirigida por Marco Bellocchio, choca. A semelhança do ator Roberto Herlitzka com Aldo Moro e a condução da história conseguem transformar a maratona densa de sequestradores confinados em um filme que merece ser visto. Acreditando ser recurso de cinema terem colocado uma tão bela atriz para interpretar Chiara, fui buscar os fatos, os mesmos que prendiam minha atenção diante do noticiário quando ocorreu o sequestro de Aldo Moro. A militante mulher que era integrante da Brigada Vermelha – Ana Laura Braghetti – é o retrato de Maya Sansa. Foi ela que forneceu, na história real, a própria casa – via Montalcini 8 – para a prisão de Aldo Moro. O filme conta os 55 dias de confinamento de Aldo Moro, baseado em depoimentos de Anna Laura, que conseguiu liberdade condicional em 2.002. Uma pequena burguesa, uma funcionária que saia para ir  ao trabalho, enquanto seus companheiros ficavam em casa com presidente da Democracia Cristã da Itália. Assassinado pelo grupo ao final de uma história que incluiu o Papa Paulo VI se propondo a se por de joelhos diante dos sequestradores. Nenhuma reivindicação do grupo foi atendida, Aldo Moro - executado. Anna Laura Braghetti, uma mulher nascida em Roma, que tem apenas dois anos a mais que esta poeta, acreditava na luta do movimento que se envolveu – Brigate Rosse – Brigada Vermelha, que por um erro de tradução aparecia na legenda ora como BV, ora como BR. Como demonstra o filme, o livro que foi escrito por ela narra exatamente o que as telas tentaram mostrar - a passagem para o arrependimento diante da morte de Aldo Moro - Para mim revelou uma interpretação que relembrou Juliette Binoche, um olhar onde se pode ler inúmeras mensagens. Interpretar, sem dizer.


"Bom Dia, Noite", o título do filme faz referência a poema homônimo de Emily Dickinson:

Bom dia noite/Estou voltando a casa/O dia se cansou de mim/Como poderia eu dele.

O livro - Il Prigioniero - escrito por Anna Laura Braghetti e a jornalista Paola Tavella, deu origem ao filme.

sereia alada




A gralha azul lava as asas no tanque de açucenas. O marajá de Yankipur espia os gestos da ave. Possui reinos, mas não possui o voo. Só o ouro pesa nas mãos - ópio que engana. Admira as asas abertas azuis e pensa:
- Quero teu voo!
A sereia na pedra sonha serem os negros cabelos - asas, e reclama:
- Não quero a úmida pedra e este canto que enfeitiça os habitantes das naus. Não quero raptá-los à lua, enamorados. - Quero asas!
Entre o marajá e a sereia, a gralha azul voeja e batiza o sonho de um deles com espumas de prata. O marajá olha insolente, mas, volta as costas ao milagre, preso ao peso do ouro, reclama:
- Quero asas!
Sonha raptar a sereia, adornar seu tanque de vidro e águas perfumadas. A sereia sorri e voa para longe das mãos ferinas, feliz por haver, no ritual da tarde, recebido asas azuis de vidro.

Bárbara Lia.
Ilustrado por Ane Fiuza

Wednesday, July 13, 2005

Álvaro Alves de Farias




A primeira vez que Sylvia Plath
Se aproximou de mim
Trazia nas mãos um poema sem palavras
Com um beijo morto na boca
Ela beijou meus dentes
E se deitou comigo
Num beco sem saída.



(Álvaro Alves de Farias)


*
Poeta paulista que me seduziu para sempre,
depois que li "O sermão do viaduto" e "Lindas
mulheres mortas".


photo by Austin Ban



Friday, July 08, 2005

blocos portal de literatura e cultura




TRANSPARÊNCIA 
No instante do milagre
Segredos descem penhascos,
Espelhos, memórias, casas.
Trechos da vida à beira da ruína
Todos guardam para si.
Ninguém é transparente feito água Ouro Fino.
                                              Bárbara Lia
Do livro: “O sorriso de Leonardo”, Kafka edições baratas, 2004, PR


Há algumas semanas recebi um e-mail de Leila Míccolis dizendo
que eu estava entrando na lista dos mais de oito mil poetas que
tem lá no Blocos Online... ela solicitou poemas e estão lá no blocos
online, no endereço abaixo.


http://www.blocosonline.com.br/literatura/autor_poesia.php?id_autor=2823&flag=nacional


Thursday, July 07, 2005

Guizos ao Sol




escaravelho solar
tua presença ilumina 
bonsais sorriem
manhãs desgarradas 
seguem antigas rotas


coiote silencioso
sussurrando segredos 
aos grãos de areia
no futuro o Universo 
saberá das belezas
guizos ao sol


sonho ser Castor; Tu Pollux
constelação eterna 
num fictício céu
dos amantes untados de fogo


sonho ser a musa 
de um poeta suave
esquivo, terno 
sonho astros se curvando 
ao que nasceu em nós

Bárbara Lia

imagem: Luke Palmer

Thursday, June 30, 2005

Nada podeis contra o amor - Eugénio de Andrade



"Nada podeis contra o amor,
Contra a cor da folhagem,
contra a carícia da espuma,
contra a luz, nada podeis.
Podeis dar-nos a morte a mais vil,
isso podeis - e é tão pouco!"

