Faulkner, William. As I Lay Dying. New York: Jonathan Cape, (1930). Friday, May 15, 2009
As I Lay Dying
Faulkner, William. As I Lay Dying. New York: Jonathan Cape, (1930). Wednesday, May 13, 2009
Um café com John Fante. Uma tarde com O amante

Sunday, May 10, 2009
Friday, May 08, 2009
estante #19

http://www.cronopios.com.br/site/poesia.asp?id=3155
estante #18

Ciranda com Emily & Hilda
Metal sculptures of Amherst residents Robert Frost and Emily Dickinson, near Emily's house in downtown Amherst. 
Quanto mais nobre o gênio menos nobre o destino
um gênio pequeno alcança a fama
um grande gênio alcança o descrédito
um gênio ainda maior alcança o desespero
um deus é crucificado
Fernando Pessoa
Estes versos de Fernando Pessoa abrem a coluna de Pedro Maciel no site Cronópios: Emily Dickinson e a voz da imortalidade. Quando li os versos de Pessoa lembrei os aforismos do Tao Te King.
Emily é mesmo imortal:
http://www.cronopios.com.br/site/ensaios.asp?id=3970
Emily é parte do triângulo insuperável - Hilda Hilst - Clarice Lispector - Emily Dickinson - escrevi uma poesia para estas poetas, em ciranda extasiada. Encontrei uma foto de uma escultura de Emily onde ela está diante de Roberto Frost (eu tive uma briga de amantes com o mundo) este verso de Frost é o resumo da alma de poeta.
CIRANDA COM EMILY & HILDA
A bela de Amherst
E a obscena senhora H
Contam-me seus dias de paz.
Puxam-me para a misantropia.
Nunca mais seguir guias que abandonam
no meio do caminho.
Nunca te vi de branco,
Emily!
Nunca entrei na Casa do Sol.
Mas estivemos juntas em ciranda
Alma-a-alma
Thalassa & Sêmen.
Atavios de fadas & Ave Nave.
Crisálida outra vez.
Ouvindo as notas de vidro do amor.
Coração vestido de branco.
Nos pés as sandálias do sol.
Bárbara Lia
(O sal das rosas - Lumme editor-2007)
Thursday, May 07, 2009
gatos gatinhas e gatões
cybele chavesà luz da lua
o gato namora
chuva de prata
Jiddu Saldanha
http://haigatos.zip.net/
Jiddu Saldanha contou-me deste blog de haicais para os apaixonados por gatos...
Wednesday, May 06, 2009
"Onilíricas" e "Bordéis" inéditos do Márcio Claudino na Revista Etcetera
poesia
literatura
conto
crônica
Kazumi é dono de um botequim no bairro da Liberdade. Um homem comum, marcas de cerveja, culinária japonesa, portentosos quadris e metralhadas na 23 de Maio na crônica de Celso Paraguaçu.
poesia
cinema
música
literatura
Monday, May 04, 2009
O mundo é uma igreja pequena
Há três de mim. Há o cenário: Uma igreja pequena. Há os atores: Pálidos e mumificados ouvindo a voz do pregador. Há um perfume de incenso e há um coro que só canta quando o pregador acena, levanta a mão, maestro tosco. Há um ranger de madeira de bancos velhos, mas não ouço o ranger de almas. Minha alma range desde que eu era menina. Hoje vivo à direita de mim, livre. Já escapei do cenário. Eu disse – Há três. Uma que todos vêem em pé, esgueirando-se pelas paredes onduladas do templo. Uma que está ali sem estar, a viver como uma obrigação, para não ferir quem a ama, fica ali, ouvindo as pregações. Ajoelha, arrepende, reza, comunga e até canta. Há aquela que está no limbo. Uma névoa líquida fria e esponjosa que envolve em uma dança estranha, quase bonita, quase assim aquele retrato de Isadora Duncan. Voando entre o tecido, linda. No limbo não sou feliz, no templo não sou feliz. Só a terceira que esgueira para fora e explode o peito de ar limpo e azul, esta que ninguém vê. A invisível. A invisível é feliz, esta que ninguém conhece. Que ninguém chicoteia como ao Cristo. Que ninguém julga: Pilatos aos borbotões. Esta que ninguém prega na cruz. A que as suas sementes conhecem e a amam. Aquela que o amado eleva ao éden na casa da chuva e a ama. A terceira é o ar o azul o pássaro a cópula o colo maternal a misantropa. A terceira que ninguém conhece. A terceira que só os que amam conhecem. O frio ondulado das paredes causa artrite. Toca o sino e a hóstia é erguida. Sacrifício. Vou ter que ficar aqui.
