Friday, August 08, 2008
Mar/absinto
Nossos olhos de dezoito anos
acomodaram o mar
Sobrou a maré em torno
um sussurro de conchas
a nos acordar nas noites brancas
Nossos olhos de dezoito anos
beberem do mar/absinto
como ao vinho santo.
Nossos olhos embriagados.
Nossos olhos negros e azulados.
Uma sereia recolhendo a rede
os corações de dois poetas ali
enredados
Nossos olhos de dezoito anos.
Nossas almas milenares.
Nossos amores fracos à soleira da incerteza.
Tanta beleza em ti, Rimbaud!
Tanta ausência em mim!
E nas marquises
bêbados ainda caminham
buscando o sol
que você guardou prá mim
Bárbara Lia
- O rasurado azul de Paris, poesias para Arthur Rimbaud
Thursday, August 07, 2008
I colori dell'anima

Terça, no Teatro da Caixa, eu vi Enéas Lour e André Coelho no palco, uma leitura do livro - Os Rios Profundos - do escritor peruano Jose Maria Arguedas. A direção de Moacir Chaves, dentro do Projeto Outras Leituras - Ciclo Latino-Americano (Curadoria de Mario Domingues, Nena Inoue e Josely Vianna Baptista). Ao final do debate o diretor Moacir tinha um único exemplar do livro que disse doaria para a platéia. Eu ali, hipnotizando o livro, depois de ouvir a leitura linda dos dois atores, do capítulo que abre o livro - O velho. Vi as ruas de Cuzco, seus palácios e suas cores, a alma tem cor, e o escritor sabe capturar a cor da alma dos pássaros, das flores, dos rios. O rio de pedras da muralha de um palácio Inca, dança diante dos olhos durante a leitura, pedras flutuantes, a lembrar os rios... foi o instante mágico, permeado do idioma quíchua:Wednesday, August 06, 2008
Sunday, August 03, 2008
Agosto no Coreto

Dia 08/08/08 - 20h
Coreto do Teatro Uninter
Entrada pela Alameda Muricy n°1088
Centro
Curitiba - PR
Telefone: (41)2102-3442
Thursday, July 31, 2008
A poesia rima pouco e expande mais