Frente a Frente - Eugênio de Andrade - Poeta português.

Estou descobrindo Portugal e outros poetas lusófonos- fascinada com poetas de Angola e Moçambique. - quem puxou o fio foi Mia Couto.
Momento de me organizar... Por isto está economizando meus poemas, guardando para eventuais concursos, os poucos inéditos que restam. 
No Congresso Brasileiro de Poesia em 1.998, na sala de exposições dos poemas visuais, Fernando Aguiar, poeta visual, artista plástico, professor da Universidade de Lisboa - my friend - e Hugo Pontes, poeta mineiro, não sei se devo dizer poeta visual, ou concretista, conversaram com a Bárbara - sobre - "escolher entre a prosa e a poesia". 
Vez ou outra eu penso nisto. Mas, nunca segui o conselho de ambos e sigo escrevendo poemas e novelas, e romances e contos, até que eu mesma vire um livro.

phobo by Joana Kosinska

henfil


Quando tudo escurece e o céu se torna negro, igual ao céu de O morro dos ventos uivantes, de Emily Brontë, eu começo a pescar as cenas belas. Penso na mandala, no círculo da vida, na gangorra do vai-e-vem - um dia de sol, outro de chuva. Quando estou no cenário de Emily, à beira do abismo, na charneca, resgato as boas horas. O tempo da luz sem medo, de estar inserida no céu líquido, no azul inenarrável. Penso no sorriso da minha mãe e na primeira manhã em que fui Deus - quando colocaram a Paula, minha primeira filha, em meus braços e me sentí dona da criação. Eu tinha uma boneca de carne - minha obra de arte. O primeiro amor, essas delícias. Recupero a certeza de que virão outros dias tão plenos e tão belos. E meio ao caos nacional, eu recupero as belezas - e as minhas saudades - acreditando que em algum lugar existe alguém como o irmão do Betinho, um dos caras mais lindos que eu vi, e que é da safra 1.944 - o ano mágico em que nasceu - Chico Buarque, Leminski, Henfil, Frei Betto... e sabe-se lá quem mais de beleza que a gente não tem visto. Grande beijo Henfil e uma carta que narra a tua alma de estrelas:
*
São Paulo, 1º de setembro de 1978.

"Eu nunca soube amar. Eu nunca soube amar a cada um. Eu nunca soube amá-los como indivíduos. Eu nunca soube aceitá-los como feios, fracos e lentos. Tragam-me um doente e não chorarei com ele. Mas me mostrem um hospital e derramarei rios e mares. Eu não sei falar e ouvir um homem, uma mulher ou uma criança. Eu só sei fazer coletivo, massa, povo, conjunto. Sou capaz de ser herói, mas não sou capaz de ser enfermeiro. Sou capaz de ser grande, mas não sou capaz de ser pequeno. Eu nunca dei uma flor. Nunca amei uma pessoa. E tenho amor. Dou desenhos, dou textos, escrevo cartas. Sem contato manual, sem intimidade, sem entregar. Por que desenho, por que escrevo cartas? Minha arte é fruto da minha importância de viver com vocês. Um dia, vou rasgar o papel que escrevo, rasgar o bloco que desenho, rasgar até esse recado covarde e vou me melar e besuntar com vocês, tudo com meu grande beijo. Vocês vão me reconhecer fácil: vou ser o mais feliz de vocês. Henfil"
(Cartas da mãe)
*
para assistir "Cartas da Mãe", documentário de Fernando Kinas e Marina Willer - acessar:

Sunday, June 19, 2005

SR. NEW YORK - Bárbara Lia


Ilustração do Jornal Rascunho - Arte Daniel Klein


Conto publicado no jornal literário Rascunho nº 59 (2.005), link para o conto:

Saturday, June 18, 2005

Alejandra Pizarnik
























Azul

Mis manos crecián con música
detrás de las flores

pero ahora
porqué te busco, noche,
porqué duermo con tus muertos.