Sunday, May 03, 2009
Tabula Rasa
Las puertas de la ciudad blanca
Abiertas de par en par
Mi espíritu, tabula rasa
.
Antes de la fecha en el tiempo grabada
Para alcanzar la sacrosanta ciudad
Sigo besando lombrices
Como si fueran jazmines
Bárbara Lia
Saturday, May 02, 2009
A Palavra Bem Temperada - 05/05
Thursday, April 30, 2009
estante #17

Era uma vez um outono...
Sunday, April 26, 2009
estante #16
Canteiro.
MÁRCIO DAVIE CLAUDINO
Saturday, April 25, 2009
Abril
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Abril de Abril
Era um Abril de amigo Abril de trigo
Era um Abril comigo Abril contigo
Era um Abril na praça Abril de massa
Abril de vinho e sonho em nossas taças
Era um Abril viril Abril tão bravo
Era um Abril de clava Abril de cravo
Manuel Alegre
..
http://bibliotecaescolaragueda.wordpress.com/2009/04/23/poemas-de-abril-manuel-alegre/
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1. O enterro dos mortos
Abril é o mais cruel dos meses, germina
Lilases da terra morta, mistura
Memória e desejo, aviva
Agônicas raízes com a chuva da primavera.
O inverno nos agasalhava, envolvendo
A terra em neve deslembrada, nutrindo
Com secos tubérculos o que ainda restava de vida.
... início da poesia A Terra Desolada de T. S. Eliot, em tradução de
Ivan Junqueira, fragmento no link abaixo:
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Quando eu nasci, raiava
O claro mês das garças forasteiras:
Abril, sorrindo em flor pelos outeiros,
Nadando em luz na oscilação das ondas
...esta poesia evoca a voz do meu pai e uma luz brilhava em algum lugar quando ele dizia - abril sorrindo em flor pelos outeiros...
http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/sao_paulo/vicente_de_carvalho.html
Thursday, April 23, 2009
CLOUD COLD
.
.
Ardor louco em mim aguerrido
E o pranto triste derramado
Nosso incêndio alastrado
Em rio de abandono convertido
Busquei-te nas auroras - escondido -
Todos os nós do meu peito desatado
Do amor que me manteve aprisionado
No gelo – da ausência – derretido
Se me abraçasses longamente
Em silêncio esquecesses a porfia
Preferistes ser prudente
Amor negado se transforma em tirania
Como quando o sol em manhã ardente
Permitiu que lhe nublasse a nuvem fria
Bárbara Lia
2002/
Wednesday, April 22, 2009
Dia Internacional do Livro
Nicolas Behr
Bárbara Lia
Luiz Antônio de Assis Brasil
Leonardo Brasiliense
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No Programa Conexão Regional
Rádio Santa Cruz AM 550
Santa Cruz do Sul, RS
http://www.radiosantacruz.com.br/
Dia 23/04 - de 08h - 10h
Thursday, April 16, 2009
Uma imagem para Lia #9
amanhã
em sol granulado,
farpas de doçura,
sempre.
Saturday, April 11, 2009
estante # 15 e um poema para joão filho e állex lélia
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Deus é a chuva.
Só seu abraço líquido
me faz leve.
-Uma tarde na volta do colégio
o vendaval molhou cada poro meu,
encharcada de Deus entrei na panificadora
e era só alma
- o pão pesava mais que eu-
Sei que Deus é a chuva
quando o mais belo som
é Ele abraçando a grama.
É um diálogo de amantes
como se os pingos em som de prazer
se unissem às pétalas rudes
pequeninas verdes,
e o som rascante do gozo fatal
se ampliasse, sem ferir.
É calmo o som do amor
-chuva na grama -
do livro - A última chuva.