Já tentei croché
Já tentei tricô
Já fiz pão e fiz teatro.
Entrei pra esquerda,
cutuquei o partido;
Fiz bolo e artesanato.
Tentei de tudo, tentei de nada.
Fui Zé Ninguém e dona-de-casa.
Já dormi sonhando reis,
Já dormi sonhando putas,
amantes de Sol, amantes de Lua.
Mas não me encaixei em nada
E fui ser coringa no meio da rua.
Amanda Bigonha Salomão
http://www.astexturasdosanjos.blogspot.com/
foto - Amanda - http://www.flickr.com/photos/cirandadepedra/
Monday, July 28, 2008
Blog do texto (Cronópios)
Sunday, July 27, 2008
Balalaica
Friday, July 25, 2008
No caminho com Jiddu Saldanha
por mais que o instante
a caneta escreve
Jiddu... Recordo que antes de mergulhar nesta trilha louca da poesia eu já sabia que existia Jiddu. Mas, o que eu não sabia é que você nasceu mesmo aqui nesta cidade. O que Curitiba representou para você e para a sua Arte?... E o que te despertou para a poesia e a mímica?
Hoje eu vejo que foi uma infância muito estranha porque lá no fundo, as comunidades não me assimilavam bem. Eu era um “ET” e hoje percebo que me divertia sozinho... não sobrou nada daquele passado a não ser o fato de que o colégio polivalente, que tinha um muro mais baixo, permitia que eu ficasse na biblioteca, uma ótima biblioteca por sinal. Li muitos clássicos ali dentro. Um dia, doei para aquela biblioteca toda a minha coleção de “Obras Primas” da abril cultural, lembra? Acho que eu já intuía que não ficaria em Curitiba por muito tempo.
na hora de partir
lembranças de tudo
Ir para outro Estado (Rio de Janeiro) era desejo de reescrever a vida?
Sim, Curitiba não me assimilava muito, talvez porque a cidade meio cinzenta parecia não combinar bem com o meu estilo ensolarado de ver a vida, mas também não é só isso... eu realmente percebi que viver de arte tem de ser em cidade muito grande porque eu precisava combinar um certo estilo meio anti-social com uma profissão que depende do social pra se afirmar, falo do teatro.
Mas eu sou filho de uma carioca que foi morar em Curitiba e meu pai, do Amazonas, viveu muitos anos no Rio de Janeiro, de maneira que, dentro da minha família havia um certo espírito carioca, muito embora, eu seja um curitibano inveterado, daqueles que levantam de madrugada pra tomar um copo de leite!
Mas o Rio de Janeiro foi um acidente, eu queria mesmo era São Paulo, mas percebi que são Paulo era uma Curitiba com 12 milhões de pessoas, cruz credo, saí correndo e vim parar no Rio de Janeiro que dizem, se parece com Cuba...
3.
Haigin solitário
Passeia pelas cores
Do seu calvário
Em setembro de 2.001, te vi no palco do Teatro Londrina. Lembro que fiquei impressionada com a sensibilidade sem par da tua apresentação. Ando desesperadamente em busca da delicadeza e lembro a delicadeza do teu recado mudo. Como você passeia pelas incolores vielas nada poéticas que vez por outra a gente encontra no mundo artístico? Ou será que Curitiba é mesmo um caso à parte?
No começo eu achava que Curitiba tinha muitas culpas, mas quando saí daí, descobri que Curitiba é só mais uma cidade brasileira que tem um povo que cultiva alguma esperança. A cidade foi se ajeitando à sua maneira e eu, precisei amá-la mais para poder, inclusive, compreender as outras cidades onde vivi.
Depois que me re-apaixonei pela minha cidade, percebi que a cidade dá o que pode dar e que a gente tem mesmo é que ir abrindo caminhos nem que seja a dentadas, pra se afirmar como artista.
Quando comecei a fazer mímica, era como se não quisesse mais falar com ninguém e sim escutar mais, ouvir mais, me interessar mais pelo que era diferente. A mímica foi uma terapia social pra mim, no sentido de que, me conferiu cidadania e presença no certame das artes mas sempre fui um artista de pequeno porte sem muita estrutura psicológica pra bancar grandes empreitadas...
4.
Viajante tranqüilo
Sabe das distâncias
Solo de flauta
Você viaja para todo lugar e registra tudo com a tua famosa - Mala da fama.
Como surgiu a Mala da Fama? Conte um pouco sobre a tua Mímica? Esta paixão tem algo a ver com Carlitos?
A Mala da fama foi um foco mágico que acendeu na minha cabeça. Ela surgiu na época em que o Fernandinho Beira-Mar era o bandido mais famoso do Brasil, seu antecessor fora o Leonardo Pareja, lembra? Percebi que a mídia brasileira dava mais importância aos bandidos do que aos artistas, então, por ironia eu criei a MALA DA FAMA, decidi que eu ia conferir um título de famoso a todo aquele que tirasse uma foto com a Mala. Foi uma brincadeira irônica e saudável que já tem quase 10 anos, foram mais de 50 mil pessoas fotografadas até hoje.