Alejandra Pzarnik

(1.936-1972)
Escritora argentina


Dois endereços que encontrei na rede, poesia de mulheres,
poesia em língua espanhola.

http://www.ciudaddemujeres.com


www.palabravirtual.com

Thursday, June 16, 2005

NA HISTÓRIA DE NOSSO AMOR



Na história de nosso amor, um foi sempre uma tribo nômade,
outro uma nação em seu próprio solo.

Quando trocamos de lugar, tudo tinha acabado.

O tempo passara por nós, como paisagens
passam por trás de atores parados em suas marcas quando se roda um filme.

As palavras passarão por nossos lábios, até as lágrimas passarão por nossos olhos.

O tempo passará por cada um em seu lugar.

E na geografia do resto de nossas vidas,
quem será uma ilha e quem uma península
ficará claro pra cada um de nós no resto de nossas vidas em noites de amor com outros.

YEHUDA AMICHAI

(1924-2000), poeta israelita

Tradução Millôr Fernandes

Tuesday, June 14, 2005

Incômoda magia




Campo de safiras, este olhar
Silêncio de altas noites egípcias
Segredo de mil e uma noites
Luz helênica ao redor
A ama - de rosto hindu -
Curva-se, cerra as cortinas e retira-se
Estamos sós
Flor-da-paixão roça meu corpo
Antúrio secreto rompendo túnicas
Fervilha o sangue em tempestade
Árvores enlouquecidas
Nuvens cor de ardósia
Cortinas se excitam
Meu corpo se excita

Incômoda magia
Hospedar o fogo sagrado

Que se chama - Amor

Bárbara Lia


Saturday, June 11, 2005

Nizar Qabbani




A função da poesia é fornecer-te um passaporte...
Sem interferir nos detalhes da viagem
No horário dos trens que apanhas
Ou no nome dos hotéis onde te hospedas
A função da poesia
É colocar à tua frente
A garrafa e o copo
E deixar que te embriagues
À tua maneira.

Nizar Qabbani
Nasceu em Damasco, Siria, em 1.923

Friday, June 10, 2005

Suicida




Abismo nô. Correnteza nômade.
Sinistro vento. Lágrima.
Estou sentado na ponte de pedra.


Sopros do antigo resgatam frases.
Tela ilusória refletindo imagens.
Continuo sentado na ponte de pedra.


Domingo. Ponte vazia.
Peixe azul me acena
feito uma nereida – venha!


Ouço a respiração do
caracol.
Me despeço do sol.


E me atiro da ponte de pedra.

Bárbara Lia
O sal das rosas
Lumme editor

Tuesday, May 10, 2005

Diário de Frida




"9 de novembro de 1951
Menino-amor. Ciência exata.
vontade de resistir vivendo
alegria saudável. gratidão infinita
Olhos nas mãos e
tato no olhar. Limpeza
e maciez de fruta. Enorme
coluna vertebral que é
base para toda a estrutura
humana. Um dia veremos, um dia
aprenderemos. Há sempre coisas
novas. Sempre ligadas à
antiga existência.
Alado - Meu Diego meu
amor de milhares de anos.
Sadga. Yrenáica
Frida.
DIEGO"

- Diário de Frida Kahlo
publicado no Brasil pela
José Olympio Editora -




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Monday, May 09, 2005

BRAYNER e GANDOLFI




Ofício

Não se ri e não se chora de repente. É com o
acúmulo de vinte vidas que se aprende o ofício.
Se ri e se chora de espanto. Este espanto que a
gente aprende a conquistar. O meu espanto
anda comigo: nos meus bolsos, nos meus livros,
no cinto, nas meias velhas, nos olhos.

-Bernardo Brayner - Recife -Pe.
(do livro - Exercícios de Morrer -Editora LivroRápido-
Elógica - 2.005)




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É quando os hematomas vão surgindo
primeiro na treliça do armário embutido
depois no movimento de abrir a janela
Anterior – o tamanho do sol verte
no parapeito em úlcera e carbono
a parte fisiológica do céu
Por dentro o pássaro é pouso
e palavra.


Leonardo Gandolfi - Rio de Janeiro (RJ)



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imagem - salvador dali

Monday, May 02, 2005

Em memória das crianças mortas no Iraque e na Palestina





Quando dormem as estrelas
Ouço o eco dos séculos
Chega em perfume de sândalo
Rasga-me em cimitarras frias
Acende a lua crescente
Em meu coração Amrik

Bárbara Lia.

La nave va...

Ilya! (Vmesto Pis'ma) - Bárbara Lia

Connor Storrie (Ilya Rozanov). Cenas da série canadense 'Heated Rivalry'. Baseada no livro de Rachel Reed. Direção e Adaptação do ge...