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Wednesday, April 08, 2009
Cem primaveras de Bandini
(...)
e eu observava Camilla dançando com a bandeja. Seus cabelos eram tão negros, tão profundos e cacheados, como uvas escondendo seu pescoço. Era um local sagrado, este bar. Tudo aqui era santificado, as cadeiras, as mesas, aquele trapo em sua mão, aquela serragem sob seus pés. Era uma princesa maia e este era o seu castelo. Observei os huaraches maltrapilhos deslizarem no chão, e eu queria aqueles huaraches.
Gostaria de segurá-los contra o peito quando adormecesse. Gostaria de segurá-los e respirar seu odor.
Página 42
Pergunte ao Pó – John Fante
Tradução: Roberto Muggiati
Editora José Olympio Ltda
Pergunte ao Pó sacudiu-me inteira. O Mojave a garota e o cão. A cena onde Camilla ri das poesias de Bandini enquanto ele espia pela janela do café. Aquelas sandálias rotas - huaraches - o ponto frágil, altar puído que faz a deusa maia descer do pedestal. Fetiche para os dias meus aquelas sandálias.
Do que vivi eu sei da doçura de Fante - o mel ardente de sua alma italiana. Como li em uma matéria do tradutor do livro - Roberto Muggiati - para a Gazeta do Povo. O depoimento de Joyce, a esposa de Fante:
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/cadernog/conteudo.phtml?tl=1&id=874146&tit=O-escritor-que-saiu-do-po
...
08 de abril, cem anos do nascimento de John Fante. Um dos escritores da mínima galeria dos meus ícones. Um dos que me levou a caminhar por Bunker Hill e me atirou em uma viagem sem volta pelo deserto, um cão e a eternidade pela frente.
.
Deixa-me calçar-te
como se fosses
as rotas sandálias
de la niña de Fante
(para nunca mais sonhar
que ando descalça
nas noites)
Andar descalça nas noites... A imagem do encontro de Bandini e Camilla invade-me vez por outra como tempestade de areia... O real fatigado e suado e dopado mareado e colado a mim como fiapo de felicidade que a gente carrega, o amor ânsia divina. Vejo Bandini fugir pela janela. Vejo-o amar a garota e amparar a garota e curar seu corpo e alma enamorado de outrem e andar com um exemplar de uma única revista onde o DNA da alma transita e se fixa em eternidade na ficção, na realidade. A realidade nua despida das cartilhas do comportamento ilhada em cafés cabanas praias e desertos é o que nos eleva do pó, pergunte ao pó... Cem primaveras de Bandini à nossa espera.
La nave va...
Ilya! (Vmesto Pis'ma) - Bárbara Lia - para Connor Storrie
“Ilya! Vmesto Pis’ma” é o título perfeito para o que escrevi, fulminada de encanto e admiração pela Arte de Connor Storrie. Em lugar de uma...
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Amedeo Modigliani Paris e um amor Ode de absinto E dança A voz de Piaf acorda As pedras de um beco: “C'est lui pour moi Moi pour lui...
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Serviço: Lançamento da 2a. Temporada da websérie Pássaros Ruins Data: 11/09/2016 - Domingo Local: Cinemateca de Curiti...
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Javier Beltrán (Federico García Lorca) e Robert Pattinson (Salvador Dalí) em uma cena do filme - Poucas Cinzas - que revi e voltei a sentir...
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(Leitura poética de “Trato de Levante”) Livre. O poeta é livre. Canta Neruda com amor revolucionário. Depois que tanto...
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Louis Garrel _ Cena de "La Belle Personne" de Christophe Honoré "O poeta escreve sobre oceanos que não conhece...
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F rida inventou um novo verbo para dizer “Eu te amo”: Yo te cielo. Rimbaud queria reinventar o amor: L'amour est à réinventer. Quiç...
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É incrível que elas tenham nascido na mesma data, Clarice em 10 de dezembro de 1920 em Chechelnyk, Ucrânia e Emily Dickin...
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INSÔNIA Este é o século da nossa insônia Mentes plugadas em telas isonômicas Longe dos mitos e da cosmogonia Dopados de “soma” e ...