Sobre mímica, bom, eu me tornei mímico por via das circunstâncias, foi uma linguagem se adequou naturalmente ao meu corpo e, com a ajuda do Everton Ferre (pra mim o melhor pantomimo do Brasil) eu ingressei nesta arte e já estou a 20 anos por aí! Mas agora estou me dedicando mais a dar aulas. Tenho sentido um certo cansaço de ficar em silêncio por quase 20 anos...
5.
passou por aqui
uma formiga afoita
Posso estar errada, mas, tenho a impressão que o teu trabalho acaba por se tornar uma grande festa. Em um dia você é a formiga, e no outro, a cigarra. Mas, o resultado é brilhante sempre. Acho lindo e poético o projeto – Cinema Possível – fale sobre ele.
Este projeto é a coisa que mais amo na vida. Eu sempre quis fazer cinema, mas desde criança sempre me falaram que cinema era coisa para pessoas com muita grana, gente que ia estudar fora, coisa de gente bonita e tal... eu ia ao cine arlequim e assistia três filmes chineses com apenas um ingresso e as vezes o porteiro me deixava entrar de graça porque dizia que eu ia ser um cineasta um dia...
Mas recentemente, em 2007 a ficha caiu... cinema é pra qualquer um, esse negócio de dizer que cinema é para os eleitos, não dá, essa máscara social caiu. E com as novas tecnologias tudo se tornou possível por isso dei esse nome pro meu projeto que é um projeto bem complexo que envolve produção, realização, oficinas e pesquisa com filmes, sempre com câmera fotográfica digital que é a tecnologia acessível hoje!
6.
imensos bambuzais
só o vento os entende
Faltou falar sobre as – Artes Plásticas – em uma seqüência possível de se delinear, o que chegou antes - Mímica, poesia, as tuas telas e agora o cinema possível? Eu sou tão apaixonada por pintura tanto quando pela poesia. Como aconteceu o teu despertar para as artes plásticas? Algum grande pintor o inspirou? Ou muitos?... Quais?
Aconteceu uma coisa esquisita comigo em 1991. Um dia eu estava fazendo um show de mímica na rua e um homem ruivo de quase 2 metros de altura, perguntou se eu não podia ajudá-lo a encontrar um lugar pra ficar em Curitiba. Eu vendo que ele era boa pessoa convidei-o pra ficar na minha casa, eu morava sozinho num apartamento de 2 quartos lá no Pilarzinho. Qual não foi minha surpresa quando descobri que o Homem nada mais era que um Artista Plástico nascido em Barcelona, isso mesmo! Era um Pintor Catalão...
Eu fazia mímica, mas, via ele pintando o dia inteiro e pedi para ele me ensinar algumas técnicas. Ele ficou na minha casa durante três meses, com a esposa dele que se chamava Thereza e, quando foi embora, deixou algumas bricolages que tinha feito com minhas fotos de mímica.
Em 1999, já no Rio de Janeiro, eu me deparei com uma crise profissional muito grande. Percebi que eu me tornara um mímico velho. A técnica que aprendi já não tinha mais valor comercial nenhum. Simplesmente ninguém me chamava pra trabalhar e as escolas de teatro e instituições, passaram a me desprezar. Então eu resolvi pintar. Pensei comigo: Se o Joarez Machado era pintor e ficou conhecido como o mímico do Fantástico então eu vou ser o mímico que vai ser conhecido como pintor rs... e assim iniciei meu trabalho de pintura, e consegui me inserir nesse mundo das artes visuais. O Cinema foi conseqüência disso e, misteriosamente, a partir de 2002, timidamente fui sendo chamado pra fazer mímica e agora, revezo minhas atividades artísticas porque não dá pra viver só de uma atividade. Eu ganho um pouquinho com cada coisa que faço e no final acabo tendo dinheiro pra pagar as contas no final do mês e financiar precariamente as minhas pesquisas no projeto Cinema Possível!
Mas eu acho que a minha verdadeira arte é a poesia. No fundo, sou um poeta no sentido oriental do termo, cultivo a arte sem nenhuma opulência, faço com total desprendimento e isso me confere uma certa leveza pra lidar com a realidade. Eu sinto, inclusive, que a poesia será a religião do futuro!
7. Jiddu Saldanha por Jiddu Saldanha
Um artista que precisa de muitas linguagens pra se expressar, mesmo não dominando bem nenhuma delas, sente que tem a vida cheia de possibilidades pra criar e ajudar, contribuir um pouquinho para que o mundo respire aliviado com a possibilidade de que, se o sonho acabou, ainda tem pão de queijo! Kkkkkkkkkkk
links para a Arte de Jiddu Saldanha
cinema possível:
Pronominal:
http://br.youtube.com/watch?v=v5UEGuJ7db4
Wednesday, July 23, 2008
Tuesday, July 22, 2008
Azul sobre o azul

Monday, July 21, 2008
Há dias
Há dias em que julgamos que todo o lixo do mundo nos cai em cima
Wednesday, July 16, 2008
O silêncio de Pitágoras
Noir
(Gabriela Caramuru cursa Ciências Sociais, é militante do Psol e uma poeta em flor, lendo NOIR)
.
Aprendi a fazer aquilo
Sunday, July 13, 2008
O deserto de sinais
Saturday, July 12, 2008
Por mais terras que eu percorra...
A conquista de Montese - tela A. MartinsDavid Carneiro
Meu tio herói de guerra

Thursday, July 10, 2008
Tábula Rasa
Tuesday, July 08, 2008
Para Camille, com uma flor de pedra

À sombra da noite clara
Latona no meu encalço
Espectros da última primavera
O Rio Loire um duplo do Aqueloou
Meu Monte Sípilo é Ville-Èvrard
Onde endureço carne e alma
Delírios brancos, visões:
Escunas leves com velas de vidro
E tombadilho de pétalas
Estilhaçam na roupa cinza
Ferem-me, beijam-me – qual o amor
Meu ódio espelha o trágico
Anseio que o mundo petrifique
Qual Zeus petrificou Tebas
Sonho com o anjo da restauração
Acordo. Nada se restaura
Tudo igual:
Cama dura de ferro
Urinol fétido, trincado
Três tâmaras secas
Dois gatos no cio a quebrar
O silêncio arredio da madrugada
Os loucos acordam com vislumbres de luz
- Átimo de lucidez.
Acenam lenços de seda à Latona fria
Choram um beija-flor e já no corredor
Vestem o olhar vazio.
Andam autômatos como rios mortos
Deságuam cinzas
No jardim de Ville-Èvrard.
BÁRBARA LIA
http://www.saldaterraluzdomundo.net/literatura_po_b%E1rbara_Lia.htm
Em fevereiro passei alguns dias e noites atada à alma de Camille Claudel, ela enreda os signos e sua vida, neste mergulho na vida de Camille senti a dor dela, tão profunda que me deixou prostrada. Na página da jornalista Ana Lucia Vasconcellos, link acima, algumas poesias destes dias, que eu vesti a pele de Camille. Quando ela foi atirada em um asilo de loucos pela família, quando perdeu o amante Rodin, sofreu um aborto, e naufragou em um tempo dolorido. As esculturas de Camille são poesias que espelham sua dor, enredadas com signos, e nesta troca de experiências, além do tempo, que não existe tempo, tentei dar voz à Camille... Nióbide Blessé, ou Níobe ferida, é uma das esculturas na qual me debrucei para escrever - Para Camille, com uma flor de pedra...
________________________________________________
Níobe, a irmã de Pélops, saiu da Ásia para se casar com outro filho de Zeus, Anfíon, famoso músico que reinava em Tebas. Teve muitos filhos e filhas (a quantidade varia conforme a fonte), e estava tão orgulhosa e feliz com sua prole que cometeu o erro de declarar-se superior à deusa Latona, que tivera somente dois filhos, Apolo e Ártemis.
A deusa se ofendeu e pediu aos filhos que a vingassem. Apolo matou então, com suas flechas, todos os rapazes; Ártemis fez o mesmo a todas as moças. Níobe, cheia de dor, voltou para a Ásia e tanto chorava que os outros deuses se apiedaram dela:
- o rio que nasceu das lágrimas de Níobe é o Aqueloou
Monday, July 07, 2008
Sunday, July 06, 2008
Poesia morta - Céu Fuligem - Sol Negro



Crucificar a alma da rosa
no caos do sangue
de uma geração
que é sombra em si.
No limiar do céu
a rosa mística
abre apenas
para Beatriz.
Liberar o humano
só quando o Verbo
ungir as catedrais
e os estádios
e molhar as aquarelas
e os palcos
e o negro silêncio profundo
dos megabytes.
inocência morta
lírio em chamas
corvos
vermes
lodaçal
cheiro acre
que atravessa o mundo
feito fumaça
anjos desertores
choram
a morte da insana poesia
cavam olhares e bombas e notícias
e o rosto do cavaleiro branquelo
do apocalipse -
olhar de horror fragmentado
que desfaz a poesia em cinzas
-brancas cinzas de areia-
pode que floresçam em rosas do avesso
pode que o fantasma da poesia fique
e pague o preço
CÉU FULIGEM
era de aquarius
nuvens negras
Saturday, July 05, 2008
Rimbaud
Todo sol é dolente e amargo todo luar.
O acre amor me fartou de torpores, demoras.
Oh, que meu casco estale! Oh, que eu me lance ao mar!
Se desejo da Europa uma água, é a poça estreita,
negra e fria, onde à luz de uma tarde violeta
um menino agachado, entre tristezas, deita
seu barquinho, a oscilar como uma borboleta.
Imerso em languidez, não posso transcender
o rastro, ó vagas, dos que levam algodões,
nem dos pendões o orgulho e das velas vencer,
nem já nadar sob o olho horrível dos pontões.
La nave va...
Ilya! (Vmesto Pis'ma) - Bárbara Lia - para Connor Storrie
“Ilya! Vmesto Pis’ma” é o título perfeito para o que escrevi, fulminada de encanto e admiração pela Arte de Connor Storrie. Em lugar de uma...
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Amedeo Modigliani Paris e um amor Ode de absinto E dança A voz de Piaf acorda As pedras de um beco: “C'est lui pour moi Moi pour lui...
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Serviço: Lançamento da 2a. Temporada da websérie Pássaros Ruins Data: 11/09/2016 - Domingo Local: Cinemateca de Curiti...
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Javier Beltrán (Federico García Lorca) e Robert Pattinson (Salvador Dalí) em uma cena do filme - Poucas Cinzas - que revi e voltei a sentir...
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(Leitura poética de “Trato de Levante”) Livre. O poeta é livre. Canta Neruda com amor revolucionário. Depois que tanto...
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Louis Garrel _ Cena de "La Belle Personne" de Christophe Honoré "O poeta escreve sobre oceanos que não conhece...
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F rida inventou um novo verbo para dizer “Eu te amo”: Yo te cielo. Rimbaud queria reinventar o amor: L'amour est à réinventer. Quiç...
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É incrível que elas tenham nascido na mesma data, Clarice em 10 de dezembro de 1920 em Chechelnyk, Ucrânia e Emily Dickin...
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INSÔNIA Este é o século da nossa insônia Mentes plugadas em telas isonômicas Longe dos mitos e da cosmogonia Dopados de “soma” e ...





